{"id":22222350649,"date":"2025-03-07T11:19:00","date_gmt":"2025-03-07T14:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/?p=22222350649"},"modified":"2026-10-14T11:41:11","modified_gmt":"2026-10-14T14:41:11","slug":"unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/","title":{"rendered":"Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<div >\n<p >N\u00e3o importa se voc\u00ea tem mais de 10, 15 ou 20 anos de experi\u00eancia no mercado de trabalho, se j\u00e1 exerceu cargos de lideran\u00e7a, se j\u00e1 escreveu uma tese! Se voc\u00ea \u00e9 mulher, sempre vai precisar se reafirmar para os colegas, os chefes, os professores, os doutores, os familiares masculinos pelo simples fato de ser MULHER. Nascemos com a &#8220;sina&#8221; carimbada em nossos corpos: se voc\u00ea tem a capacidade de gerar uma vida, \u00e9 o &#8220;sexo fr\u00e1gil&#8221;. A nossa esperan\u00e7a, gurias, est\u00e1 na ci\u00eancia; ela tem na sua concep\u00e7\u00e3o o papel de quebrar paradigmas \u2013 tais como o de que a Terra seria plana ou de que a vacina n\u00e3o salvaria vidas \u2013 e, nos \u00faltimos anos, tem assumido diversas frentes em busca de equidade. Neste texto, vamos falar justamente disso: da equidade de g\u00eanero na ci\u00eancia.<\/p>\n<p ><i >\u201cQuando me tornei m\u00e3e, a academia disse que eu n\u00e3o servia para mais nada!\u201d.<\/i><\/p>\n<p ><i >\u201cDesisti do curso de Engenharia porque sofri muito preconceito, inclusive em sala de aula um professor me diminu\u00eda pelo fato de eu ser a \u00fanica mulher naquela disciplina\u201d.<\/i><\/p>\n<p ><i >\u201cPrecisei enfrentar a professora de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica da minha filha, porque ela n\u00e3o iria oferecer a modalidade de basquete para as meninas, pois machuca os pulsos femininos. E de fato, n\u00e3o foi ofertada\u201d.<\/i><\/p>\n<p ><i >&#8220;Sentimental desse jeito n\u00e3o vai ser engenheira nunca!&#8221;, <\/i>diz o professor em sala de aula. A estudante sai chorando da sala e, depois do ocorrido, nunca mais retorna.<\/p>\n<p >As frases acima foram ditas pelas entrevistadas desta reportagem. O que as une \u00e9 o entendimento de que a feminilidade \u00e9 uma luta constante. Essa luta nos faz refletir, neste 8 de mar\u00e7o, que o avan\u00e7o por igualdade de g\u00eanero, direitos e oportunidades, e a luta contra discrimina\u00e7\u00e3o, preconceito, machismo, ass\u00e9dio e viol\u00eancia fazem parte de um processo de reconstru\u00e7\u00e3o e ruptura social \u00e1rduo, complexo e estrutural.<\/p>\n<p >O dia 12 de julho de 2024 \u00e9 uma data emblem\u00e1tica para a ci\u00eancia brasileira: a Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) instituiu o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/capes\/pt-br\/assuntos\/noticias\/capes-cria-comite-permanente-para-equidade-de-genero\">Comit\u00ea Permanente de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas e Pol\u00edticas para Equidade de G\u00eanero<\/a>. Mulheres, entre elas a professora e pesquisadora da UFRGS\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0693446702623934\">Aline Cristiane Pan<\/a>, formam o grupo que tem por objetivo sugerir a\u00e7\u00f5es e iniciativas para aumentar a representatividade feminina em posi\u00e7\u00f5es de decis\u00e3o e de comando na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p >A primeira a\u00e7\u00e3o desse comit\u00ea j\u00e1 aconteceu no dia 14 de fevereiro deste ano, quando uma for\u00e7a-tarefa de 60 dias fez com que, em tempo recorde e com reuni\u00f5es entre per\u00edodos de f\u00e9rias e recessos de fim de ano, fosse entregue ao Conselho T\u00e9cnico-Cient\u00edfico da Educa\u00e7\u00e3o Superior (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/capes\/pt-br\/acesso-a-informacao\/participacao-social\/conselhos-e-orgaos-colegiados\/conselho-tecnico-cientifico-da-educacao-superior\">CTC\/Capes<\/a>) um documento emblem\u00e1tico: a sugest\u00e3o de v\u00e1rios crit\u00e9rios de melhoria para a inser\u00e7\u00e3o e a perman\u00eancia das mulheres nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p >Para chegar nesse ponto de abertura com a Capes, a luta das mulheres cientistas come\u00e7ou bem antes e veio de v\u00e1rias frentes. Aline comenta que a jornada dela pela equidade de g\u00eanero junto aos \u00f3rg\u00e3os que regulamentam a ci\u00eancia no Brasil teve in\u00edcio em 2018, quando, ap\u00f3s um per\u00edodo de licen\u00e7a-maternidade, ela foi descredenciada de um programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o por falta de produtividade.<\/p>\n<p >\u201cForam dois filhos no mesmo quadri\u00eanio. Escrevi cartas e mais cartas para a Capes porque eu estava achando aquele formato de avalia\u00e7\u00e3o muito injusto. Daquele ano at\u00e9 2022, o comit\u00ea at\u00e9 foi criado, mas n\u00e3o fomos chamadas para nenhuma reuni\u00e3o. Inclusive, um outro grupo foi nomeado pelo governo da \u00e9poca, formado por reitores e pesquisadores, todos homens. Ficamos em suspenso at\u00e9 2023, momento em que retomamos a press\u00e3o para a instala\u00e7\u00e3o de um Comit\u00ea Permanente para equidade de g\u00eanero&#8221;, explica\u00a0a pesquisadora.<\/p>\n<p >Neste documento entregue pelo comit\u00ea, est\u00e3o sugest\u00f5es para a avalia\u00e7\u00e3o quadrienal para as p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es brasileiras, tais como: crit\u00e9rios que envolvem pol\u00edticas de apoio \u00e0 maternidade, a\u00e7\u00f5es de combate ao ass\u00e9dio, \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es de o quanto o corpo docente dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 diverso. Na percep\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5707289165104926\">Let\u00edcia de Oliveira<\/a>, membra do Comit\u00ea Permanente e pesquisadora na Universidade Federal Fluminense (UFF), esses ser\u00e3o alguns dos pontos a serem analisados nos programas que podem induzi-los a realizar mudan\u00e7as de acordo com a maneira com que ser\u00e3o avaliados. \u201cAcredito que este seja um documento indutor de pol\u00edtica p\u00fablica. Estamos animadas com essa janela de oportunidades de oferecer mudan\u00e7as estruturais no sistema de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, para que seja mais inclusivo, sens\u00edvel \u00e0s quest\u00f5es de maternidade, mais diverso (com pesquisadores negros, ind\u00edgenas, quilombolas) e com mais mulheres&#8221;.<\/p>\n<p >Antes desse passo importante da Capes em instituir o Comit\u00ea Permanente de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas e Pol\u00edticas para Equidade de G\u00eanero, outras iniciativas organizadas come\u00e7aram a travar uma luta constante pela busca de equidade de g\u00eanero no ambiente cient\u00edfico. A pesquisadora da UFRGS e tamb\u00e9m membra do Comit\u00ea da Capes\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1737545840776257\">Fernanda Staniscuaski<\/a> tornou-se uma cientista &#8220;in\u00fatil&#8221; aos olhos da academia ap\u00f3s o nascimento do primeiro filho, em 2013. Ao voltar da licen\u00e7a-maternidade, sentiu os impactos diante da necessidade de mudar a rotina de trabalho. \u201cEu sabia que haveria consequ\u00eancias por conta da decis\u00e3o de ter filhos, mas me pareceu injusto esse impacto t\u00e3o feroz, porque eu n\u00e3o havia me tornado incapaz&#8221;.<\/p>\n<p >Vinda de um per\u00edodo de ascens\u00e3o na carreira e tendo conquistado editais para financiamento de suas pesquisas, de repente Staniscuaski viu que, pela necessidade de pausa e mudan\u00e7a de ritmo que a maternidade exige, o sistema disse: &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o serve mais para a gente&#8221;. Por muito tempo, achou que essa era uma situa\u00e7\u00e3o particular, individual de uma maternidade s\u00f3 dela, por n\u00e3o conseguir dar conta das obriga\u00e7\u00f5es como m\u00e3e e como cientista.<\/p>\n<p >\u00a0<\/p>\n<p ><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/noticias\/galerias\/WhatsAppImage20250218at15.53.5211.jpeg\"><\/img><\/p>\n<p ><i >Comit\u00ea Permanente de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas e Pol\u00edticas para Equidade de G\u00eanero da Capes &#8211; Foto: Divulga\u00e7\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p >\u00a0<\/p>\n<p >Ao falar com pessoas pr\u00f3ximas, do c\u00edrculo de amigos, que estavam passando pela mesma situa\u00e7\u00e3o, Fernanda Staniscuaski\u00a0percebeu que essa era uma realidade cada vez mais comum. Nesse contexto, surgiu em 2016 o movimento\u00a0<i ><a href=\"https:\/\/www.parentinscience.com\/\">Parent in Science<\/a><\/i> (pessoas com filhos na ci\u00eancia; tradu\u00e7\u00e3o livre) envolvendo docentes (seis m\u00e3es e um pai) na busca por mudan\u00e7as nesses par\u00e2metros de avalia\u00e7\u00e3o que estavam penalizando, de maneira injusta, uma parcela significativa de pesquisadores(as).<\/p>\n<p >\u00a0<\/p>\n<h3 ><strong >Maternidade como empecilho para a ci\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p >Quando entrou no curso de gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia e Gest\u00e3o de Energia do Campus Litoral, a agora rec\u00e9m-formada Djulyen de Jesus Assonalio chegava com um pedido especial dos pais: ser m\u00e3e s\u00f3 depois da gradua\u00e7\u00e3o. \u201cDesde pequena sempre fui incentivada pela minha m\u00e3e a fazer o curso superior, mas pelo fato de na minha fam\u00edlia haver v\u00e1rias mulheres que foram m\u00e3es na adolesc\u00eancia e tiveram que fazer faculdade com filho pequeno, ela sempre me dizia para fazer o caminho inverso, focar nos estudos e depois constituir fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p >Entre as primeiras a\u00e7\u00f5es do movimento\u00a0<i >Parent in Science, <\/i>est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o da campanha\u00a0<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/ress\/a\/c7TkCBBBsYtF7nhnsDmZ83n\/?lang=pt\"><i >#maternidadenolattes<\/i><\/a>, que lutou pela busca de um campo <span >no Curr\u00edculo Lattes <\/span>para sinalizar os per\u00edodos de licen\u00e7a-maternidade. Esse pedido foi aceito pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), que, desde 2021, passou a fazer esse registro. A partir dessa mobiliza\u00e7\u00e3o, ficou evidente a necessidade de considerar esses per\u00edodos na avalia\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo de cientistas m\u00e3es.<\/p>\n<p >Segundo Fernanda, o movimento nacional surge, exatamente, da necessidade de apoiar m\u00e3es e pais pesquisadores na promo\u00e7\u00e3o de uma ci\u00eancia mais inclusiva sem desmerecer ou punir essas pessoas por conta da decis\u00e3o de terem filhos durante a jornada acad\u00eamica. \u201cMovimentos como o <i >Parent in Science<\/i> t\u00eam papel fundamental em promover mudan\u00e7as, porque deixamos claro que n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o individual. Com dados mostramos que \u00e9 uma quest\u00e3o estrutural: n\u00e3o sou eu que n\u00e3o dei conta de ser cientista e m\u00e3e, mas sim vivemos em um sistema muito r\u00edgido que n\u00e3o aceita a flexibilidade de maneira nenhuma. Esse movimento \u00e9 importante para mostrar que \u00e9 uma quest\u00e3o geral, e esse \u00e9 o precursor de mudan\u00e7as que precisamos\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p >A licen\u00e7a-maternidade para considerar os per\u00edodos de baixa produtividade pelo CNPq trouxe outros avan\u00e7os exclusivos para m\u00e3es dentro de universidades e institui\u00e7\u00f5es de fomento, como incluir em seus editais internos e nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o a considera\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a-maternidade. \u201cNa UFRGS, por exemplo, \u00e9 considerado o fator de corre\u00e7\u00e3o para as m\u00e3es que est\u00e3o fazendo concurso\u201d, salienta Fernanda.<\/p>\n<p >Pesquisas mostram que a maternidade \u00e9 um elemento que explica a diferen\u00e7a de mulheres em posi\u00e7\u00f5es est\u00e1veis e prestigiosas na carreira cient\u00edfica, uma vez que m\u00e3es t\u00eam 38% menos chance de chegar a posi\u00e7\u00f5es de destaque em todas as \u00e1reas do conhecimento, isso porque, por um per\u00edodo de at\u00e9 quatro anos ap\u00f3s a maternidade, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o de produtividade das pesquisadoras.<\/p>\n<p >Para Aline Pan, s\u00e3o muitos os desafios para a perman\u00eancia de mulheres na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, mas a maternidade \u00e9 um dos maiores. Ela acrescenta que, na \u00e1rea em que atua \u2013 de Energia \u2013 a quest\u00e3o do machismo \u00e9 predominante.<\/p>\n<p >\u00a0<\/p>\n<p ><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/noticias\/galerias\/Maternidade_FernandaStaniscuaski211.png\"><\/img><\/p>\n<p ><i >Fernanda Staniscuaski com os filhos &#8211;\u00a0 Foto: Fl\u00e1vio Dutra \/ Arquivo JU-UFRGS<\/i><\/p>\n<p >\u00a0<\/p>\n<h3 >Press\u00e3o e ass\u00e9dios s\u00e3o barreiras na carreira cient\u00edfica<\/h3>\n<p ><br ><\/br> Por conta da press\u00e3o, a Engenharia foi um caminho podado para Luiza Crauss. A estudante concluiu o curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ci\u00eancia e Tecnologia (<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/bict\/\">BICT<\/a>) ofertado pelo Campus Litoral, mas, no momento de concluir a terminalidade (como uma segunda gradua\u00e7\u00e3o, possui ingresso apenas para os formados no BICT), precisou trocar de \u00e1rea de Bacharelado em Engenharia de Gest\u00e3o de Energia para Desenvolvimento Regional, mesmo ap\u00f3s cumprir carga hor\u00e1ria de seis semestres na Engenharia.<\/p>\n<p >Atualmente a estudante est\u00e1 no quinto semestre de Desenvolvimento Regional e se diz feliz. Mesmo com a voz embargada ao lembrar sobre a mudan\u00e7a de curso, afirma que com a nova escolha n\u00e3o se sente com a necessidade constante de \u201cprovar nada para ningu\u00e9m&#8221;. A sua troca teve rela\u00e7\u00e3o direta com viv\u00eancias envolvendo quest\u00f5es de g\u00eanero dentro do curso. \u201cNo come\u00e7o, foquei, principalmente, nas disciplinas de Exatas, pois queria conseguir chegar na terminalidade Engenharia de Gest\u00e3o de Energia. No curso de Desenvolvimento Regional, sinto que n\u00e3o existe uma press\u00e3o t\u00e3o grande para que eu prove a minha capacidade \u2013 como era na Engenharia \u2013, eu simplesmente consigo fazer o meu melhor e ser reconhecida por isso sem a press\u00e3o de g\u00eanero. Claro que eu n\u00e3o mudei de \u00e1rea apenas por isso, mas seria mentira dizer que a press\u00e3o de g\u00eanero e as discrimina\u00e7\u00f5es n\u00e3o influenciaram bastante. Passei por situa\u00e7\u00f5es ruins e vi colegas meninas passarem por situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis&#8221;, frisa ela.<\/p>\n<p >Let\u00edcia de Oliveira aponta que h\u00e1 dois problemas principais do baixo percentual de mulheres na ci\u00eancia: a baixa representa\u00e7\u00e3o de mulheres nas \u00e1reas de exatas e tecnologias \u2013 chamada de segrega\u00e7\u00e3o horizontal \u2013, muito observada na gradua\u00e7\u00e3o; a segrega\u00e7\u00e3o vertical\/efeito tesoura\/teto de vidro com a falta de representa\u00e7\u00e3o feminina em que todas as \u00e1reas para ocupar espa\u00e7os de poder, tomar decis\u00f5es e ter maior reconhecimento. \u201cSabemos que esses fen\u00f4menos, em parte, s\u00e3o decorrentes da presen\u00e7a do ass\u00e9dio no ambiente acad\u00eamico (moral e sexual), do impacto que a maternidade traz (mulheres imbu\u00eddas das fun\u00e7\u00f5es do cuidado) e dos estere\u00f3tipos de g\u00eanero (constru\u00e7\u00e3o cultural que associam mulheres a determinados pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es). Esses fatores t\u00eam um papel importante para impedir que as mulheres estejam nesses espa\u00e7os\u201d, diz ela.<\/p>\n<p >O estudo \u201c<a href=\"https:\/\/www.elsevier.com\/en-xs\/insights\/gender-and-diversity-in-research#1-examine-the-gender-dashboard\">G\u00eanero e diversidade na pesquisa<\/a>\u201d, realizado pela Elsevier em 2024, revelou que, nas \u00e1reas de Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica (Steam), a representa\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 de 42% em in\u00edcio de carreira, caindo para 26% no avan\u00e7ar da carreira. No Brasil, um levantamento da Rede Brasileira de Mulheres na Energia Solar (<a href=\"https:\/\/www.mesol.com.br\/\">Mesol<\/a>) aponta que, na \u00e1rea da Engenharia, somente 29% dos pesquisadores s\u00e3o mulheres, e 32% dos postos de trabalho em Ci\u00eancias Exatas s\u00e3o ocupados por mulheres.<\/p>\n<p >\u201cNa minha \u00e1rea, que \u00e9 muito masculina, temos 20% de mulheres, e, se olharmos, na \u00e1rea t\u00e9cnica, somente 7%. Ou seja, a Engenharia \u00e9 uma \u00e1rea muito dif\u00edcil para as mulheres por conta da discrimina\u00e7\u00e3o direta, a falta de valida\u00e7\u00e3o, o n\u00e3o reconhecimento, o desrespeito e tudo pelo simples fato de ser mulher. E se ela decide ter filhos, o gargalo \u00e9 maior ainda\u201d, frisa Aline Pan.<\/p>\n<p >Luiza aponta que nos cursos de exatas, neste caso em especial de Engenharia, sempre h\u00e1 microssitua\u00e7\u00f5es em que a pessoa sente que deve provar a sua capacidade o tempo inteiro, uma press\u00e3o que n\u00e3o sente mais no curso em que est\u00e1. \u201cParece que temos de estudar e nos esfor\u00e7ar mais do que os colegas, precisamos provar que a gente consegue. Agora consigo me dedicar e aprender muito mais. \u00c9 triste: eu estava muito envolvida na \u00e1rea da Engenharia, mas n\u00e3o conseguia ver um futuro nem me enxergar trabalhando nessa \u00e1rea\u201d.<\/p>\n<p >A estudante conta que, em uma disciplina que envolvia motores de carros, em que ela era a \u00fanica menina em sala de aula, o professor se direcionava a ela perguntando se havia entendido, ou se estava conseguindo acompanhar. \u201cEnt\u00e3o Luiza, voc\u00ea entendeu isso aqui? J\u00e1 ouviu falar sobre isso? Est\u00e1 entendo o que estamos falando?, dizia o professor, sempre marcando o meu nome e perguntando diretamente pra mim, e n\u00e3o a todos os colegas. Isso me marcou bastante&#8221;.<\/p>\n<p >Djulyen tamb\u00e9m teve dificuldades durante o curso, teve vontade de desistir em v\u00e1rios momentos, mas o desejo de se tornar engenheira e ser o orgulho da fam\u00edlia foram mais fortes. \u201cTive professores machistas, que faziam piadas, e at\u00e9 duas situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio via rede social. Tenho dificuldade de falar sobre isso porque nunca sei se eu vi demais ou realmente aconteceu&#8230;&#8221;. Revela a engenheira, que hoje atua em uma empresa de gest\u00e3o de energia e diz n\u00e3o enfrentar mais preconceito ou ass\u00e9dio.<\/p>\n<p >Sem desistir, e inspirada na carreira de sucesso da m\u00e3e na Enfermagem, hoje Djulyen trabalha em uma empresa na \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Formada em 2024, alcan\u00e7ou o grau de engenheira em um curso visto como o de um futuro promissor.\u00a0A insist\u00eancia de Djulyen corrobora com o que a pesquisadora Fernanda diz ser necess\u00e1rio na academia: a diversidade na ci\u00eancia \u00e9 sin\u00f4nima de excel\u00eancia, pois o olhar e as solu\u00e7\u00f5es do cientista s\u00e3o influenciados por sua hist\u00f3ria de vida. \u201cSe temos grupos homog\u00eaneos buscando uma solu\u00e7\u00e3o, a chance de inovar \u00e9 muito pequena, por isso diversidade \u00e9 igual a inova\u00e7\u00e3o que \u00e9 igual a excel\u00eancia. Se quisermos realmente trabalhar a excel\u00eancia precisamos trabalhar a diversidade\u201d, frisa ela.<\/p>\n<p >A ci\u00eancia assume um papel fundamental nessas\u00a0mudan\u00e7as, ao desfazer mitos &#8211; tais como profiss\u00e3o de menino e de menina &#8211; e\u00a0reverter um dano que ela mesma causou.<\/p>\n<p >\u00a0<\/p>\n<h3 >Incentivos em busca da equidade<\/h3>\n<p >Enquanto o movimento nacional\u00a0<i >Parent in Science<\/i> surge da necessidade de apoiar m\u00e3es e pais pesquisadores(as) na promo\u00e7\u00e3o de uma ci\u00eancia mais inclusiva, outras iniciativas emergem da necessidade de construir mecanismos de prote\u00e7\u00e3o para promover o ingresso e a perman\u00eancia de jovens e mulheres na ci\u00eancia.<\/p>\n<p >O projeto da UFRGS &#8220;<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/noticias\/projeto-da-ufrgs-e-contemplado-em-quase-r-1m-em-edital-do-cnpq#:~:text=O%20projeto%20da%20UFRGS%20%22Energizando,meninas%20no%20setor%20de%20energias\">Energizando a equidade: mulheres e meninas na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/a>&#8221; \u00e9 voltado para Meninas nas Ci\u00eancias Exatas, Engenharias e Computa\u00e7\u00e3o e vai receber financiamento para fomentar a inclus\u00e3o e a capacita\u00e7\u00e3o de mulheres e meninas no setor de energias renov\u00e1veis. O objetivo \u00e9 construir uma rede de suporte para professoras e alunas nas \u00e1reas de Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica (Stem), incentivando o desenvolvimento acad\u00eamico e profissional das mulheres no setor de energias renov\u00e1veis. A realiza\u00e7\u00e3o de oficinas e atividades de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia ser\u00e1 fundamental para despertar o interesse das meninas por essas \u00e1reas, com foco em energia solar fotovoltaica e gest\u00e3o energ\u00e9tica, temas cruciais para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p >A p\u00f3s-doutoranda\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0874183372233263\">Gabriela Sehnem Heck<\/a> \u00e9 uma das pessoas que v\u00e3o coordenar essa iniciativa. Para ela, essa \u00e9 uma oportunidade rica de pesquisa sobre inclus\u00e3o e equidade na ci\u00eancia, que vai proporcionar um aumento de mulheres na \u00e1rea energ\u00e9tica. \u201cVamos estimular as meninas a entrarem no campo por meio de oficinas e monitorias realizadas em escolas de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Essas meninas saber\u00e3o que \u00e9 poss\u00edvel ingressar nas \u00e1reas de exatas, em especial nas STEAM, e que se optarem em seguir o caminho na ci\u00eancia n\u00e3o estar\u00e3o sozinhas nesse campo. Poder\u00e3o ver a quantidade de mulheres incr\u00edveis e a rede de apoio existente nesse projeto\u201d, explica ela.<\/p>\n<p >A escolha de cursar alguma engenharia, por vezes, enfrenta resist\u00eancia por parte da fam\u00edlia, pelo medo do preconceito ou ass\u00e9dios. A agora engenheira Djulyen faz um pedido para as meninas que desejam seguir esse caminho: machismo, preconceito e ass\u00e9dio ser\u00e3o encontradas em todas as profiss\u00f5es, infelizmente, e nas que s\u00e3o majoritariamente ocupadas por homens pode piorar um pouco. \u201cMas n\u00e3o podemos desistir por causa disso, sen\u00e3o vamos dar mais espa\u00e7o ainda para os homens, tornando a profiss\u00e3o cada vez mais masculina, refor\u00e7ando o padr\u00e3o cultural que j\u00e1 temos. Precisamos lutar para ter mais espa\u00e7o nas engenharias, porque somos, com certeza, t\u00e3o capazes quanto eles: n\u00e3o desistem, somos capazes e temos rede de apoio para lutar contra isso\u201d.<\/p>\n<p >O exemplo tem se mostrado um motivador incr\u00edvel para que as meninas se reconhe\u00e7am ocupantes da fun\u00e7\u00e3o de cientistas.\u00a0As pesquisadoras da UFRGS,\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8044008131748129\">Maria In\u00eas Schmidt<\/a> e\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2689581996334355\">Sandra Cristina M\u00fcller<\/a>, vencedoras da sexta edi\u00e7\u00e3o do \u201c<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/noticias\/professoras-da-ufrgs-vencem-premio-capes-elsevier-2024-mulheres-na-ciencia\">Pr\u00eamio Capes-Elsevier 2024: Mulheres na Ci\u00eancia<\/a>\u201d &#8211; representantes da Regi\u00e3o Sul &#8211; falam sobre as dificuldades enfrentadas na carreira,\u00a0 que passam desde a escolha pelo curso superior at\u00e9 a caminhada para se tornarem refer\u00eancia internacional nas suas \u00e1reas de pesquisa.<\/p>\n<p >Maria In\u00eas comenta sobre a sua trajet\u00f3ria para se tornar a cientista de renome que \u00e9 hoje, que come\u00e7ou pela insist\u00eancia em escolher um curso de gradua\u00e7\u00e3o em uma \u00e9poca em que as meninas eram educadas para apoiar o marido na busca de seu sucesso. \u201cQuando entrei na faculdade, \u00e9ramos 8 meninas entre 80 aprovados e consideramos isso na \u00e9poca um avan\u00e7o! Hoje, predominam largamente as mulheres nos cursos de medicina. Temos uma reitora mulher na UFRGS, uma presidente mulher na Academia Brasileira de Ci\u00eancias, para citar apenas alguns exemplos. Mas o caminho da paridade de g\u00eanero na ci\u00eancia \u00e9 longo, no Brasil e no mundo. Nos passos atuais, segundo estimativas das Na\u00e7\u00f5es Unidas, a paridade s\u00f3 chegar\u00e1 em 134 anos. N\u00e3o posso deixar de mencionar que temo por poss\u00edveis retrocessos. Vivemos profundas e aceleradas mudan\u00e7as dos tempos, e as quest\u00f5es de justi\u00e7a podem perder significado. Que possamos construir novos caminhos solid\u00e1rios e produtivos no processo\u201d, diz ela.<\/p>\n<p >Sandra\u00a0enumera tr\u00eas dificuldades enfrentadas por ela para se tornar a cientista de renome que \u00e9 hoje: reconhecimento entre os pares no Brasil \u2013 o que passou a ser amenizada \u00e0 medida que come\u00e7ou a ter parcerias internacionais; financiamento; ser mulher e m\u00e3e. \u201cIngressei como professora em 2006, e em 2010 nasceu meu primeiro filho, o segundo em 2016. No come\u00e7o da minha carreira, meu tempo de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa foi limitado. Vejo que nos \u00faltimos quatro anos, tenho mais liberdade para sair de casa, participar de congressos e, at\u00e9 mesmo, fazer atividades de campo com meus alunos&#8221;, revela ela. Para a pesquisadora, pr\u00eamios como o concedido pela Capes-Elsevier\u00a0fazem com que haja uma abertura para que jovens vejam mulheres na ci\u00eancia como inspira\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de perceberem que \u00e9 poss\u00edvel ser reconhecida diante dos estudos e da dedica\u00e7\u00e3o. \u201cSou do interior do Estado, estudei em escola p\u00fablica, sou mulher e m\u00e3e e acredito muito no fato de que essa vontade de ser cientista, de ter novos conhecimentos e seguir estudando s\u00e3o grandes motivadores para que nos tornemos pessoas de sucesso. \u00c9 preciso que ultrapassemos v\u00e1rias barreiras, inclusive o machismo estrutural, mas o nosso principal aliado \u00e9 a vontade de conhecer e de transmitir o conhecimento&#8221;, salienta Sandra.<\/p>\n<p >Um dos desafios da UFRGS \u00e9 ampliar\u00a0as suas pol\u00edticas de participa\u00e7\u00e3o feminina na pesquisa, sendo que uma das adotadas s\u00e3o as bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica para Mulheres. Entretanto, para Sandra, \u00e9 preciso que a representa\u00e7\u00e3o feminina seja ampliada, em especial na visibilidade de cientistas como ela. \u201cAcredito que a UFRGS poderia promover eventos em diferentes cursos como forma de apresentar e mostrar outras mulheres de sucesso que est\u00e3o no anonimato, como forma delas contarem as suas experi\u00eancias e ampliar a presen\u00e7a feminina em eventos&#8221;.<\/p>\n<p >Para as jovens em in\u00edcio de carreira na pesquisa ou rec\u00e9m-ingressantes em um curso de gradua\u00e7\u00e3o, Maria In\u00eas pede para que, mesmo as mais t\u00edmidas, acreditem em seu potencial para seguir a carreira que mais lhes atrai. \u201cBarreiras e obst\u00e1culos surgir\u00e3o, mas poder\u00e3o ser vencidos com perseveran\u00e7a e tenacidade como o meu e tantos outros exemplos mostram. Acredite que as caracter\u00edsticas da mulher s\u00e3o ben\u00e9ficas na produ\u00e7\u00e3o de pesquisa relevante e inovadora. Nem sempre encontramos o que procuramos, mas algumas vezes acabamos encontrando algo n\u00e3o imaginado. Tenha os olhos abertos para enxergar novas possibilidades, examine o que encontrou com cuidado, pois poder\u00e1 ser mais importante que o previsto inicialmente. E trabalhe duro, o sucesso n\u00e3o cai prontinho do c\u00e9u\u201d, frisa ela.<\/p>\n<p >Para a sua vers\u00e3o jovem, Sandra diria \u2018n\u00e3o desista e n\u00e3o se diminua\u2019. \u201cTenho sentido que a minha carreira \u00e9 motivadora para outras meninas e vejo que, assim, elas perceberam que \u00e9 poss\u00edvel chegar l\u00e1 sendo m\u00e3e, do interior, de escola p\u00fablica, sem abrir m\u00e3o da fam\u00edlia. Que a minha carreira sirva de exemplo para muitas meninas e digo: siga em frente, n\u00e3o tenha medo de nada porque tu \u00e9 t\u00e3o capaz quanto outras mulheres ou homens do Brasil ou do exterior. N\u00e3o tenha receio da tua capacidade de pensar, de propor hip\u00f3teses, solu\u00e7\u00f5es e novos projetos de pesquisa. N\u00e3o duvide da sua capacidade&#8221;, finaliza ela.<\/p>\n<p >\u00a0<\/p>\n<h3 ><\/h3>\n<h3 >Saiba mais<\/h3>\n<p >\u00a0<\/p>\n<p ><a href=\"https:\/\/www1.ufrgs.br\/CatalogoServicos\/servicos\/servico?servico=5322#:~:text=%C3%89%20um%20coletivo%20de%20servidoras,formato%20de%20grupo%20de%20estudos.\">A\u00e7\u00f5es UFRGS de enfrentamento ao ass\u00e9dio<\/a><\/p>\n<p ><a href=\"https:\/\/www1.ufrgs.br\/CatalogoServicos\/servicos\/servico?servico=5296\">Den\u00fancia de Ass\u00e9dio &#8211; servidor t\u00e9cnico-administrativo e docente<\/a><\/p>\n<p ><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ampare\/\">Ampare &#8211; Projeto de Acompanhamento e Repara\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p >Portaria que institui o\u00a0<a href=\"https:\/\/cad.capes.gov.br\/ato-administrativo-detalhar?idAtoAdmElastic=15732#anchor\">Comit\u00ea Permanente de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas e Pol\u00edticas para Equidade de G\u00eanero da Capes<\/a><\/p>\n<p >Artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/ress\/a\/c7TkCBBBsYtF7nhnsDmZ83n\/?lang=pt\">Parentalidade e carreira cient\u00edfica: o impacto n\u00e3o \u00e9 o mesmo para todos<\/a><\/p>\n<p >Artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/anaiscbens.emnuvens.com.br\/cbens\/article\/view\/987\">Rede Brasileira de Mulheres na Energia Solar: sua forma\u00e7\u00e3o e o mapeamento das mulheres que atuam no setor<\/a><\/p>\n<p >Artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/pepsic.bvsalud.org\/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S1679-33902021000100002\">Desafios das mulheres na carreira cient\u00edfica no Brasil: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica<\/a><\/p>\n<p ><a href=\"https:\/\/www.parentinscience.com\/_files\/ugd\/0b341b_12c9844be3614fad90e35c65f7aa7e4f.pdf\">Manual Como institui\u00e7\u00f5es podem apoiar as m\u00e3es estudantes<\/a><\/p>\n<p ><a href=\"https:\/\/www.parentinscience.com\/_files\/ugd\/0b341b_06b90b8b2e374dd09f98e6b06e28c384.pdf\">Manual\u00a0Como institui\u00e7\u00f5es podem apoiar\u00a0as m\u00e3es na ci\u00eancia<\/a><\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de representa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia tem rela\u00e7\u00e3o com impactos da maternidade, ass\u00e9dio moral e sexual no ambiente acad\u00eamico e estere\u00f3tipos de g\u00eanero \u2013 constru\u00e7\u00e3o cultural que associa mulheres a determinados pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":22222302479,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"ppma_author":[949],"class_list":["post-22222350649","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>UFRGS - Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Falta de representa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia tem rela\u00e7\u00e3o com impactos da maternidade, ass\u00e9dio moral e sexual no ambiente acad\u00eamico e estere\u00f3tipos de g\u00eanero \u2013 constru\u00e7\u00e3o cultural que associa mulheres a determinados pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"UFRGS - Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Falta de representa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia tem rela\u00e7\u00e3o com impactos da maternidade, ass\u00e9dio moral e sexual no ambiente acad\u00eamico e estere\u00f3tipos de g\u00eanero \u2013 constru\u00e7\u00e3o cultural que associa mulheres a determinados pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"UFRGS\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/ufrgsnoticias\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-03-07T14:19:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-10-14T14:41:11+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"580\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"387\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Allan Safra\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@ufrgsnoticias\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@ufrgsnoticias\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Allan Safra\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/\"},\"author\":{\"name\":\"Allan Safra\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/person\/56fc33715a96bc46f6c81216b2570a66\"},\"headline\":\"Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero\",\"datePublished\":\"2025-03-07T14:19:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-10-14T14:41:11+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/\"},\"wordCount\":4010,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png\",\"articleSection\":[\"Todas as not\u00edcias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/\",\"name\":\"UFRGS - Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png\",\"datePublished\":\"2025-03-07T14:19:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-10-14T14:41:11+00:00\",\"description\":\"Falta de representa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia tem rela\u00e7\u00e3o com impactos da maternidade, ass\u00e9dio moral e sexual no ambiente acad\u00eamico e estere\u00f3tipos de g\u00eanero \u2013 constru\u00e7\u00e3o cultural que associa mulheres a determinados pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png\",\"width\":580,\"height\":387},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"P\u00e1gina Inicial\",\"item\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Todas as not\u00edcias\",\"item\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/\",\"name\":\"UFRGS\",\"description\":\"Universidade Federal do Rio Grande do Sul\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#organization\",\"name\":\"UFRGS\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/logo-ufrgs.svg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/logo-ufrgs.svg\",\"width\":368,\"height\":64,\"caption\":\"UFRGS\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/ufrgsnoticias\",\"https:\/\/x.com\/ufrgsnoticias\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/person\/56fc33715a96bc46f6c81216b2570a66\",\"name\":\"Allan Safra\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/person\/image\/ebb52b624070eceb544b8778f861172a\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8146c06e1879c656a386f4cc3c881efcb50d35cd8fa9c9a9f3ec4caecbd92179?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8146c06e1879c656a386f4cc3c881efcb50d35cd8fa9c9a9f3ec4caecbd92179?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Allan Safra\"},\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/author\/allan-safra\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"UFRGS - Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero","description":"Falta de representa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia tem rela\u00e7\u00e3o com impactos da maternidade, ass\u00e9dio moral e sexual no ambiente acad\u00eamico e estere\u00f3tipos de g\u00eanero \u2013 constru\u00e7\u00e3o cultural que associa mulheres a determinados pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"UFRGS - Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero","og_description":"Falta de representa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia tem rela\u00e7\u00e3o com impactos da maternidade, ass\u00e9dio moral e sexual no ambiente acad\u00eamico e estere\u00f3tipos de g\u00eanero \u2013 constru\u00e7\u00e3o cultural que associa mulheres a determinados pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es","og_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/","og_site_name":"UFRGS","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/ufrgsnoticias","article_published_time":"2025-03-07T14:19:00+00:00","article_modified_time":"2026-10-14T14:41:11+00:00","og_image":[{"width":580,"height":387,"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png","type":"image\/png"}],"author":"Allan Safra","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@ufrgsnoticias","twitter_site":"@ufrgsnoticias","twitter_misc":{"Escrito por":"Allan Safra","Est. tempo de leitura":"20 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/"},"author":{"name":"Allan Safra","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/person\/56fc33715a96bc46f6c81216b2570a66"},"headline":"Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero","datePublished":"2025-03-07T14:19:00+00:00","dateModified":"2026-10-14T14:41:11+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/"},"wordCount":4010,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png","articleSection":["Todas as not\u00edcias"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/","name":"UFRGS - Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png","datePublished":"2025-03-07T14:19:00+00:00","dateModified":"2026-10-14T14:41:11+00:00","description":"Falta de representa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia tem rela\u00e7\u00e3o com impactos da maternidade, ass\u00e9dio moral e sexual no ambiente acad\u00eamico e estere\u00f3tipos de g\u00eanero \u2013 constru\u00e7\u00e3o cultural que associa mulheres a determinados pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/b1359602-a58d-4972-ac24-fad16fcb9126.png","width":580,"height":387},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/unidas-somos-muito-fortes-iniciativas-na-area-cientifica-buscam-equidade-de-genero-1\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"P\u00e1gina Inicial","item":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Todas as not\u00edcias","item":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Unidas somos muito fortes: iniciativas na \u00e1rea cient\u00edfica buscam equidade de g\u00eanero"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#website","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/","name":"UFRGS","description":"Universidade Federal do Rio Grande do Sul","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#organization","name":"UFRGS","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/logo-ufrgs.svg","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/logo-ufrgs.svg","width":368,"height":64,"caption":"UFRGS"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/ufrgsnoticias","https:\/\/x.com\/ufrgsnoticias"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/person\/56fc33715a96bc46f6c81216b2570a66","name":"Allan Safra","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/#\/schema\/person\/image\/ebb52b624070eceb544b8778f861172a","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8146c06e1879c656a386f4cc3c881efcb50d35cd8fa9c9a9f3ec4caecbd92179?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8146c06e1879c656a386f4cc3c881efcb50d35cd8fa9c9a9f3ec4caecbd92179?s=96&d=mm&r=g","caption":"Allan Safra"},"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/author\/allan-safra\/"}]}},"authors":[{"term_id":949,"user_id":2,"is_guest":0,"slug":"allan-safra","display_name":"Allan Safra","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/8146c06e1879c656a386f4cc3c881efcb50d35cd8fa9c9a9f3ec4caecbd92179?s=96&d=mm&r=g","author_category":"","first_name":"Allan","last_name":"Safra","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22222350649","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22222350649"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22222350649\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22222402210,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22222350649\/revisions\/22222402210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22222302479"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22222350649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22222350649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22222350649"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=22222350649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}