{"id":22222402943,"date":"2026-10-21T15:46:11","date_gmt":"2026-10-21T18:46:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/?p=22222402943"},"modified":"2026-10-21T15:46:18","modified_gmt":"2026-10-21T18:46:18","slug":"iph-cria-metodologia-que-identifica-areas-prioritarias-para-conservacao-de-agua-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/noticias\/iph-cria-metodologia-que-identifica-areas-prioritarias-para-conservacao-de-agua-no-cerrado\/","title":{"rendered":"IPH cria metodologia que identifica \u00e1reas priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no Cerrado"},"content":{"rendered":"\n<p>Ber\u00e7o dos principais rios estrat\u00e9gicos brasileiros \u2013 do S\u00e3o Francisco ao Paran\u00e1 e o Tocantins, at\u00e9 o Xingu, que<strong> <\/strong>escoa para a Bacia Amaz\u00f4nica \u2013, o Cerrado abriga bacias hidrogr\u00e1ficas com significativa<mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-black-color\"> relev\u00e2ncia para a produ\u00e7\u00e3o da \u00e1gua que flui por esses rios, dos quais depende grande parte da gera\u00e7\u00e3o de energia, navega\u00e7\u00e3o, agricultura irrigada e abastecimento brasileiros, al\u00e9m de ecossistemas aqu\u00e1ticos que suportam comunidades ribeirinhas de pescadores e ind\u00edgenas.\u00a0<\/mark><br><br>Apesar disso, o Cerrado \u00e9 um bioma que enfrenta um processo hist\u00f3rico de impactos devido \u00e0s mudan\u00e7as nos usos do solo, que reduzem a capacidade de regular as vaz\u00f5es dos rios. Diversas pol\u00edticas p\u00fablicas no Brasil, a exemplo do<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdr\/pt-br\/assuntos\/seguranca-hidrica\/bacias-hidrograficas\"> Programa Nacional de Revitaliza\u00e7\u00e3o de Bacias Hidrogr\u00e1ficas<\/a>, buscam alinhar estrat\u00e9gias para reverter esse cen\u00e1rio de impactos, por\u00e9m ainda sem uma abordagem capaz de integrar m\u00faltiplas escalas e vari\u00e1veis relevantes para orientar as a\u00e7\u00f5es. Os problemas s\u00e3o muitos: Onde \u00e9 mais urgente conservar? Onde \u00e9 necess\u00e1rio recuperar a vegeta\u00e7\u00e3o original? Onde devem ser priorizadas t\u00e9cnicas de manejo do solo?\u00a0<br><br>A fim de enfrentar essas quest\u00f5es, uma equipe do <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/gespla\/\">N\u00facleo de Pesquisa em Planejamento e Gest\u00e3o de Recursos H\u00eddricos (Gespla)<\/a>, do<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/iph\/\"> Instituto de Pesquisas Hidr\u00e1ulicas (IPH)<\/a> da Universidade, foi contatada entre 2025 e 2026, pelo <a href=\"https:\/\/cerrados.org\/\">Instituto Cerrados<\/a> (ONG), por indica\u00e7\u00e3o da<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ana\/pt-br\"> Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA)<\/a>, para elaborar uma metodologia capaz de identificar \u00e1reas priorit\u00e1rias para a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no bioma Cerrado, sob m\u00faltiplas escalas. Trabalharam no desenvolvimento da metodologia &#8220;\u00c1reas Priorit\u00e1rias de Recarga H\u00eddrica no Bioma Cerrado&#8221; (APRHIC): Guilherme Marques, Ipor\u00e3 Possantti e Rafael Barbedo, pesquisadores e colaboradores do Gespla; e Yuri Salmona, diretor executivo do Instituto Cerrados. <\/p>\n\n\n\n<p>A oficializa\u00e7\u00e3o da metodologia criada na UFRGS, bem como os resultados do trabalho, foram reconhecidos pela portaria do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-gm\/mma-n-1.779-de-11-de-setembro-de-2026-732159003\">GM\/MMA n. 1779\/2026<\/a>), de 11 de setembro de 2026, que instituiu as\u00a0\u00c1reas Priorit\u00e1rias de Recarga H\u00eddrica no Bioma Cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impacto em pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o coordenador-t\u00e9cnico do projeto Guilherme Marques, &#8220;a iniciativa \u00e9 um exemplo de impacto direto da contribui\u00e7\u00e3o do ensino e pesquisa da UFRGS para pol\u00edticas p\u00fablicas de alcance nacional, que ir\u00e3o melhorar n\u00e3o apenas a garantia da \u00e1gua para pessoas e ecossistemas, mas tamb\u00e9m para orientar a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, reduzir a pobreza, fome e desigualdades&#8221;, explica, acrescentando que ser\u00e1 mantida a capacidade de suporte de ecossistemas locais a pequenas comunidades, que por sua vez resultam em paz, justi\u00e7a e institui\u00e7\u00f5es eficazes. &#8220;Esses impactos est\u00e3o alinhados a pelo menos 13 dos <a href=\"https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/sdgs\">17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a> \u2013 os chamados ODS, um conjunto de 17 metas globais institu\u00eddo pela ONU que faz parte da Agenda 2030&#8243;, comemora.<br><br>Em entrevista ao site da UFRGS, o professor Guilherme detalhou o processo de desenvolvimento da APRHIC, cuja elabora\u00e7\u00e3o consumiu cerca de 11 meses de trabalho: &#8220;A abordagem metodol\u00f3gica combinou fundamenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, an\u00e1lise hidrol\u00f3gica emp\u00edrica e modelagem espacial multiescalar. Em uma primeira etapa, o trabalho sistematizou o conhecimento sobre os processos que controlam a infiltra\u00e7\u00e3o, o armazenamento subterr\u00e2neo e a regula\u00e7\u00e3o das vaz\u00f5es no Cerrado&#8221;. Na sequ\u00eancia, o pesquisador contou que foram examinados dados de diferentes bacias hidrogr\u00e1ficas do Distrito Federal, comparando bacias com caracter\u00edsticas f\u00edsicas semelhantes, mas diferentes condi\u00e7\u00f5es de cobertura vegetal.\u00a0Essa an\u00e1lise tamb\u00e9m identificou um limiar topogr\u00e1fico \u2013 em torno de 11,5 metros \u2013, que auxilia na diferencia\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas mais sujeitas \u00e0 satura\u00e7\u00e3o e \u00e1reas de encostas e plat\u00f4s com maior potencial de infiltra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, essas evid\u00eancias foram incorporadas \u00e0 metodologia de forma estruturada em tr\u00eas dimens\u00f5es complementares: import\u00e2ncia hidrol\u00f3gica natural, estado de conserva\u00e7\u00e3o e risco de perda dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos. &#8220;O \u00edndice de import\u00e2ncia hidrol\u00f3gica natural integra, mediante <em>l\u00f3gica fuzzy<\/em>*, indicadores de topografia, solos, geologia e clima, permitindo representar desde processos locais de infiltra\u00e7\u00e3o at\u00e9 condicionantes regionais, como a presen\u00e7a dos aqu\u00edferos Urucuia e Parecis. O \u00edndice de conserva\u00e7\u00e3o considera a propor\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, enquanto a dimens\u00e3o de risco diferencia tanto a possibilidade de convers\u00e3o de \u00e1reas naturais quanto a degrada\u00e7\u00e3o de \u00e1reas j\u00e1 antropizadas, isto \u00e9, que sofreram modifica\u00e7\u00f5es na cobertura vegetal ou no uso do solo devido \u00e0 interven\u00e7\u00e3o humana&#8221;, pontuou. O docente frisa que os c\u00e1lculos foram espacializados na Base Hidrogr\u00e1fica Ottocodificada BHO 5K, composta por unidades de bacia suficientemente detalhadas para identificar \u00e1reas cr\u00edticas que tenderiam a desaparecer em an\u00e1lises mais agregadas. &#8220;A combina\u00e7\u00e3o dessas dimens\u00f5es resultou em classes territoriais associadas a diferentes necessidades de prote\u00e7\u00e3o, restaura\u00e7\u00e3o, manejo conservacionista e controle de press\u00f5es ambientais, em um mapeamento que cobriu toda a extens\u00e3o do bioma Cerrado, se estendendo ainda para outros biomas que recebem contribui\u00e7\u00e3o hidrol\u00f3gica deste.&#8221;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"596\" height=\"771\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Captura-de-tela-2026-10-20-134628.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-22222402971\" style=\"width:524px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Captura-de-tela-2026-10-20-134628.png 596w, https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Captura-de-tela-2026-10-20-134628-232x300.png 232w\" sizes=\"auto, (max-width: 596px) 100vw, 596px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O m\u00e9todo j\u00e1 foi aplicado e testado para todo o bioma Cerrado, que compreende \u00e1reas nos estados de Goi\u00e1s, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Bahia, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Tocantins e Rond\u00f4nia (veja mapa ao lado).<strong> <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em linhas gerais, os resultados mostram que uma parte substancial das \u00e1reas de alta e extrema import\u00e2ncia hidrol\u00f3gica j\u00e1 se encontra em estado de antropiza\u00e7\u00e3o, conforme destaca Guilherme Marques: &#8220;Algumas regi\u00f5es associadas aos aqu\u00edferos Urucuia e Parecis, apesar da press\u00e3o antr\u00f3pica, ainda mant\u00eam grandes extens\u00f5es conservadas de import\u00e2ncia extrema. Nessas \u00e1reas, a relev\u00e2ncia para a conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente, seja para sustar a mudan\u00e7a de uso do solo, seja para assegurar atributos que favore\u00e7am a infiltra\u00e7\u00e3o e a recarga subterr\u00e2nea. Mesmo em trechos j\u00e1 alterados pela a\u00e7\u00e3o humana, essas \u00e1reas permanecem estrat\u00e9gicas, devendo ser alvo de diretrizes mais rigorosas para evitar processos de compacta\u00e7\u00e3o do solo e garantir a manuten\u00e7\u00e3o da recarga h\u00eddrica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O docente pondera que, al\u00e9m dos aqu\u00edferos citados, destacam-se \u00e1reas de extrema import\u00e2ncia nas proximidades do Pantanal, especialmente em Mato Grosso do Sul, bem como outros focos em regi\u00f5es de risco onde a prioridade e a vulnerabilidade se sobrep\u00f5em. &#8220;Nesses casos, o planejamento deve ser ainda mais cauteloso, contemplando programas espec\u00edficos (seja de recupera\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em \u00e1reas j\u00e1 degradadas, dissemina\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de conserva\u00e7\u00e3o de solo, crit\u00e9rios diferenciados para licenciamento ambiental e at\u00e9 programas de pagamento por servi\u00e7os ambientais)&nbsp;para mitigar o risco e assegurar a integridade dos processos hidrol\u00f3gicos. Essa situa\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas diferenciadas para \u00e1reas simultaneamente priorit\u00e1rias e sob risco elevado&#8221;, sinaliza.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Entre as \u00e1reas destacadas de elevada conserva\u00e7\u00e3o est\u00e3o reservas ind\u00edgenas como o Alto Xingu e a Ilha do Bananal, al\u00e9m de chapadas na regi\u00e3o de Palmas e extens\u00f5es conservadas no Vale do Parna\u00edba, nas proximidades da transi\u00e7\u00e3o com a Caatinga. O Pantanal tamb\u00e9m se apresenta como \u00e1rea substancialmente conservada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, no que se refere ao risco de perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em \u00e1reas de predomin\u00e2ncia natural, a aplica\u00e7\u00e3o da metodologia revelou uma distribui\u00e7\u00e3o esparsa em v\u00e1rias bacias, com maior concentra\u00e7\u00e3o no chamado Matopiba \u2013 regi\u00e3o de fronteira agr\u00edcola que abrange por\u00e7\u00f5es do Tocantins, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e da Bahia. Essa \u00e1rea concentra frentes recentes de desmatamento, que resultaram na classifica\u00e7\u00e3o de diversas bacias na categoria de risco elevado de antropiza\u00e7\u00e3o. Destaca-se tamb\u00e9m o Vale do Parna\u00edba como \u00e1rea de vulnerabilidade relevante nesse contexto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"511\" height=\"519\" data-id=\"22222403208\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Guilherme-Marques-IPH.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-22222403208\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Guilherme-Marques-IPH.png 511w, https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Guilherme-Marques-IPH-295x300.png 295w\" sizes=\"auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Guilherme Marques<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"513\" data-id=\"22222403210\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Ipora.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-22222403210\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Ipora.png 512w, https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Ipora-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Ipora-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ipor\u00e3 Possantti<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"235\" height=\"232\" data-id=\"22222403209\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Rafael.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-22222403209\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rafael Barbedo<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do professor Guilherme, a inova\u00e7\u00e3o central do projeto est\u00e1 na convers\u00e3o de processos hidrol\u00f3gicos complexos em um instrumento espacialmente expl\u00edcito e diretamente utiliz\u00e1vel pelo poder p\u00fablico. &#8220;Em lugar de priorizar \u00e1reas somente pela presen\u00e7a de rios, nascentes ou vegeta\u00e7\u00e3o remanescente, a metodologia identifica os espa\u00e7os da paisagem respons\u00e1veis pela entrada, infiltra\u00e7\u00e3o, armazenamento e libera\u00e7\u00e3o gradual da \u00e1gua. Isso permite proteger n\u00e3o apenas a &#8216;torneira&#8217; do sistema h\u00eddrico \u2013 representada por nascentes, veredas e matas ciliares \u2013, mas tamb\u00e9m sua &#8216;caixa-d&#8217;\u00e1gua&#8217;, formada por solos profundos, encostas, chapadas e \u00e1reas de recarga.&#8221; Outra contribui\u00e7\u00e3o inovadora \u00e9 a diferencia\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias segundo a situa\u00e7\u00e3o territorial: \u00e1reas naturais hidrologicamente relevantes demandam prote\u00e7\u00e3o preventiva; \u00e1reas conservadas sob press\u00e3o de convers\u00e3o, especialmente no Matopiba, requerem medidas de conten\u00e7\u00e3o; e \u00e1reas antropizadas de elevada import\u00e2ncia h\u00eddrica necessitam de restaura\u00e7\u00e3o, manejo de solos e redu\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o e do escoamento superficial.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da metodologia no \u00e2mbito do Instituto de Pesquisas Hidr\u00e1ulicas da UFRGS se insere diretamente no contexto do Plano Nacional de Revitaliza\u00e7\u00e3o de Bacias Hidrogr\u00e1ficas (PNRBH), que define a revitaliza\u00e7\u00e3o como um processo integrado e permanente de preserva\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o ambiental destinado a melhorar as condi\u00e7\u00f5es socioambientais e ampliar a disponibilidade de \u00e1gua, em quantidade e qualidade. O PNRBH contempla as 12 regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas brasileiras e prop\u00f5e que os investimentos sejam orientados por diagn\u00f3sticos, \u00e1reas priorit\u00e1rias, a\u00e7\u00f5es eleg\u00edveis, metas e mecanismos de monitoramento. &#8220;Nesse contexto, a APRHIC oferece um detalhamento t\u00e9cnico especialmente relevante para o Cerrado: enquanto o plano estabelece as diretrizes nacionais e hierarquiza grandes sub-regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas, o projeto permite localizar, em escala mais fina, onde as interven\u00e7\u00f5es podem produzir maior benef\u00edcio para a regula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica. Dessa forma, contribui para transformar as diretrizes gerais do PNRBH em decis\u00f5es territoriais mais objetivas, transparentes e tecnicamente justificadas&#8221;, conclui Guilherme Marques.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>*<em>L\u00f3gica difusa ou l\u00f3gica fuzzy &#8211; Proposta na d\u00e9cada de 1960 pelo matem\u00e1tico Lotfi Zadeh, \u00e9 um tipo de l\u00f3gica multivalorada em que os valores de verdade das vari\u00e1veis podem ser qualquer n\u00famero real no intervalo entre 0 (falso) e 1 (verdadeiro).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ber\u00e7o dos principais rios estrat\u00e9gicos brasileiros \u2013 do S\u00e3o Francisco ao Paran\u00e1 e 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