Freeware versus Free Software

Vejam abaixo um pequeno texto, em linguagem acessível, que procura
esclarecer a diferença entre freeware e free software.

Modifiquei três ou quatro coisinhas na tentativa de melhorar a
compreensão e dar mais precisão ao texto.

Se desejarem, comparem com o original, que está em
http://sisnema.com.br/Materias/idmat014606.htm .

Há um texto do Rafael Evangelista em que ele tenta diferenciar software
livre (http://www.fsf.org) e open source (http://www.opensource.org), posicionando-se
favoravelmente ao software livre. Vejam em
http://www.dicas-l.com.br/zonadecombate/zonadecombate_20041129.php .

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Diferenças entre softwares, freewares, sharewares e open source

O universo digital possui um vocabulário extenso e muito particular.
Milhões de termos em inglês circulam pelo mundo todo e dificilmente
ganham traduções para idiomas locais. Para os menos familiarizados
alguns destes termos não fazem sentido e, termos que se parecem
automaticamente adquirem sentidos similares. Na verdade este tipo de
interpretação é muito comum e em determinadas ocasiões induz ao erro e
dificulta o entendimento do usuário.

Saber o que nosso computador está nos dizendo facilita nosso trabalho e
compreensão. Pensando nisto, a SISNEMA dá início a uma série de matérias
que buscará esclarecer algumas dúvidas freqüentes. Aceitamos sugestões e
afins. Esperamos acima de tudo estar ajudando!

Os softwares

Traduzida literalmente a palavra software significa utensílio suave. Na
verdade existem dois tipos principais de software, os básicos e os
aplicativos. Os softwares básicos são aqueles responsáveis por controlar
o funcionamento do computador. Os aplicativos são genericamente
conhecidos como programas, e será a estes que daremos atenção nesta matéria.

Os softwares (ou aplicativos, ou programas) são instrumentos de
trabalho, como editores de texto, planilha e banco de dados. Nossos
velhos conhecidos Word, Excel, Power Point e etc. Normalmente
comercializados em lojas ou pela internet, estes programas são
evidentemente pagos e exigem que o usuário se licencie (no momento da
instalação), comprovando assim, que adquiriu o produto.

Estas regras de uso dos softwares são facilmente burláveis pelo mercado
pirata, que reproduz indevidamente estes programas e os comercializa por
preços infinitamente inferiores aos praticados pelo mercado formal.
Porém, se paga menos pela aquisição de um produto irregular, o que
caracteriza crime. Afora isto, não se pode exigir nenhum tipo de
garantia e o produto pode simplesmente ser um vírus com cara de Windows.

Os freewares

Freewares são softwares gratuitos, como já denuncia a tradução literal:
utensílios grátis. Estes programas estão disponíveis na Internet para
download gratuito, porém são protegidos por direitos autorais. Alguns
proprietários de freewares estipulam usuários que podem de fato ter
livre acesso ao produto, em contrapartida determinam também outros que
devem pagar uma taxa simbólica pelo uso do aplicativo.

Na maioria dos casos os freewares estão liberados para uso doméstico, de
instituições de ensino e de organizações não-governamentais. As
“restrições” mais comuns são feitas ao uso de freewares por grandes
empresas ou para fins comerciais. Estas “restrições” são na verdade
advertências: o autor do programa esclarece aos interessados, que
determinados usuários devem pagar uma taxa simbólica pelo uso do
programa e fornece um endereço para que se efetuem estes pagamentos.

Na prática estas restrições tornam-se impossíveis de serem praticadas. O
produto está disponível a todo o planeta (através da Internet),
portanto, a fiscalização de seu uso é de fato impossível. Neste caso os
autores contam com a boa vontade e colaboração daqueles usuários que
devem pagar uma taxa pelo uso do programa.

Os sharewares

Mais uma palavra derivada de software. Na verdade o termo shareware fica
um pouco desprovido de sentido quando traduzido literalmente para o
português: parte do utensílio. A palavra parte, porém, relaciona-se ao
modo de uso e comercialização deste tipo de programa.

Os sharewares estão disponíveis na Internet para download gratuito.
Pode-se baixar o programa completo (com todos seus aplicativos) e sem
custos de licenciamento. Porém, após um determinado período de tempo, a
licença de uso gratuito expira, e então se deve pagar para continuar
usando o produto.

Uma grande vantagem dos sharewares está em seu modo de comercialização:
possibilita que o usuário conheça o programa antes de efetivar a compra,
podendo inclusive não efetivá-la. Dias antes da licença de uso gratuito
expirar, o computador passa a abrir uma janela de advertência, que
oferece opções de compra ou desativamento do produto.

Open Source ou software livre

Open-source significa fonte aberta, e é exatamente disto que se trata
este tipo de software. Sabemos que um programa de computador tem sua
origem na montagem de um código fonte. No software comum (freeware,
shareware, etc.) este código fonte é uma espécie de segredo do(s)
criador(es) do programa. Os softwares livre ou open source se
caracterizam por publicar seus códigos fonte na internet e também
permitem que qualquer interessado altere suas configurações.

Este tipo de movimento teve início nos anos 80 e colaborou para a
viabilização de sistemas como o Linux. O fato de o código fonte destes
programas ser totalmente acessível possibilita o estudo e
aperfeiçoamento do softtware por pessoas de todo o mundo e a formação de
grandes redes de colaboração.

É claro que existem determinadas licenças (“leis”) que garantem ao autor
os direitos que lhe cabem e determinam também que as alterações feitas
no programa sejam igualmente disponibilizadas no modo open source. Estas
licenças possuem variações e em determinadas ocasiões restringem ou
ampliam o âmbito de atuação dos interessados.

Em breve a SISNEMA estará publicando outras matérias com este mesmo
intuito de esclarecer algumas particularidades do vocabulário de
informática. Nos colocamos à disposição (aceitamos sugestões) pelo
endereço eletrônico : fernanda em sisnema.com.br.

Publicação: 17/08/05
SISNEMA

Autor: admin

Professor da disciplina Software Livre na Educação, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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