Faced inaugura Laboratório de Tecnologia Assistiva

Software de comunicação alternativa, mesa de interação tangível, fantoches eletrônicos e robôs são só alguns dos diferenciais do Laboratório de Tecnologia Assistiva, que será inaugurado no dia 3 de maio, quinta-feira, às 9h30min, no 3º andar da Faculdade de Educação da UFRGS. No local, que presta homenagem à Maria Montessori, médica e pedagoga que dedicou a vida às pessoas com deficiência, há também 15 computadores com nomes de mulheres cientistas.

A docente Liliana Passerino conta que a ideia do laboratório surgiu há mais de cinco anos, gestado dentro do grupo de pesquisa TEIAS/Cnpq (Núcleo de Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva), mas só agora, com auxílio de muitas pessoas, virou realidade. Segundo ela, em 2016, com a aprovação do edital Capes para programas de pós-graduação de excelência foi possível equipar um laboratório de pesquisa e formação de professores. “Este espaço tem uma importância fundamental em diversas perspectiva. Do ponto de vista político, mostra que a Faculdade de Educação tem uma preocupação real com a inclusão de pessoas com deficiência na educação. Do ponto de vista educacional, oferece um espaço único de formação que visa a experimentação e a reflexão-na-ação para a formação, seja inicial, seja continuada de professores. Do ponto de vista epistemológico, é um local interdisciplinar, que transita entre a engenharia, a educação e a informática, mas com a preocupação da educação especial. Isso já o torna único na universidade”, explica ao ressaltar a parceria com o professor Renato Ventura, do Laboratório de Robótica e Sistemas Embarcados (Larose).

Nesse contexto, a professora Liliana complementa e afirma que o local não segue o modelo tradicional de sala de aula, pois permite um trabalho mais colaborativo com diferentes formatos, com grupos fazendo atividades diferentes. “Temos equipamentos diversos de tecnologia assistiva para que os alunos experimentem tecnologia para deficiência visual, auditiva, motora, entre outras, mas também foca no desenvolvimento de tecnologia de baixo custo pelos próprios alunos como acontece na disciplina de Acessibilidade e Tecnologia Assistiva na Educação Inclusiva”.

Renato destaca que o laboratório foi construído com mobiliário acessível e de baixo custo em um período de 8 meses. ”Nos concentramos em aspectos como acessibilidade, facilidade de uso, organização num formato de U para possibilitar a movimentação de alunos e professores”, relata o professor, ao frisar que toda a rede elétrica e de internet foi feita pela parede o que permite movimentação livre e segura  atendendo princípios do desenho universal para diversidade funcional.

A comunidade acadêmica podem conhecer o laboratório participando das disciplinas e também se inscrevendo nos cursos de extensão que podem ser conferidos no site do grupo de pesquisa de Tecnologia em Educação para Inclusão e Aprendizagem em Sociedade.

 

 

Notícia reproduzida do site da Faced
https://www.ufrgs.br/faced/faced-inaugura-laboratorio-de-tecnologia-assistiva/