Agosto Dourado

A campanha simboliza a luta pelo incentivo à amamentação, em que a cor se refere ao padrão ouro de qualidade do leite materno.

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno por dois anos ou mais e de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida do bebê. A prática, entretanto, é um desafio que gera muitos questionamentos e dificuldades que podem ocasionar a interrupção do aleitamento materno. O chamado Agosto Dourado simboliza a luta pelo incentivo à amamentação, em que a cor se refere ao padrão ouro de qualidade do leite materno. 

 Estima-se que a ampliação do aleitamento materno a nível mundial possa evitar 823 mil mortes de crianças e 20 mil mortes de mulheres. Os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) têm papel fundamental na promoção do aleitamento materno. Dessa forma, os serviços de saúde devem estar preparados para orientar e oferecer a melhor informação para os envolvidos.   

Benefícios para o bebê:

A amamentação exclusiva é considerada um fator de proteção contra o risco de morte e hospitalização por desnutrição e doenças infecciosas em bebês menores de seis meses. Além disso, crianças em aleitamento materno apresentam uma diminuição da incidência de otite média aguda, infecção urinária e sepse. 

Em longo prazo, os benefícios estão relacionados à redução do risco de algumas doenças crônicas como a obesidade, diabetes tipo I e II, leucemia, doença de Crohn, colite ulcerativa, doença de Hodgkin, alergia à proteína do leite de vaca, dermatite atópica, asma e neuroblastoma. Para além dos benefícios já comprovados, existe uma relação importante com o vínculo entre o binômio mãe-bebê, o desenvolvimento e o comportamento infantil, uma vez que crianças que adoecem com frequência podem não ter o seu desenvolvimento físico, intelectual e psicoemocional adequado. 

Benefícios para a mãe:

A mulher que amamenta após o nascimento do bebê tem redução considerável do risco de hemorragia pós-parto. Além disso, o aleitamento materno auxilia na perda do peso acumulado durante a gestação. Em longo prazo, há redução na prevalência de câncer de mama, de ovário e de endométrio, e redução em 15% na incidência de diabetes tipo II para cada ano da lactação. 

O aleitamento materno ainda pode ser fator de proteção contra doenças como hipercolesterolemia, hipertensão, obesidade e depressão pós-parto. Ainda, pode-se afirmar o benefício econômico direto para a família e, em consequência, para a sociedade, no momento em que se evita a necessidade da compra de fórmulas lácteas artificiais, leites industrializados e artigos como mamadeiras e bicos artificiais.

Orientações para profissionais:

Os estabelecimentos de saúde possuem papel fundamental na divulgação de informações e no incentivo à amamentação. A OMS elenca uma série de condutas que os serviços obstétricos e de cuidado a recém nascidos deveriam realizar para promover um aleitamento de sucesso. Dentre eles, se destaca:

  • O estabelecimento deve conter uma norma escrita, que deve ser compartilhada entre toda a equipe;
  • O compartilhamento de informações de profissionais para gestantes é essencial para esclarecer mitos e amenizar dificuldades;
  • É importante encorajar o estabelecimento de grupos de apoio e orientar para onde as lactantes devem se encaminhar em caso de dificuldades;
  • A primeira meia hora de vida é o momento ideal para ajudar a mãe a iniciar a amamentação;
  • Os profissionais devem orientar as lactantes sobre como realizar a amamentação e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas de seus bebês;
  • A livre demanda é uma prática a ser incentivada, assim como a doação de leite materno.

Doação de leite materno:

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite humano, basta estar em condições saudáveis e não utilizar nenhum medicamento que interfira. O leite é importante, especialmente, para prematuros internados que não podem ser alimentados diretamente pela própria mãe. A cada ano, no Brasil, são estimados 330 mil nascimentos de bebês prematuros ou de baixo peso, o que representa 11% das crianças nascidas no país. Com o leite materno, eles têm mais chances de recuperação.

Para realizar a doação é necessário seguir as instruções oferecidas pelo banco de leite humano no qual a lactente irá contribuir. É preciso ter atenção durante a ordenha, na coleta e no armazenamento. Entre em contato com o banco de leite humano mais próximo de você e siga as orientações.

Qualquer dúvida sobre esse e outros temas,  ligue para o 0800-644-6543. Disponível enfermeiras (os), médicas (os) e dentistas da APS do SUS, de segunda à sexta-feira, das 08h às 20h.

 

 

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