Dezembro Vermelho

Campanha de dezembro alerta para a prevenção e a assistência das pessoas vivendo com HIV

O Dezembro Vermelho é marcado pela mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a aids e outras infecções sexualmente transmissíveis. O objetivo da campanha é chamar a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas vivendo com HIV. 

A infecção pelo vírus HIV e a aids são as responsáveis por aproximadamente 1,71% das mortes no Brasil. Somente em 2018, foram detectados 43.941

casos novos de HIV e 37.161 casos de aids no país. Ainda neste mesmo ano, foram notificadas 8.621 gestantes com HIV e o Rio Grande do Sul foi o estado com maior taxa de detecção (9,2 casos / 1.000 nascidos vivos).

A campanha Dezembro Vermelho foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.504/2017 e dá sequência às ações do Dia Mundial contra a aids, que é celebrado em 1º de dezembro no mundo todo desde 1988. Dados do Ministério da Saúde indicam que 92% das pessoas em tratamento contra o HIV já atingiram o estágio de estarem indetectáveis, ou seja, em um estado em que a pessoa não transmite o vírus e consegue manter a qualidade de vida sem desenvolver a aids. 

Por isso, conhecer o estado sorológico para o HIV o quanto antes, aumenta a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde ganha muito em qualidade de vida.

Além disso, a Atenção Primária à Saúde (APS) deve ser a porta de entrada da pessoa vivendo com HIV no Sistema Único de Saúde, responsável pela coordenação do cuidado das pessoas e por uma atenção integral e contínua à saúde. É essencial que a APS tenha condições de ofertar ferramentas de prevenção combinada do HIV, realizar diagnóstico, acompanhamento e tratamento de primeira linha para essas pessoas.

Além do protocolo clínico, médicos, enfermeiros e dentistas que trabalham na APS podem utilizar o canal gratuito 0800 644 6543 para discussão de casos clínicos com o TelessaúdeRS-UFRGS, e obter auxílio no manejo de HIV/aids e de outros agravos ou condições de saúde dos usuários.

A teleconsultora de medicina Ana Cláudia Magnus Martins é Médica de Família e Comunidade e é uma das autoras do Telecondutas sobre HIV, que trata sobre o acompanhamento e tratamento de pessoas vivendo com HIV/AIDS na Atenção Primária à Saúde. Em entrevista, a médica falou sobre o autoteste de HIV, que é uma forma de descentralizar o exame e suprir a demanda de testes de HIV entre os não alcançados pelos serviços formais de saúde, ou para aqueles que precisam ser testados com mais frequência devido à exposição contínua ao risco.

Ouça a entrevista abaixo.

Referências: 

1. Ministério da Saúde (Brasil). Biblioteca Virtual em Saúde. Dezembro Vermelho: Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis [Internet]. Brasília, DF: Ministério da Saúde; [citado em 20 dez. 2021]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/dezembro-vermelho-campanha-nacional-de-prevencao-ao-hiv-aids-e-outras-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-2/

2. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. TelessaúdeRS (TelessaúdeRS-UFRGS). TeleCondutas: HIV: acompanhamento e tratamento de pessoas vivendo com HIV/AIDS na Atenção Primária à Saúde: versão digital 2021. Porto Alegre: TelessaúdeRS-UFRGS; 10 jul. 2020 [atualizado em 30 nov. 2021, citado em 20 dez. 2021]. Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/telecondutas/telecondutas_hiv.pdf

3. Ministério da Saúde (Brasil). Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. O autoteste de HIV no SUS [Internet].  Brasília, DF: Ministério da Saúde; [citado em 20 dez. 2021]. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/autoteste/o-autoteste-de-hiv-no-sus

 

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