“Ligados pelo afeto” busca incentivar a arte através de experiências clínicas com a telessaúde

20/08/2020

A pandemia da COVID-19 vem causando consequências humanitárias, sociais e econômicas. Além da saúde física, o vírus também vem ocasionando danos na saúde mental de grande parte da população. Parte essa, na qual incluem-se os profissionais de saúde. Num contexto onde o distanciamento social é medida fundamental, o atendimento entre profissional e paciente precisou ser alterado. Aquilo que era feito a partir do contato físico e olho a olho, necessitou de um aliado para que o cuidado e a atenção continuassem a ser realizados: a tecnologia.

A partir disso, foi idealizado o projeto “Ligados pelo afeto: pessoas sob o cuidado da telessaúde”, pensando no sofrimento que profissionais e pacientes enfrentam com todas as incertezas e exigências do momento, o objetivo é incentivar o uso da arte como instrumento terapêutico, e através dela, procurar refletir e ressignificar a prática em saúde durante a pandemia. O projeto é uma parceria entre Serviço de Atenção Primária em Saúde (SAPS) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) – Unidade Básica de Saúde (UBS) Santa Cecília, TelessaúdeRS e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A tecnologia demonstra-se necessária e vem sendo utilizada a favor do cuidado,  como estratégia para aproximar as pessoas e manter a promoção e a atenção em saúde. O projeto acredita no impacto positivo que a telessaúde/telemedicina vem conseguindo proporcionar neste momento. São pessoas atrás de dispositivos eletrônicos, profissionais e pacientes, ambos com necessidades, angústias e incertezas, vivendo um novo momento da história e obtendo diversas experiências através do cuidado a distância.  

Com isso, o projeto busca conhecer e divulgar as experiências de profissionais de saúde através de suas próprias criações artísticas. Ou seja, profissionais que estejam prestando alguma forma de assistência e cuidado por meio de tecnologias de informação e comunicação (whatsapp, chamada de vídeo, ligação telefônica, e-mail, entre outros) estão convidados a exporem através de contos, causos, poemas, narrativas, quadrinhos, ou outros gêneros textuais, como estão vivenciando a experiência com seus pacientes. Dessa forma, o projeto se propõe a promover o cuidado com a saúde mental dos profissionais, por meio da tradução do afeto e as lições de vida que foram construídas nesses encontros virtuais.

A iniciativa de registrar sentimentos através de um acervo literário, durante a pandemia de Sars-Cov-2, foi proposta pelos residentes em Medicina de Família e Comunidade (MFC) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Alice Venturini Dias e Geferson Pelegrini, com incentivo e orientação da Médica de Família e Comunidade e colaboradora do TelessaúdeRS, Cynthia Bastos. 

Os relatos estão sendo recebidos através do formulário disponibilizado logo abaixo. Nele, haverá o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) que irá permitir que o material produzido seja divulgado nas redes sociais do TelessaúdeRS. A partir da coletânea, será publicado, em forma de e-book, uma obra literária com todos as produções enviadas, sem data definida para o lançamento. Os participantes receberão certificado de publicação pelo projeto via UFRGS.

Link do formulário: https://forms.gle/2hxmSjxHeeVmszcN9

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