Minha História com o Tele – Diany Kniest

20170501

Meu nome é Diany Kniest, tenho 41 anos e sou de Tubarão – SC. Formada na primeira turma de medicina da ULBRA, fiz residência em Medicina de Família e Comunidade e pós-graduação em saúde do idoso.  Atuo na Unidade de Saúde Osmar Winck em Charqueadas há dez anos.

Decidi ser médica na adolescência, quando consultei com uma médica que gostei muito. Foi uma influência direta. A forma como ela me acolheu, no sofrimento que eu tinha. Na época, lembro que fiz um processo de identificação e pensei que se fosse fazer alguma coisa, que fosse algo assim, como essa médica que me atendeu. Comecei a batalha do vestibular. Morava em Santa Catarina, vim morar no Rio Grande do Sul, pois tinha alguns parentes que poderiam me ajudar. Fiz cursinho pré-vestibular, custei um pouco até conseguir uma vaga. Entrei na faculdade com vontade de fazer alguma coisa como fizeram por mim naquela época.

Histórias da medicina tem aos montes. Nestes dez anos aqui mesmo em Charqueadas, acho que a mais triste foi a de um menino de 8 anos que morreu de meningite. Ele consultou comigo em uma manhã e entrou em parada cardíaca de tarde. Foi a história mais horrível que eu tive. Relatos felizes tenho seguidamente. São muitos, no entanto, os tristes são os que mais marcam.

Caso:

Fui chamada para ver a paciente em casa, pois ela não estava bem. Quando cheguei, estava em internação domiciliar. Tinha um colega que fazia uma hidratação e a paciente não sabia dizer ao certo o que tinha. Quando olhei os exames, ela estava com insuficiência renal aguda, o rim havia parado e tínhamos dificuldade em descobrir a causa. A paciente era diabética e hipertensa, mas estava controlada. Uns dias antes, tinha tido um quadro de gastroenterite, o que fez a gente pensar que o quadro contribuiu para a parada do rim.  Cheguei a discutir o caso dela duas vezes, para manejo e acompanhamento, pois o rim parecia estar se recuperando, mas não sabia como fazer esse seguimento. Neste meio tempo o quadro piorou. Liguei, conversei com a Dra. Priscila do TelessaúdeRS. Revisamos tudo que ela utilizava de medicamento.  A Priscila concluiu que ela tinha feito uma rabdomiolise, uma espécie de intoxicação pelo remédio que usava para baixar o colesterol.  A teleconsultora achou a dose muito alta e que o remédio poderia ser a causa disso. Realmente, suspendemos a medicação e o rim dela começou a voltar. Agora ela está bem e o rim funcionando normalmente. Foi um caso que me marcou muito. Eu tenho diversos outros, acho que sou a campeã de uso do TelessaúdeRS.

Acho os serviços do TelessaúdeRS fantásticos. Adoro, acho que acrescenta muito, pois ajuda a melhorar a qualidade do meu atendimento, ser mais resolutiva com meus pacientes, poder atender em conjunto com alguém que saiba mais do que eu a respeito daquele caso. É uma forma de eu estudar também, pois ter alguém revisando a literatura na hora e me passando uma informação confiável é um jeito de eu estar estudando no trabalho, o que há muito tempo não acontecia. Fazíamos as coisas no automático, sem procurar questionar.  Estar fazendo o que há de melhor, o que é mais correto, o que tem de mais moderno, é uma forma dinâmica sem parar de trabalhar. Acho que quem não utilizou está perdendo muito. A falta de tempo pode contribuir, quando se tem uma demanda grande.  É uma perda não explorar esse serviço. Ligar e ficar mais tempo com o paciente resolve e é muito gratificante.

Utilizo todos os serviços, uso bastante 0800. Ele é mais dinâmico. O paciente estando junto me ajuda a responder o que falta de informação. Uso também teleconsultoria via internet e solicito espirometria.

Cada vez mais eu me convenço que os pacientes querem um profissional que se preocupe com eles, não querem alguém que saiba tudo, que não tenha dúvidas. Eles querem alguém que demonstre preocupação e que querem que eles fiquem bem. Ficam felizes inclusive quando ligo.

A questão tempo é que limita um pouco a gente ligar. Que possamos ter mais tempo, investir em mais profissionais que possam atender e diminuir a demanda. Além de dar um atendimento de mais qualidade para o paciente.

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