TelessaúdeRS-UFRGS sobre o Outubro Rosa

Publicado em 13/10/17

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A Campanha do Outubro Rosa é realizada anualmente e busca conscientizar a população sobre o Câncer de Mama – uma causa significativa de mortalidade entre mulheres – bem como reforçar a adoção de políticas públicas para prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Nesse contexto, é fundamental a orientação sobre medidas de educação dos pacientes e dos profissionais de saúde e destacar que o rastreamento não é capaz de prevenir a doença e sim diagnosticá-la em estágios sem manifestações clínicas.

O TelessaúdeRS-UFRGS concorda com o posicionamento da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e do Ministério da Saúde. A mamografia para rastreamento do câncer de mama deve ser oferecida a cada 2 anos para todas as mulheres com idade entre 50 e 69 anos e risco padrão para o câncer de mama. A ecografia mamária não deve ser utilizada como método de rastreamento do câncer de mama.

Independentemente da idade, mulheres que possuem risco aumentado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação de risco e discussão de rastreamento com periodicidade diferenciada da população com risco padrão. Confira as situações que sugerem maior risco para o câncer de mama:

  • História familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos (mãe, filha ou irmã);
  • História familiar de câncer de mama bilateral em parentes de primeiro grau em qualquer idade (mãe, filha ou irmã);
  • História familiar de câncer de ovário em parentes de primeiro grau em qualquer idade (mãe, filha ou irmã);
  • História familiar de câncer de mama masculino;
  • História de radiação torácica (radioterapia torácica previa).

 

O cuidado integral das mulheres não deve ser restrito a solicitação de mamografia para rastreamento. A equipe da atenção primária deve fornecer orientações sobre prevenção do câncer de mama, manifestações clínicas da doença, bem como riscos relacionados ao rastreamento (como o sobrediagnóstico e sobretratamento).

Esse posicionamento se dá uma vez que a mamografia apresenta riscos. Ela pode identificar lesões que não são câncer e o falso-positivo pode gerar investigação diagnóstica desnecessária, ansiedade e estresse. Além disso, mulheres podem ser diagnosticadas e tratadas (com retirada parcial ou total da mama, quimioterapia e radioterapia) para algum tipo de câncer que não ameaçaria a vida.

 

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Ademais, o TelessaúdeRS-UFRGS, baseado na revisão das melhores evidências clínicas disponíveis, desaconselha o autoexame rotineiro das mamas. Entretanto, é importante que as mulheres conheçam seu corpo, estejam familiarizadas com o que é normal do organismo e que fiquem atentas a alterações suspeitas na mama. Mulheres com nódulo na mama, secreção nos mamilos, alteração da pele na região das mamas e/ou nódulos nas axilas devem procurar imediatamente avaliação médica para investigação e diagnóstico dos sinais e sintomas existentes, independente da história familiar, da idade ou do tempo da última mamografia.

O Outubro Rosa deve focar no acesso à informação e na promoção à saúde através da prevenção do câncer de mama que, além de contribuir para a diminuição da doença, ajuda a diminuir custos com o cuidado com a saúde e melhora significativamente a vida das pessoas.

 

Referências

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Câncer de mama: é preciso falar disso. 4. ed. Rio de Janeiro: INCA, 2016. Disponível em: <http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Cartilha_cancer_de_mama_vamos_falar_sobre_isso2016_web.pdf>. Acesso em: 13 out. 2017.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Câncer de mama: é preciso falar disso [folder]. 4. ed. Rio de Janeiro: INCA, 2016. Disponível em: <http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Folder_Salvar_Vidas_Cancer_Mama_2016.pdf>. Acesso em: 13 out. 2016.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2015. Disponível em: <http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/livro_deteccao_precoce_final.pdf>. Acesso em: 13 out. 2017.

RODRIGUES, Juliana Dantas et al. Uma análise da prevenção do câncer de mama no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, [s.l.], v. 20, n. 10, p.3163-3176, out. 2015. Disponível em: <http://www.redalyc.org/pdf/630/63042187022.pdf>. Acesso em: 09 out. 2017.

U.S. PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE. BRCA-Related Cancer: Risk Assessment, Genetic Counseling, and Genetic Testing [Internet]. 2013 Dec [citado em 13 Out 2016]. Disponível em: <https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Document/UpdateSummaryFinal/brca-related-cancer-risk-assessment-genetic-counseling-and-genetic-testing?ds=1&s=breast%20cancer>. Acesso em: 13 out. 2016.

U.S. PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE. Breast Cancer: Screening [Internet]. 2013 Dec. Disponível em: <https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Document/UpdateSummaryFinal/breast-cancer-screening1?ds=1&s=breast câncer>. Acesso em: 13 out. 2016.

Texto: Vitória Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Ana Paula Borngraber Correa, Camila Hofstetter Camini, Milena Rodrigues Agostinho – CRM RS: 34265, Cynthia Goulart Molina Bastos – CRM RS: 34008, Marcelo Rodrigues Gonçalves – CRM RS: 25235 e Roberto Nunes Umpierre – CRM RS: 26837

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