Quais são as contraindicações para realizar vacina contra febre amarela?

Revisado em 29/01/2018

São contraindicações para realização da vacina contra febre amarela:

  • Crianças menores de 6 meses de idade.
  • Pessoas com história de eventos adversos graves em doses anteriores.
  • Pessoas com história de anafilaxia comprovada em doses anteriores ou relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou a outras).
  • Pacientes com imunossupressão grave de qualquer natureza:
    -Imunodeficiência devido a câncer ou imunodepressão terapêutica.
    -Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave, com a contagem de células CD4 < 200 células/mm3 ou menor de 15% do total de linfócitos para crianças menores de 13 anos.
    -Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores).
  • Pacientes submetidos a transplante de órgãos.
  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).
  • Pacientes portadores de lúpus eritematoso sistêmico tendo em vista a possibilidade de imunossupressão.
  • Gestantes. A administração deve ser analisada caso a caso na vigência de surtos.

Precauções gerais quanto à vacinação contra febre amarela:

  • Doenças agudas febris moderadas ou graves: recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.
  • Primovacinação de pessoas com 60 anos e mais. Para mais informações clique aqui
  • Doadores de sangue ou órgãos: pessoas vacinadas devem aguardar quatro semanas após a vacinação para doar sangue e/ou órgãos.
  • Pessoas infectadas pelo HIV, assintomáticos e com imunossupressão moderada, de acordo com a contagem de células CD4.
  • Pessoas com doenças de etiologia potencialmente autoimune devem ser avaliados caso a caso tendo em vista a possibilidade de imunossupressão.
  • Pessoas com doenças hematológicas devem ser avaliados caso a caso.
  • Pacientes que tenham desencadeado doença neurológica de natureza desmielinizante (Síndrome de Guillain-Barré, encefalomielite disseminada aguda e esclerose múltipla) no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina contra febre amarela. Tal recomendação se baseia em dados de literatura para a vacina influenza.
  • Gestantes e mulheres amamentando: a vacinação de gestantes e lactantes não é recomendada em áreas sem circulação viral. Nas áreas com confirmação de circulação viral (epizootias, casos humanos e ou vetores infectados com o vírus da febre amarela), as gestantes e lactantes devem ser vacinadas. Recomenda-se a suspensão do aleitamento materno por dez dias após a vacinação. É importante procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação. Esta recomendação é baseada nas evidências atuais e pode ser modificada futuramente.

A informação atualizada sobre as áreas com indicação da vacinação está disponível no site do Ministério da Saúde, clique aqui.

 

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Febre amarela: guia para profissionais de saúde. 1. ed. Atualizada. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/biblioteca_em_saude/124_Guia%20para%20profissionais_febre%20amarela%20MS%202018.pdf>. Acesso em: 29 jan. 2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de vigilância em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: <http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/outubro/06/Volume-Unico-2017.pdf>.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de vigilância epidemiológica para eventos adversos pós-vacinação. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Saúde. Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Alerta epidemiológico, novembro 2017: febre amarela. Porto Alegre: CEVS, 2017. Disponível em: <http://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201712/04102642-alerta-epidemiologico-fa-nov-2017.pdf>. Acesso em: 29 jan. 2018.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Saúde. Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Perguntas e respostas – febre amarela, 22/01/2018. Porto Alegre: CEVS, 2018. Disponível em: <http://www.rs.gov.br/upload/1516645692_Wperguntas-e-respostas-de-febre-amarela-22-01-18.pdf>. Acesso em: 29 jan. 2018.

MONATH, T. P. Yellow fever. Waltham (MA): UpToDate, 2018. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/yellow-fever>. Acesso em: 29 jan. 2018.

 

Teleconsultoria respondida por: Elise Botteselle de Oliveira, Teleconsultora Auditora do TelessaúdeRS-UFRGS, Médica de Família e Comunidade, Mestre em Epidemiologia pela UFRGS e Graduada em Medicina pela UFCSPA.

Revisão: Laura Ferraz, Enfermeira – http://lattes.cnpq.br/9391494206897397

Atualizada em 30/10/2017

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