O que mudou na recomendação sobre vacinação contra febre amarela no estado do Rio Grande do Sul?

Publicado em 26/10/2017

A área de recomendação de vacina (ACRV) para febre amarela foi ampliada a partir de janeiro de 2018 para todos os municípios do Rio Grande do Sul. Alguns municípios do litoral e sul do estado, que eram áreas sem recomendação da vacina (ASRC) passaram a ser considerados ACRV. Em função dessa ampliação, os residentes da faixa leste e sul do estado passaram a compor o grupo de pessoas com indicação de receber a vacina. Não é necessário urgência para realização da vacina.

Não há circulação viral no Rio Grande do Sul. No entanto, o estado de alerta se dá em virtude do aumento no número de casos de febre amarela silvestre no sudoeste do país, desde dezembro de 2016. Atualmente as áreas consideradas de risco de transmissão (com circulação viral) são: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Estados da Região Norte.

O Ministério da Saúde ampliou as ACRV em todo país. Acesse aqui a lista de municípios que são ACRV de outros estados

Os profissionais de saúde devem atentar para a suspeita clínica de febre amarela em pessoas procedentes de área com circulação viral; e realizar a notificação imediata, dos casos suspeitos de febre amarela.

 

Informações importantes sobre vacinação contra febre amarela:

  • Pessoas que receberam uma dose da vacina ao longo da vida, não precisam receber outra dose, pois estão imunizadas, independentemente do tempo transcorrido desde a vacinação.
  • Pessoas que procurarem os serviços de saúde para a vacinação, e que tiverem indicação de serem vacinadas, receberão a dose padrão de 0,5mL da vacina, pela via subcutânea.
  • A rotina de vacinação da criança, continua sendo dose única aos 9 meses de idade, conferindo imunidade para o resto da vida.
  • Pessoas que vão viajar para países que exigem o Certificado Internacional de Imunização e não foram vacinadas, devem realizar a vacinação com antecedência mínima de 10 dias antes da viagem, e procurar a Anvisa para emissão do certificado. Pessoas que já foram vacinadas, não necessitam de nova dose. Na falta de comprovação vacinal, podem ser vacinadas novamente. No site da Anvisa há informações sobre os países que exigem a vacina.
  • Pessoas que vão viajar para estados com circulação viral, a vacina deve ser realizada, idealmente 10 dias da data da viagem (tempo para imunidade proporcionada pela vacina). Deve-se recomendar outras medidas para a proteção de indivíduos recém-vacinados que vão se deslocar para a área de risco. O Certificado Internacional de vacinado não é exigido para viagens dentro do país.
  • Pessoas com mais de 60 anos de idade, que nunca foram vacinadas, devem ser avaliadas individualmente para risco-benefício da vacinação. Se já foram vacinadas em algum momento, não precisam receber nova dose. Para saber mais, acesse aqui.
  • Gestantes que nunca receberam a vacina e que não vão se deslocar para áreas de surto de febre amarela, podem ser vacinadas após o término da gestação.
  • Mulheres que estão amamentando crianças com menos de 6 meses de idade, que não foram previamente imunizadas e que não vão se deslocar para áreas de surto, podem optar por aguardar até a criança completar 6 meses de idade para vacinar-se. Caso haja necessidade ou desejo da mulher em fazer a vacina nesse momento, deve-se orientar que não amamente a criança por 10 dias. Ela deve ser orientada, pela equipe da Unidade Básica de Saúde, sobre a ordenha e armazenamento do leite previamente à vacinação, bem como técnicas para manter a produção de leite e retomada da amamentação após esse período.
  • A vacina contra febre amarela não deve ser administrada simultaneamente quando da primovacinação de tríplice viral, estabelecendo intervalo mínimo de 30 dias, salvo em situações especiais que impossibilitem manter o intervalo indicado. Saiba mais aqui.
  • Para saber quais são as contraindicações da vacina, acesse aqui.

 

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) organizou um documento de perguntas e respostas sobre a febre amarela, é possível acessá-lo aqui.

 

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Febre amarela: guia para profissionais de saúde. 1. ed. Atualizada. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Saúde. Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Alerta epidemiológico, novembro 2017: febre amarela. Porto Alegre: CEVS, 2017. Disponível em: <http://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201712/04102642-alerta-epidemiologico-fa-nov-2017.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2018.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Saúde. Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Perguntas e respostas – febre amarela, 22/01/2018. Porto Alegre: CEVS, 2018. Disponível em: <http://www.rs.gov.br/upload/1516645692_Wperguntas-e-respostas-de-febre-amarela-22-01-18.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2018.

 

Teleconsultoria respondida por:
Laura Ferraz, Enfermeira – http://lattes.cnpq.br/9391494206897397
Revisão:
Elise Botteselle de Oliveira, Médica de Família e Comunidade – http://lattes.cnpq.br/8444756167343059
Rudi Roman, Médico de Família e Comunidade – http://lattes.cnpq.br/7167520125664329
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