Qual a conduta após teste rápido positivo para hepatite C?

Publicado em 06/09/2017

Pergunta-da-Semana

Deve-se solicitar o exame de carga viral do HCV (HCV-RNA, realizado por técnica de PCR (polymerase chain reaction) para confirmar a infecção pelo vírus da hepatite C.

O teste rápido dosa o próprio anti-HCV com excelente acurácia, não sendo necessária sua repetição por outro método. Pacientes com anti-HCV reagente por método tradicional também devem ter a infecção confirmada por quantificação da carga viral (HCV-RNA). A solicitação da carga viral pode ser feita na Atenção Primária, de acordo com fluxos locais.

Pacientes com hepatite C confirmada, sem cirrose, podem ser encaminhados para infectologista ou gastroenterologista. Pacientes com suspeita de cirrose devem ser encaminhados para gastroenterologista.

Caso o HCV-RNA seja indetectável, não há infecção ativa – conclui-se que houve contato prévio com o vírus C sem ter ocorrido infecção crônica. Para confirmar a ausência de infecção, recomenda-se nova coleta de HCV-RNA em 3 a 6 meses. Nesses casos, o anti-HCV e o teste rápido permanecerão positivos ao longo de toda a vida do paciente, indicando apenas contato prévio com o vírus, não havendo necessidade de repetir os exames ou de se suspeitar novamente de infecção.

 

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual técnico para o diagnóstico das hepatites virais. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em: <http://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201701/04162030-manual-diagnostico-das-hepatites-virais-ms-2015.pdf>. Acesso em: 5 set. 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para hepatite C e coinfecções. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-hepatite-c-e-coinfeccoes>. Acesso em: 5 set. 2017.

DUSHEIKO, G. Hepatitis C. In: DOOLEY, J. S. et al. Sherlock’s diseases of the liver and biliary system. 12th ed. Oxford, UK: Wiley-Blackwell, 2011.

DYNAMED. Record No. 115157, Chronic hepatitis C infection [Internet]. Ipswich (MA): EBSCO Publishing, 2017.  Acesso em: 5 set. 2017. Disponível mediante senha e login em: <http://www.dynamed.com/login.aspx?direct=true&site=DynaMed&id=115157>. Acesso em: 5 set. 2017.

EUROPEAN ASSOCIATION FOR THE STUDY OF THE LIVER. EASL Recommendations on Treatment of Hepatitis C 2016.  Journal of Hepatology, Copehnagen, v. 66. n. 1, p. 153-194, 2017. Disponível em: <https://www.easl.eu/medias/cpg/HCV2016/English-report.pdf>. Acesso em: 5 set. 2017.

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul. Resolução nº 772 de 16 de dezembro de 2014. Estabelece   a   estrutura   e   os   fluxos   para   a   Rede Laboratorial de Carga Viral e Genotipagem das Hepatites B e C no Estado, entre outras resoluções. Porto
Alegre: SESRS, 2014. Disponível em: <http://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201701/06164112-resolucao-cib-rs-772-2014-exames-de-carga-viral-e-genotipagem.pdf>. Acesso em: 5 set. 2017.

 

Teleconsultoria respondida por:Jerônimo De Conto Oliveira, Médico Gastroenterologista, Teleconsultor médico do TelessaúdRS-UFRGS, Graduação em Medicina pela UFRGS, Residência médica em Medicina Interna no HCPA, Residência médica em Gastroenterologia no HCPA e Residência médica em Endoscopia Digestiva no HCPA.

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