Devemos revacinar crianças que não apresentarem cicatriz vacinal da BCG?

Publicado em 29/09/2016

Atualizada em 04/02/2019

Não há recomendação de revacinar crianças que foram vacinadas com a vacina BCG e que não apresentem cicatriz vacinal independentemente do tempo transcorrido após a vacinação.

Essa nova orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) segue a posição tomada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em fevereiro de 2018, que aponta que a ausência de cicatriz de BCG após a vacinação não é indicativo de ausência de proteção, portanto a revacinação não traz benefício adicional contra tuberculose ou hanseníase.

As demais indicações da vacina BCG devem ser mantidas de acordo com as normas estabelecidas nos manuais técnicos do PNI.

A vacina BCG é indicada para crianças até os 4 anos, 11 meses e 29 dias para prevenir as formas graves da tuberculose, como a meningoencefalite tuberculosa e a tuberculose miliar.

O esquema de vacinação com a vacina BCG corresponde à aplicação de dose única o mais precocemente possível após o nascimento. A administração da vacina BCG deve ser adiada quando a criança apresentar peso inferior a 2 kg ou quando apresentar lesões graves de pele. A administração da vacina é intradérmica, no braço direito, na altura da inserção do músculo deltoide, essa localização permite fácil verificação da existência de cicatriz.

A cicatriz aparece geralmente a partir da terceira semana após a aplicação. Em alguns casos, essa cicatrização é mais demorada, podendo prolongar-se até o quarto mês e, raramente, além do sexto mês.

Teleconsultoria respondida por: Lívia de Almeida Faller, Enfermeira

Revisada por: Laura Ferraz dos Santos, Enfermeira

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle de tuberculose no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Nota informativa nº 10/2019 CGPNI/DEVIT/SVS/MS. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

BRASIL. Ministério da Saúde. Tratamento diretamente observado (TDO) da tuberculose na     atenção básica: protocolo de enfermagem.  Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

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