Sarampo: como é realizada a vacinação?

07/10/2018 - atualizada em: 30/08/2019

ATENÇÃO! 

Desde 21/08/19 o Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação das crianças de seis a 11 meses de idade contra o sarampo, com uma dose da vacina tríplice viral. Essa ação tem o intuito de reforçar as ações contra o sarampo no Brasil e reduzir a incidência e gravidade da doença nos menores de um ano de idade. Essa dose não será considerada para rotina do calendário vacinal. Acesse a Nota Informativa nº 191/2019 aqui.

A vacina tríplice viral, que previne o sarampo, a caxumba e a rubéola, e a vacina tetra viral, que contém os componentes sarampo, caxumba, rubéola e varicela, são ofertadas pela rede pública e estão presentes na rotina do Calendário Nacional de Imunizações. Devem ser administradas da seguinte forma:

Rotina do calendário vacinal:

  • Aos 12 meses de idade: 1ª dose da vacina tríplice viral.
  • Aos 15 meses de idade: 2ª dose, com a vacina tetra viral.

A vacina tetra viral pode ser administrada até 4 anos 11 meses e 29 dias.

Em situação de bloqueio vacinal em crianças menores de 12 meses, deve-se administrar uma dose da vacina tríplice viral entre 6 meses e 11 meses de idade e mantenha o esquema vacinal.

Atualização do calendário vacinal em crianças e adultos:

  • Pessoas de até 29 anos de idade, sem comprovação vacinal: administrar duas doses de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola. Aquelas que comprovarem apenas uma dose da vacina devem receber a segunda dose para serem consideradas vacinadas.
  • Pessoas de 30 a 49 anos de idade, sem comprovação vacinal: administrar uma dose da vacina tríplice viral. Considere vacinada a pessoa que comprovar uma dose de vacina.
  • Profissionais de saúde (independente da idade): devem comprovar duas doses de tríplice viral.

A vacina tríplice viral não deve ser administrada em:

  • Gestantes. Leia mais aqui;
  • Menores de 6 meses;
  • Imunossuprimidos;
  • Casos suspeitos de sarampo*.

*Caso suspeito de Sarampo:

Todo indivíduo que, independente da idade e situação vacinal, apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite.

 

Referências

1. Brasil. Ministério da Saúde. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília: Ministério da Saúde; 2014. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf>.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Nota Informativa nº 135-SEI/2017-CGPNI/DEVIT/SVS/MS. Informa as mudanças no Calendário Nacional de Vacinação para o ano de 2018. Brasília: Ministério da Saúde; 2017. Disponível em: <http://cosemspb.org/wp-content/uploads/2018/01/Nota-Informativa_135_2017_CGPNI.pdf>.
3. Rio Grande do Sul. Secretaria da Saúde. Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Alerta sobre situação epidemiológica do sarampo no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: CEVS-RS; 2018. Disponível em: <http://www.cevs.rs.gov.br/sarampo>.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Nota Informativa Nº 191/2019-CGPNI/DEIDT/SVS/MS. Atualiza as recomendações sobre a vacinação contra o sarampo para crianças de seis a 11 meses de idade. Brasília: Ministério da Saúde; 2019.

 

Teleconsultoria por:

Laura Ferraz dos Santos

Enfermeira

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Revisão por:

Elise Botteselle de Oliveira

Médica de Família e Comunidade

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