A vacina contra febre amarela é contraindicada em idosos?

Publicado em 19/01/2017

Pergunta-da-Semana

Idade acima de 60 anos não é uma contraindicação para receber a vacina. A vacinação nessa faixa etária requer avaliação médica, devendo ser observadas a presença de morbidades que contraindiquem a vacinação e análise cuidadosa de risco versus benefício. Justifica-se realizar a vacina quando o idoso residir ou viajar para área com risco de transmissão de febre amarela.

Os eventos adversos da vacina mais comuns são dor local, mal-estar, cefaleia, dores musculares e febre baixa, o que ocorre em 2 a 5% dos vacinados, por volta do 5º ao 10º dia. Essas manifestações duram de 1 a 2 dias.

Muitos dos eventos relatados após a vacinação contra febre amarela constituem-se em sinais e/ou sintomas de diversas doenças frequentes na população, por isso nem sempre é possível distinguir os que são causados pela vacina e os causados por outros problemas coincidentes temporalmente.

Os eventos adversos graves são raros e incluem as reações de hipersensibilidade, doença neurológica aguda (encefalite, meningite, doenças autoimunes com envolvimento do sistema nervoso central e periférico) e doença viscerotrópica aguda (infecção multissistêmica generalizada, semelhante às formas graves da doença). No Brasil tem sido observado maior risco de ocorrência dessas situações em áreas onde não há recomendação de vacinação de rotina. Algumas situações e indivíduos têm sido identificados como de maior risco para eventos adversos graves após a vacinação, como em pessoas com doenças autoimunes e a primovacinação em idosos.

A vacina contra febre amarela é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença. Para saber quais são as contraindicações da vacina clique aqui

A informação atualizada sobre as áreas com indicação da vacinação está disponível no site do Ministério da Saúde, clique aqui

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de vigilância em saúde [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/agosto/25/GVS-online.pdf>. Acesso em: 18 jan. 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília: Ministério da Saúde: 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de vigilância epidemiológica para eventos adversos pós-vacinação. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde. Orientações para profissionais de saúde sobre febre amarela silvestre. Nota informativa nº 02/2017. Informa a situação epidemiológica da Febre Amarela e as recomend  ações para intensificação da vigilância no Brasil. Ministério da Saúde, 2017.

MONATH, T. P. Yellow fever. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/yellow-fever>. Acesso em: 18 jan. 2017.

 

Teleconsultoria respondida por: Elise Botteselle de Oliveira, Teleconsultora Auditora do TelessaúdeRS-UFRGS, Médica de Família e Comunidade, Mestre em Epidemiologia pela UFRGS e Graduada em Medicina pela UFCSPA.

Atualizada em 30/01/2017

Gostou do Nosso Conteúdo? Compartilhe com seus contatos:

Notícias Relacionadas