Como fazer a investigação de COVID-19 após o óbito em casos suspeitos?

Em se tratando de caso suspeito de COVID-19, imediatamente após a informação do óbito, o médico atestante deve notificar a equipe de vigilância em saúde. Essa deverá proceder a investigação do caso:

  • Caso a coleta de material biológico não tenha sido realizada em vida, deve-se proceder a coleta post-mortem no serviço de saúde, por meio de swab na cavidade nasal e de orofaringe; para posterior investigação pela equipe de vigilância local. É necessário que cada localidade defina o fluxo de coleta e processamento dessas amostras.
  • Diante de um resultado negativo para o swab nasal/orofaríngeo, em virtude do contexto epidemiológico do país e da possibilidade de falso-negativo:
    • Caso seja necessário/possível, proceder a necropsia minimamente invasiva, ou punção pulmonar para coleta de fragmentos de tecido e envio à análise laboratorial.
    • A vigilância epidemiológica do município deve proceder à investigação e discussão caso a caso. Nessa discussão, deve ser considerada a clínica e os resultados de exame de imagem para possível confirmação de morte por COVID-19.

Para saber mais sobre quem deve preencher a DO em caso de óbito no domicílio, veja o link.

Para saber mais sobre como preencher a declaração de óbito em casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, veja no link. 

Referências:

  1. Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. Orientações para codificação das causas de morte no contexto da COVID-19. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 11 Maio 2020 [citado em 20 Maio 2020]. Versão 1. 12 f. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/29/Nota-Informativa-declara—-o-obito.pdf.
  2. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). Nota técnica gvims/ggtes/anvisa no 04/2020 orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Brasília, DF; 30 Jan 2020. [atualizada em 8 Maio 2020, citado em 20 Mai 2020]. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271858/Nota+T%C3%A9cnica+n+04-2020+GVIMS-GGTES-ANVISA-ATUALIZADA/ab598660-3de4-4f14-8e6f-b9341c196b28.
  3. Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. Manejo de corpos no contexto do novo coronavírus (COVID-19). Brasília, DF: Ministério da Saúde; 25 Mar 2020 [citado em 20 Maio 2020]. Versão 1. 17 f. Disponível em: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/marco/25/manejo-corpos-coronavirus-versao1-25mar20-rev5.pdf.
  4. Ministério da Saúde (Brasil). Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (COE-COVID19). [sem título]. Boletim Epidemiológico Especial: COE-COVID-19. Brasília, DF; 2020 Maio 8, às 18h [citado em 20 Maio 2020];15:1-68. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/May/09/2020-05-06-BEE15-Boletim-do-COE.pdf.

Teleconsultoria por:

Luíza Emília Bezerra Medeiros

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Revisão por:

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Elise Botteselle de Oliveira

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