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Queilite Actínica

O que é?  

Desordem potencialmente maligna que atinge o lábio inferior por conta da exposição diária aos raios solares (radiação ultravioleta – UV).

Quais são as causas?

O principal fator é a exposição à radiação UV sem proteção. Evidências indicam que o tabaco também é um fator a ser considerado, já que um grande número dos pacientes com queilite também é fumante.

Quais são as características clínicas?

Perda de nitidez do contorno dos lábios, borrando o limite entre a pele e o vermelhão do lábio, devido à presença de manchas e placas brancas. Também podem ser observadas as seguintes alterações secundárias: áreas descamativas, fissuras, crostas, áreas acastanhadas, áreas erosivas/eritematosas, áreas ulceradas e áreas endurecidas à palpação.

Qual conduta/tratamento deve-se realizar?

Nos casos mais leves, onde os sintomas mais graves não são observados, a biópsia não é obrigatória.

Para que compreendam e adotem as medidas de proteção, aos pacientes deve ser explicado que a presença das lesões indica risco de transformação maligna. Além disso, deve ser prescrita a aplicação do uso de protetor solar labial com FPS 30 diariamente (4 vezes ao dia), mesmo nos dias nublados.

Quando houver áreas de ressecamento ou crosta, devem ser recomendadas medidas para melhorar a hidratação do lábio, sendo o bepantol creme (dexpantenol) uma das alternativas. Os pacientes devem aplicar uma camada fina sobre os lábios, à noite, duas horas antes de ir dormir.

O paciente deve ser reavaliado após 3-4 semanas. Assim que houver diminuição das áreas crostosas/descamativas, o uso do medicamento pode ser interrompido.

Lembre-se: a detecção precoce desta lesão pode prevenir a transformação maligna. Os pacientes precisam estar cientes desse risco e devem ser envolvidos na tentativa de estabilização das lesões. Os sinais de progressão da doença devem ser informados ao paciente. Quando o próprio paciente perceber estes sinais, é recomendável que a consulta de revisão seja antecipada.

Quando encaminhar?

Quando os sinais de agravamento forem observados, como placas brancas espessadas, úlceras, crostas que não regridem após medidas de hidratação, áreas endurecidas e áreas erosivas, a biópsia parcial deve ser realizada. Nestes casos, é indicado o encaminhamento para o especialista. A presença de áreas nodulares requer biópsia parcial devido à possibilidade de tratar-se de carcinoma espinocelular.

Caso haja dúvidas ou frente a casos refratários aos tratamentos recomendados, cirurgiões-dentistas e médicos que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) no Estado do Rio Grande do Sul podem solicitar consultoria/telediagnóstico via Plataforma de Telessaúde do Ministério da Saúde, acompanhada de foto e formulário descritivo da lesão, disponíveis no endereço (http://www.ufrgs.br/telessauders/nossos-servicos/telediagnostico-estomatonet).

 

 

Texto: Hanin Mohammed e Clarissa Simioni

Revisão: Rosely Andrade,  Camila Hofstetter Camini , Otávio Pereira D’Avila – CRO RS: 17387 e Vinicius Carrard – RS-CD-12394.

 

Referências:

LOPES, M. L. D. S. et al. Clinicopathological profile and management of 161 cases of actinic cheilitis. Anais Brasileiros de Dermatologia. Rio de Janeiro, v. 90, n. 4, p. 505-512, 2015. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4560539/>. Acesso em: 28 fev. 2018.

REGEZI, J. A.; SCIUBBA, J.; JORDAN, R. Patologia oral: correlações clinicopatológicas. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

SAMIMI, M. Cheilitis: Diagnosis and treatment. La Presse Médicale, Paris, v. 45, n. 2, p. 240-250, 2016.

 

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Você acha que encontrou o Aedes aegypti na sua casa ou no seu local de trabalho?

Você acha que encontrou o Aedes aegypti na sua casa ou no seu local de trabalho?

Fique tranquilo, montamos um passo-a-passo para resolver o problema!

  • Verifique a residência ou o local de trabalho procurando possíveis criadouros. Você pode utilizar o aplicativo do RSCONTRAAEDES para ajudá-lo nessa tarefa.
  • Encontrando possíveis criadouros, tome as providências necessárias: coloque terra nos vasos, tampa em caixas d’água, guarde garrafas viradas para baixo…
  • Providencie tela para as janelas.
  • Em ambientes fechados avalie a necessidade de utilizar inseticidas domésticos. Observe os cuidados: proteger os alimentos e água. Fechar o ambiente, aplicar o produto conforme instruções do rotulo e ventilar o ambiente após.
  • Em ambientes fechados, você também pode optar por utilizar repelentes elétricos, nesse caso é importante não deixar o ambiente completamente fechado.

Mais informações sobre o mosquito acesse: www.rscontraaedes.ufrgs.br

Com medidas simples, você pode ser o super-herói da sua casa ou do seu local de trabalho!

Vamos lá!

Texto: Cynthia Goulart Molina-Bastos – CRM RS: 34008

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Febre amarela – informações sobre a doença

Com o recente aumento de casos de febre amarela em estados do sudeste e nordeste brasileiro, muitas pessoas vem procurando entender mais sobre a doença. Os casos confirmados se concentram na Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, em geral em áreas de mata. Desde julho de 2017, houve 470 casos suspeitos no Brasil, 35 confirmados, 20 mortes e 145 ainda em investigação.

Por conta do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar o estado de São Paulo como área de risco e recomendou a vacinação para todos os viajantes internacionais que passarem pelo estado. Quanto aos outros estados, a OMS está monitorando e considera estender o alerta caso surjam novos casos.

Em função das constantes notícias veiculadas na mídia sobre casos de febre amarela, a procura por imunização cresce. No Rio Grande do Sul, de acordo com a Secretaria de Saúde, não há motivos para pânico, já que não se registram casos da doença há pelo menos nove anos no Estado e cerca de 70% dos gaúchos já está vacinada. Mesmo assim, após o surto, a vacinação foi ampliada para todos os municípios do Rio Grande do Sul.

Por conta disso, o TelessaúdeRS-UFRGS apresenta nesta semana uma série textos explicativos sobre a febre amarela.

Como a doença é transmitida?

A febre amarela é uma doença febril aguda, transmitida aos seres humanos através da picada de insetos. No Brasil, o mosquito Aedes aegypti – o mesmo que transmite Dengue, Zika e Chikungunya – é o principal vetor nas áreas urbanas, que não apresentam casos desde 1942. Já em zonas rurais ou de mata, caso do surto recente, a doença é conhecida como febre amarela silvestre e quem a transmite a doença são os mosquitos Haemagogus e Sabethes

Quais são os sintomas da febre amarela?

A pessoa com Febre Amarela apresenta um quadro de febre, de aproximadamente três dias, acompanhada de sintomas inespecíficos, como dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar e enjoos. É um quadro viral, parecido com todos os outros.

Após um período de aparente melhora, no máximo um ou dois dias, o paciente volta a ter febre, vômitos e diarreia. Em muitos casos, a pele pode ficar amarelada, o que origina o nome da doença. Também pode haver sangramento de gengivas, nariz e ouvidos. Vômitos, fezes e urina com sangue podem acontecer. O paciente costuma também sentir um mal-estar geral intenso. Por isso, sempre que uma pessoa apresentar esses sintomas da doença deve procurar atendimento em uma Unidade de Saúde.

Quais são as formas de prevenção?

Diferente das outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti – Dengue, Chikungunya e Zika – a Febre Amarela tem como melhor forma de prevenção a vacina. Todas as pessoas que receberam a vacina estão protegidas. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS avaliam que a medida mais importante para prevenir a febre amarela é a imunização. Quem vive ou se desloca para as áreas de risco deve estar com as vacinas em dia e se proteger de picadas de mosquitos.

O Ministério da Saúde prevê, desde 1999, a vacinação contra a febre amarela no calendário nacional de imunização, de maneira gratuita, entre pessoas de nove meses até 60 anos incompletos. Conforme o Ministério, entre fevereiro e março de 2018, haverá uma campanha de vacinação com doses fracionadas. O objetivo do fracionamento é conseguir atender a um número maior de pessoas.

Confira o guia de orientações para profissionais de saúde sobre a Febre Amarela

Referências:

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos. Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção [internet]. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2018. Disponível em: <https://www.bio.fiocruz.br/index.php/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao>. Acesso em: 24 jan. 2018.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICIANA DA SAÚDE; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Banco de Notícias. OMS atualiza informações sobre febre amarela no Brasil em comunicado para outros países [Internet]. Brasília: OPAS, 2018. Disponível em:<http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5583:oms-atualiza-informacoes-sobre-febre-amarela-no-brasil-em-comunicado-para-outros-paises&Itemid=820>. Acesso em: 24 jan. 2018.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICIANA DA SAÚDE; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Banco de Notícias. OMS passa a considerar todo o estado de São Paulo como área de risco para febre amarela [Internet]. Brasília: OPAS, 2018. Disponível em:<http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5580:oms-passa-a-considerar-todo-o-estado-de-sao-paulo-como-area-de-risco-para-febre-amarela&Itemid=820>. Acesso em: 24 jan. 2018.

RIO GRANDE DO SUL. RS amplia vacinação contra a febre amarela para a região do Litoral [Internet]. Porto Alegre: Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 2018. Disponível em:<http://www.rs.gov.br/conteudo/272582/rs-amplia-vacinacao-contra-a-febre-amarela-para-a-regiao-do-litoral >. Acesso em: 24 jan. 2018.

TELESSAÚDERS-UFRGS. Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Coisas que você precisa saber sobre a febre amarela [Internet]. Porto Alegre: TelessaúdeRS-UFRGS, 2017. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/telessauders/noticias/coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-febre-amarela/>. Acesso em: 24 jan. 2018.

VASCONCELOS, P. F. C. Febre amarela. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, MG, v. 36, n. 2, p. 275-293, 2003. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822003000200012>. Acesso em: 24 jan. 2018.

Texto: Luiz Gustavo Ruwer

Revisão: Rosely Andrade,  Camila Hofstetter Camini e Cynthia Goulart Molina-Bastos – CRM RS: 34008

 

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Como saber se faço uso nocivo e abusivo do álcool?

Você conhece o aplicativo do Álcool do TelessaúdeRS-UFRGS ?

O aplicativo é composto pelo questionário Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT), desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para detecção de indivíduos com consumo de risco de álcool. Consiste em dez perguntas sobre avaliação do uso problemático, sintomas de dependência e padrões de uso nocivo.

O App do TelessaúdeRS/UFRGS inclui, além do AUDIT, recomendações do médico para o paciente de acordo com o risco de uso abusivo e está disponível para Android e iOS.

Download para Android

Download para iOS

 

USO PREJUDICIAL

É o uso de determinada quantidade de álcool que aumenta a probabilidade de ter consequências indesejáveis à saúde.

 

Referências do vídeo:

MAYFIELD, D.; MCLEOD, G.; HALL, P. The CAGE questionnaire: validation of a new alcoholism screening instrument. American Journal of Psychiatry, Arlington, VA, v. 131, n. 10, p. 1121-1123, 1974.

SAITZ, R.  Screening for unhealthy use of alcohol and other drugs in primary care. Waltham (MA): UpToDate, 2017. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/screening-for-unhealthy-use-of-alcohol-and-other-drugs-in-primary-care>. Acesso em: 27 dez. 2017.

Texto: Adriana Mergel e Eduardo Portz

Revisão: Rosely Andrade, Ana Paula Borngraber Correa, Camila Hofstetter Camini e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

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Cuidados com a pediculose, o piolho

A pediculose é uma doença parasitária causada pelos piolhos. O principal sintoma é a coceira, que pode ser bastante intensa e causar pequenos ferimentos. Para o controle e tratamento dos piolhos, o TelessaúdeRS-UFRGS elenca algumas recomendações:
  • Roupas utilizadas pelo paciente nos últimos 2 dias, roupas de cama e toalhas devem ser lavadas com água quente ou passadas com ferro.
  • Pentes e escovas utilizados pelo paciente devem ser mergulhados em água quente por 5 a 10 minutos.
  • Acessórios que têm contato com o cabelo e que não podem ser lavados devem ser limpos e colocados em uma sacola plástica fechada por 2 semanas.

Não há necessidade de cortar os cabelos. Os familiares e pessoas próximas devem ser examinados e tratados caso apresentem piolhos vivos ou lêndeas até 1 cm do couro cabeludo. Devem, de preferência, realizar o tratamento ao mesmo tempo que o paciente. Pessoas que dividem a cama com o paciente devem ser sempre tratadas, mesmo que não apresentem piolhos ou lêndeas.

Texto adaptado da pergunta da semana “Qual o tratamento para pediculose (piolho)?” publicada em 29/11/2017 e disponível em https://www.ufrgs.br/telessauders/pergu

Texto: Vitória Oliveira Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Camila Hofstetter Camini e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

Arte: Iasmine Nique

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Recomendações para armazenamento da insulina

A insulina é utilizada para controlar a glicose no sangue. Para manter as propriedades adequadas do , o TelessaúdeRS-UFRGS elenca algumas recomendações para o seu armazenamento.

  • Frascos lacrados de insulina devem permanecer armazenados entre 2°C e 8°C.
  • Frasco, caneta ou refil em uso (aberto), podem ser mantidos em temperatura ambiente, desde que a temperatura não ultrapasse 30°C e que não fiquem expostos diretamente à luz solar. Quando abertos, também podem permanecer na geladeira entre 2°C e 8°C.
  • Se for conservada em refrigeração, a insulina em uso deverá ser retirada da geladeira entre 15 a 30 minutos antes da aplicação, para prevenir dor e irritação no local de aplicação.

Importante: abaixo de 2°C, a insulina congela e perde seu efeito, portanto, não deve ser armazenada próxima ao freezer. Também não deve ser conservada na porta da geladeira, pois há maior variação da temperatura e excessiva mobilidade do frasco a cada abertura de porta, o que poderá modificar as características físico-químicas das insulinas.

Texto adaptado da pergunta da semana “Quais as recomendações para armazenamento da insulina?”*, publicada em 04/09/2015 e disponível em

 Texto: Vitória Oliveira Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Camila Hofstetter Camini e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

Arte: Iasmine Nique

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Gestantes podem viajar de avião?

Sim, viagens aéreas são seguras até a 36ª semana de gestação com a autorização do médico. Uma gestação normalmente dura entre 38 e 41 semanas, portanto, fazer um bom acompanhamento da gestação, comparecendo às consultas de pré-natal, é a melhor maneira de saber o tempo de gestação e a data provável do parto.

Viagens em aeronaves adequadamente pressurizadas (como nos aviões de grande porte, em que a pressão do ar no interior da cabine de passageiros é mantida, independente da altitude do voo e da baixa pressão externa) não oferecem qualquer risco e não alteram os sinais vitais do bebê. Os níveis de radiação recebidos durante uma viagem aérea não causam efeitos ao feto e o voo não está relacionado com aumento do risco de parto prematuro ou com descolamento prematuro de placenta.

Entretanto, as regulamentações e decisões de viagens aéreas para gestantes são determinadas pelas próprias companhias aéreas, cujos limites de idade gestacional para viagens, bem como outras restrições, são disponibilizados pela empresa. Lembre-se, o tempo de gestação é o considerado na data de embarque e não o da data de reserva ou compra da passagem.

A maioria das companhias aéreas exige atestado médico a partir da 28ª semana para gestações simples e a partir da 26ª ou 28ª semana para gestações múltiplas (gêmeos). A partir da 32ª semana, é exigido o preenchimento, pelo(a) médico(a) da gestante, de um formulário específico fornecido pelas companhias aéreas, o MEDIF (Medical Information Form). O documento deve ser enviado com antecedência mínima de 72 horas do horário previsto de partida do voo. A partir da 38ª semana, o embarque é permitido apenas em casos de extrema necessidade com acompanhamento médico.

Elencamos aqui, algumas recomendações:

Antes do voo:

  • consultar as regras de transporte da companhia aérea às gestantes;
  • realizar avaliação médica, buscando a compensação de possíveis anemias antes da viagem;
  • evitar dieta produtora de gases nos dias anteriores à viagem.

Durante o voo:

  • evitar o uso de roupas apertadas;
  • manter o cinto afivelado e posicionado sobre a pelve logo abaixo da barriga durante toda a viagem (preferência pelo cinto de três pontos);
  • manter-se bem hidratada;
  • nos voos com duração superior a quatro horas, fazer exercícios leves com as pernas a cada hora para evitar a imobilidade prolongada; podem ser utilizadas meias elásticas;
  • embora haja compensação fisiológica em ambientes pressurizados e de altitude elevada, oxigênio suplementar deve ser administrado às gestantes que não tolerarem as alterações do ambiente da aeronave (gestantes com anemia falciforme, anemia severa ou insuficiência cardíaca, por exemplo).

Restrições:

  • Devem evitar viagens de avião mulheres com gestações de alto risco que podem apresentar complicações durante o percurso;
  • a viagem deve ser evitada caso a gestante apresente dores ou sangramento antes do embarque;
  • as viagens longas não devem ser realizadas por pacientes com gestações múltiplas (gêmeos), diagnóstico médico de incompetência istmo cervical (mulheres em que o colo do útero tem dificuldade de suportar o peso do feto), atividade uterina aumentada (contrações) ou com história de parto prematuro prévio;
  • viagens para regiões de grandes altitudes (desembarque de passageiros em lugares acima de 2400 metros) podem trazer problemas aos mecanismos de adaptação à hipóxia (adaptação a lugares onde a pressão de oxigênio do ar é menor) e devem ser evitadas, principalmente em gestações de alto risco;
  • gestação ectópica (casos mais raros onde a gestação ocorre fora do útero ou no colo do útero) é contraindicação para o voo;
  • não há restrições no pós-parto imediato ou tardio para a mãe. No entanto, recomenda-se adiar a viagem do recém-nascido na primeira semana de vida, em vista da sua fragilidade inerente ao período.

 

Texto adaptado da pergunta da semana “Gestantes podem viajar de avião?” publicada em 15/02/2016 e disponível em  https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/gestantes-podem-viajar-de-aviao/

Para download do PDF acesse: https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/9882

Texto: Vitória Oliveira Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Camila Hofstetter Camini e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

Arte: Iasmine Nique

 

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Retinopatia Diabética

A diabetes é uma doença crônica que afeta a produção e/ou o uso de insulina no corpo. A doença pode afetar os vasos sanguíneos do olho, desenvolvendo uma complicação chamada retinopatia diabética. A retinopatia diabética pode levar à perda de visão de forma progressiva, grave e permanente. Os fatores de risco para a retinopatia são o tempo de diabetes, o mau controle glicêmico e, principalmente, a hipertensão arterial não controlada associada.

Pessoas com diabetes apresentam risco de perda de visão 25 vezes maior do que as que não possuem a doença. A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas que possuem diabetes há mais de 20 anos.

Entretanto, existe a possibilidade de controle e prevenção da doença se esta for detectada e tratada a tempo. Dessa forma, pacientes com diabetes tipo 1 e 2 devem ser submetidos ao exame de fundo de olho para rastreamento da doença independente de apresentar ou não queixa visual, conforme orientações abaixo:

  • Pacientes com diabetes tipo 2, ao diagnóstico e após, devem fazer o rastreamento anual ou bianualmente;
  • Pacientes com diabetes tipo 1, cinco anos após o diagnóstico e após, devem fazer o rastreamento anual ou bianualmente;
  • Mulheres com diabetes tipo 1 ou 2 planejando gestar ou logo após a concepção, devem fazer o rastreamento durante o primeiro trimestre da gestação e após, conforme orientação do oftalmologista;
  • Em pacientes com diabetes gestacional, não é necessário rastrear retinopatia.

 

O rastreamento bianual pode ser indicado em pacientes com um ou mais exames de fundo de olho normais e com baixo risco para o desenvolvimento de retinopatia. Pacientes com queixa de redução da acuidade visual devem ser avaliados prontamente.

Pacientes que perceberem redução da acuidade visual devem procurar atendimento prontamente.

Texto adaptado da pergunta da semana “Quando é necessário rastrear retinopatia em paciente diabético?”, publicada em 18/04/2016 e disponível emhttps://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/retinopatia/

Para download do PDF acesse: https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/9875

 

Texto: Vitória Oliveira Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Camila Hofstetter Camini e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

Arte: Iasmine Nique

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É possível realizar tratamentos odontológicos em gestantes?

Ainda há uma crença de que a mulher tem sua saúde bucal abalada como situação inevitável durante a gestação- e esta concepção faz com que não ocorra a procura de cuidados odontológicos na gravidez. Atualmente ainda há dentistas que analisam benefícios versus riscos e defendem a filosofia do “somente emergências” para o tratamento de gestantes. Essa filosofia não é a mais apropriada. As mulheres grávidas precisam de mais atenção odontológica, não menos. E isso é especialmente verdadeiro quando estamos falando em odontologia preventiva.

Quando fazer o atendimento?

As consultas de urgência podem ocorrer normalmente. O segundo trimestre é o melhor período para executar o tratamento odontológico de rotina, pois a paciente gestante sente-se mais confortável com a diminuição dos enjoos.

Quais os cuidados recomendados?

Exames radiográficos

É importante que a paciente esteja tranquila e bem orientada com relação à indicação dos exames, riscos envolvidos e cuidados que estão sendo tomados para minimizar os riscos.

Os exames radiográficos podem ser realizados desde que:

  • a paciente deve utilizar avental de chumbo e protetor de tireoide;
  • seja realizada uma técnica precisa;
  • soluções de processamento novas e limpas sejam utilizadas para evitar repetições de tomadas radiográficas.
Uso de anestésicos

O anestésico mais seguro para procedimentos odontológicos é a Lidocaína com Adrenalina (com vasoconstritor). A Mepivacaína (sem vasoconstritor) é indicada para gestantes com diabetes descompensada, hipertensão arterial descompensada e gestação gemelar.

Prilocaína com Felipressina podem interferir na contração uterina e oxigenação fetal, com algum risco de produzir abortos ou provocar partos prematuros.

Exodontias

Procedimentos eletivos de exodontia (dentes inclusos, por exemplo) devem ser proteladas para após o parto. Quando optarmos por fazer exodontia (caso de fraturas corono-radiculares, cáries extensas, etc), a avaliação radiográfica é indispensável nestes casos, pois permite verificação da presença de raízes dilaceradas, anquiloses, comunicações bucossinusais).

Tratamentos endodônticos
  • Optar por tratamentos conservadores da polpa sempre que possível. Caso exista comprometimento pulpar irreversível (bio ou necro), o tratamento endodôntico deve ser realizado.
Analgésicos, anti-inflamatórios e antimicrobianos

Os analgésicos do grupo do Paracetamol são mais seguros na dosagem de 500 mg de quatro em quatro horas. Os anti-inflamatórios não devem ser administrados por via oral.  Antibióticos do grupo das penicilinas são os mais seguros e indicados para as infecções odontogênicas.Metronidazol e Tetraciclina não podem ser utilizados durante a gestação nem durante a amamentação.

Referências:

CODATO, L. A. B. Atenção odontológica à gestante: papel dos profissionais de saúde. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n. 4, 2011. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011000400029>. Acesso em: 31 out. 2017.

FAYANS E. P. Local anesthetic use in the pregnant and postpartum patient. Dental Clinics of North America, Philadelphia, PA, v. 54, n. 4, p. 697-731, 2010.

MOIMAZ, S. A. S. et al. Influence of oral health on quality of life in pregnant women. Acta Odontológica Latinoamericana, Buenos Aires, v. 29, n. 2, p. 186-193, 2016. Disponível em: <http://www.scielo.org.ar/pdf/aol/v29n2/v29n2a12.pdf>. Acesso em: 31 out. 2017.

SILVA, F. W. G. P.; STUANI, A. S.; QUEIROZ, A. M. Atendimento odontológico à gestante – Parte 2: Cuidados durante a consulta. Revista da Faculdade de Odontologia de Porto Alegre, Porto Alegre, v. 47, n. 3. p. 5-9. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/RevistadaFaculdadeOdontologia/article/view/2997>. Acesso em: 31 out. 2017.

SURESH, L.; RADFAR, L. Pregnancy and lactation. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod., St. Louis, MO, v. 97, n. 6, p. 672-682, 2004.

Texto: Clarissa Simioni e Hanin Mohammed

Revisão: Rosely Andrade, Otávio Pereira D’Avila – CRO RS: 17387, Vinicius Carrard – CRO RS: 12394 e Alexandre Baumgarten – CRO RS: 22270

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Higiene bucal

A perda dentária é causada por cáries e doença periodontal em 90% dos casos, então você precisa evitá-los (Yoshii et al, 2017).

A placa dentária é uma causa de cáries e doença periodontal (Yoshii et al, 2017).

Escovar os dentes é de extrema importância para evitar doenças nas gengivas, cárie e mau hálito.

Precisamos limpar os dentes não só para remover restos alimentares e sim para remover o biofilme bacteriano que forma sobre a superfície de nossos dentes.

Mas o que é o biofilme bacteriano?

Todos nós temos bactérias na boca, estas bactérias se alimentam de substâncias como açúcares, carboidratos (inclusive medicações adocicadas) e se proliferam e se aderem a superfície dos dentes. Assim se forma uma placa bacteriana sobre a superfície dos dentes que chamamos de biofilme.

O biofilme dentário, quando não removido, causa doenças como a cárie, inflamação nas gengivas (sangramento, mal hálito) e estas doenças pode levar até a perda dentária.

Para remover o biofilme bacteriano que forma sobre os nossos dentes e evitar doenças é simples: basta remove-lo com escovação e fio dental. A correta remoção mecânica do biofilme é de extrema importância, só assim você não terá cárie e doença periodontal (doença nas gengivas)

Como higienizar seus dentes e remover o biofilme bacteriano de forma eficaz para não ter doenças?

Você precisará contar com:

Uma ESCOVA MACIA e de cabeça PEQUENA. A escovação removerá o biofilme das superfícies mais externas dos dentes. E a placa que se forma entre o dente e o contorno da gengiva.

E fio dental. Fio dental é um item importantíssimo na remoção da placa bacterina, pois ele remove as bactérias e restos alimentares onde a escova não chega, que é na lateral do dente em que chamamos de área proximal dos dentes.

Existe também escovas especiais para auxiliar na limpeza dos dentes. São elas:

– Interdental: quando há espaços maiores entre os dentes em que o fio dental não fica justinho. A interdental entrará em melhor contato na superfície lateral do dente em que a escova dental comum não alcança

– unitufo: importante para alcançar regiões que a escova comum não alcança como um dente bem de trás ou um dente que não tem o dente vizinho coladinho nele (fica difícil acessar com a escova comum virando ela para as cerdas alcançarem).

Técnicas de escovação

Existem várias técnicas de escovação, porém a mais indicada é a de Bass, na qual a escova é aplicada com um ângulo de 45º em relação ao longo eixo do dente, pressionada contra a gengiva marginal penetrando no sulco gengival.

Passo a passo:

Crie uma ordem de começo ao fim, utilize sempre esta mesma ordem para não esquecer de escovar nenhuma face dos dentes. Dica: Na arcada superior inicie pela parte superior direita pela frente dos dentes, volte limpando por dentro da esquerda para a direita. E por fim a parte de cima. Depois vá para arcada inferior direita, limpando a superfície externa, volte limpando por dentro da esquerda para a direita e por fim a parte de cima dos molares e pré-molares.

1- Incline a escova em 45 º de modo que acesse o dente e o começo da gengiva 2-Realize movimentos curtos para frente e para trás, cerca de 20 movimentos.

3-percorra toda a superfície externas dos dentes (face vestibular)

4- posteriormente faça os movimentos na superfície interna (face lingual ou palatina dos dentes)

5- Escove também a parte de cima dos dentes, que chamamos de superfície oclusal.

6- Coloque a escova verticalmente para limpar a superfície interna dos dentes anteriores, inferiores e superiores.

7-Escove também a língua, pois os restos alimentares e células mortas que ficam sobre a língua casam mau hálito .

Lembrar: a troca da escova deve ser realizada de 4 a 6 meses ou nos primeiros sinais de deformação.

Fio Dental

Corte aproximadamente 40 cm de fio dental, enrole-o nos dedos indicadores, deixando aproximadamente 5 cm de distancia de fio entre m dedo e outro.

Insira entre os dentes deslizando até abaixo da gengiva.

Curve o fio dental em “C” e deslize verticalmente para baixo entre os dentes. Imagine que está lustrando um sapato, os pequenos movimentos de vai e vem ajudam a remover o alimento, e juntamente a este movimento vá trazendo o fio dental para a superfície externa em m movimento de varredura de forma a remover a placa dentária. Repita este processo curvando o fio em “C” no mesmo espaço interdental mas para o lado do dente vizinho.

Utilize partes do fio que não foram usadas. Prossiga realizando estes movimentos entre todos os dentes.

SILVA, S. C.; A. H. S. D., LINS; TOSCANO, D. A. Prevenção periodontal: controle mecânico de placa. Revista Periodontia, Rio de Janeiro, v. 6, p. 43-47, Supl., 1997. Disponível em: <http://www.revistasobrape.com.br/arquivos/1997/PERIODONTIA%20-%20VOLUME%2006%20-%20SUPLEMENTO%20-%201997%20ok.pdf>. Acesso em: 31 out. 2017.

DALY, C. G.; CHAPPLE, C. C.; CAMERON, A. C. Effect of toothbrush wear on plaque control. Journal of Clinical Periodontology, Malden, MA, v. 23, n. 1, p. 45-49, 1996. Disponível mediante login e senha em: <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1600-051X.1996.tb00503.x/epdf>. Acesso em: 31 out. 2017.

TUNES, U. R.; RAPP, G. E. Atualização em periodontia e implantodontia.  Porto Alegre: Editora Artes Médicas, 1999. p. 3-13.

YOSHII, H. et al. Effects of an educational intervention on oral hygiene and self-care among people with mental illness in Japan: a longitudinal study [Internet]. BMC Oral Health. London, v. 17, p. 81, 2017. Doi:  10.1186/s12903-017-0372-7. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5408366/?report=reader>. Acesso em: 31 out. 2017.

 

Character design: Carolyne Cabral
Model sheet: Iasmine Nique
Animação: Carolyne Cabral
Narração e dublagem: Carolyne Cabral
Edição de vídeo: Carolyne Cabral
Edição de áudio: Carolyne Cabral
Conteúdo: Hanin Mohammed, Clarissa Simioni e Pâmela de Souza Kargwanski
Revisão: Otávio Pereira D’Avila – CRO RS: 17387, Vinicius Carrard – RS-CD-12394 e Ana Paula Borngraber Corrêa

 

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Antioxidantes auxiliam na prevenção e progressão da catarata?

Dentro dos nossos olhos há uma lente natural transparente, chamada de cristalino, que ajuda a focar a luz, ou uma imagem, na retina.  Em um olho normal, a luz passa através do cristalino para a retina. Uma vez que atinge a retina, a luz é transformada em sinais nervosos que são enviados para o cérebro. Quando o cristalino estiver opaco, será visto uma imagem borrada ou menos colorida, diminuindo a visão (BOYD, 2017; CBO, 2014).

Em 2013, a proporção de idosos diagnosticados com catarata, em uma ou ambas as vistas, atingiu 28,7% da população brasileira com 60 anos ou mais, o equivalente a 7,6 milhões de pessoas. Ou seja, de cada cem idosos, cerca de 29 apresentavam o problema ocular. As maiores taxas foram registradas nas regiões Nordeste (31,9%) e Centro-Oeste (33,7%) e a menor na região Sul (21,8%) (IBGE, 2015).

Além da visão turva, os sinais e sintomas que podem ser identificados em pessoas com catarata são: vista dupla, excessiva sensibilidade à luz, dificuldade em ver bem à noite ou necessidade de maior luminosidade para ler, visão com cores esmaecidas ou amareladas (BOYD, 2017). Embora existam outros tipos de catarata, a maioria está relacionada ao envelhecimento. A prevalência de catarata devido ao envelhecimento pode comprometer quase metade das pessoas entre 65-74 anos e chegar a 73,3% nos indivíduos acima de 75 anos. (AVILA, 2015). Além da idade, outros fatores – como tabagismo, uso de álcool e exposição excessiva aos raios solares – podem contribuir para o desenvolvimento de catarata, já que o efeito do sol, do tabaco e da bebida alcoólica favorecem a produção de radicais livres, danificando nossas células (BOYD, 2017; CHORILLI, 2007).

(BOYD, 2017). Muitos alimentos são ricos em antioxidantes, porém não há evidências de que a suplementação de vitaminas antioxidantes previne ou retarda a progressão da catarata relacionada à idade (MATHEW, 2012; GRITZ, 2006; AGE-RELATED EYE DISEASE STUDY RESEARCH GROUP, 2001; NATIONAL EYE INSTITUTE’S, 2001).

Entretanto, se sabe que alimentos antioxidantes fazem parte de uma alimentação saudável. Uma alimentação e hábitos de vida adequados são essenciais para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis e promoção de um envelhecimento saudável (NEI, 2015). Os antioxidantes podem ser encontrados em frutas e verduras, especialmente aquelas ricas em vitamina A, C e E, selênio e flavonoides, como por exemplo: folhas verdes, frutas, oleaginosas, como as castanhas, aveia, feijões, vegetais alaranjados, avermelhados e roxos e peixes do mar.

A melhor maneira de consumir alimentos ricos em antioxidantes naturais é incluí-los na alimentação do dia-a-dia de forma variada. Vale lembrar que, além da antioxidação, esses alimentos trazem muitos outros benefícios para a saúde, como manutenção e desenvolvimento de tecidos epiteliais, reprodução, desenvolvimento embrionário, crescimento, função imune, retardo do envelhecimento e proteção para doenças crônicas não transmissíveis (SANTOS, 2013). Dessa forma, manter uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados, além de obter os nutrientes que esses alimentos possuem, ainda previne diversas doenças (BRASIL, 2014).

Afora a alimentação, o uso de óculos e chapéu ao sair ao sol, a cessação do tabagismo e a redução da ingestão de bebida alcoólica também podem auxiliar na diminuição da formação de radicais livres, (NEI, 2015).

Se você tem mais de 60 anos, é importante que faça exames periodicamente, com o objetivo de rastrear não somente a catarata, mas outras doenças oculares relacionadas à idade. A detecção e tratamento precoce pode evitar a catarata  e a cegueira.

O diagnóstico da catarata e a recomendação do tratamento devem ser feitos pelo médico oftalmologista, através de exames específicos (BOYD, 2017).

Médicos da Atenção Básica/Atenção Primária do Rio Grande do Sul podem contar com o telediagnóstico em oftalmologia do TelessaúdeRS-UFRGS. Através de solicitação, o paciente será avaliado e o laudo enviado pelo oftalmologista ao médico solicitante com orientações de conduta. Saiba mais!

Referências

AGE-RELATED EYE DISEASE STUDY RESEARCH GROUP. A randomized, placebo-controlled, clinical trial of high-dose supplementation with vitamins C and E and beta carotene for age-related cataract and vision loss: AREDS report no. 9. Archives of Ophthalmology, Chicago, v. 119, n. 10, p. 1439-52, 2001.

AVILA, M.; ALVES, M. R.; NISHI, M. As condições de saúde ocular no Brasil. São Paulo: Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 2015. Disponível em: <http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/Condicoes_saude_ocular_IV.pdf>. Acesso em: 23 out. 2017.

BOYD, K. ¿Qué Son las Cataratas? [Internet]. San Francisco: American Academy of Ophthalmology, 2017. Disponível em: <https://www.aao.org/salud-ocular/enfermedades/que-son-las-cataratas>. Acesso em: 25 set. 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

CHORILLI, M.; LEONARDI, G. R.; SALGADO, H. R. N. Radicais livres e antioxidantes: conceitos fundamentais para aplicação em formulações farmacêuticas e cosméticas. Revista Brasileira de Farmácia, Rio de Janeiro, v. 88, n.3, p. 113-118, 2007. <http://rbfarma.org.br/files/PAG_113a118_RADICAIS.pdf>

CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA. VejaBem, CBO em Revista, São Paulo, v. 3, n. 2, 2014. Disponível em:  <http://www.cbo.com.br/novo/geral/pdf/revista-03.pdf>. Acesso em: 25 set. 2017.

, D. C.et al. The Antioxidants in prevention of cataracts study: effects of antioxidant supplements on cataract progression in South India. British Journal of Ophthalmology, London, v. 90, n. 7, p. 847-851, 2006.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional de Saúde: 2013: ciclos de vida: Brasil e grandes regiões. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv94522.pdf>. Acesso em: 23 out. 2017.

NATIONAL EYE INSTITUTE’S. Antioxidant vitamins and zinc reduce risk of vision loss from age-related macular degeneration [Internet]. Bethesda, MD: NEI, 2001. Disponível em: <https://nei.nih.gov/news/pressreleases/101201>. Acesso em: 20 out. 2017.

NATIONAL EYE INSTITUTE’S. Facts about cataract [Internet]. Bethesda, MD: NEI, 2015. Disponível em: <https://nei.nih.gov/health/cataract/cataract_facts>. Acesso em: 20 out. 2017.

SANTOS, M. P. O papel das vitaminas antioxidantes na prevenção do envelhecimento cutâneo. Ijuí: Unijuí, 2013. <http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/1571/TCC-Mirelli-P-dos-Santos.pdf?sequence=1>

MATHEW, M. C. et al. Antioxidant vitamin supplementation for preventing and slowing the progression of age-related cataract. The Cochrane Database of Systematic Reviews, Oxford, 2012, 6: CD004567. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4410744/pdf/nihms511582.pdf>. Acesso em: 23 out. 2017.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global initiative for the elimination of avoidable blindness: Action plan 2006-2011 [Internet]. Geneva: WHO, 2007. Disponível em: <https://www.iapb.org/wp-content/uploads/VISION-2020-Action-Plan-2006-2011.pdf>. Acesso em: 19 out. 2017.

Texto: Andreza Vasconcelos

Revisão: Rosely Andrade, Camila Hofstetter Camini,  Sabrina Dalbosco Gadenz – CRN: 8594D e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

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Saúde bucal do Idoso

Com o expressivo aumento da expectativa de vida nas últimas décadas, o envelhecimento populacional se tornou assunto importante nas questões de saúde pública. A partir daí, diversos estudos passaram a definir os cuidados específicos de saúde na terceira idade, promovendo o envelhecimento ativo, ou seja, levando em conta a saúde física, mental e social do idoso. Neste contexto, e reconhecendo a saúde bucal como agente fundamental para a manutenção da saúde integral na terceira idade, buscamos aqui pontuar algumas dicas de cuidados odontológicos.

 

Higienização

Manter a higiene da boca é fundamental para a saúde do idoso. A escovação deve ser realizada após as refeições. Recomenda-se o uso de escova de haste longa, cabeça pequena, cerdas macias e cabos adaptáveis para facilitar o manuseio. O creme dental deve conter flúor. Uma quantidade de creme do tamanho de uma ervilha é suficiente para higienização. A utilização de fio dental e a limpeza da língua também são indispensáveis e combatem o mau hálito. Escovar a língua é muito mais eficiente do que usar enxaguante bucal. A tarefa deve ser feita uma vez ao dia, preferencialmente em horários noturnos.

 

Uso de próteses ou dentaduras

É comum a pessoa idosa utilizar próteses dentárias ou dentaduras. Para manutenção de sua saúde bucal, são necessários alguns cuidados básicos. As próteses totais devem sempre ser retiradas, à noite, antes de dormir. A não remoção pode ser prejudicial e auxiliar no desenvolvimento de doenças na mucosa. A higienização deve ocorrer, após as refeições, da seguinte forma:

 

  1. higienização mecânica – retirar a prótese e escová-la com sabão neutro ou dentifrício. A escova utilizada deve ser macia. Limpe a mucosa (bochecha, céu da boca, gengivas, lábios) com o auxílio de uma gaze.
  2. higienização química – a prótese deve ser limpa e imersa em um copo de água com hipoclorito de sódio, conforme as orientações do dentista.

Boca seca

A xerostomia (boca seca) é um incomodo recorrente na terceira idade, ocasionado por alterações nas glândulas salivares, que reduzem a produção de saliva. Conforme estudos, dentre os idosos que relatam ter boca seca, 90% fazem uso de medicamentos para doenças cardiovasculares e/ou apresentam diabetes. Muitos idosos nessa situação tendem a evitar contato social devido à dificuldade em falar, halitose e dor decorrente da secura das mucosas.
Para o tratamento da xerostomia, o Sistema Único de Saúde (SUS) não fornece a saliva artificial. Portanto, o idoso deve estimular o fluxo salivar bebendo mais água. Quanto à dieta, recomenda-se o consumo de alimentos mais duros – como cenoura e queijo curado – e que contenham mais quantidade de água. Além disso, orienta-se o uso de solução de água com limão para bochecho, chicletes sem açúcar ou com xilitol. Vale ainda destacar que a diminuição do fluxo salivar pode influenciar no aparecimento de cáries.

Os cuidados odontológicos listados são úteis para a manutenção da saúde bucal na terceira idade. As recomendações podem ser seguidas, mas é necessário ir ao dentista para avaliar os casos individualmente.

 

 

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderneta de saúde da pessoa idosa. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

CATÃO, C. D. S. et al. Eficiência de substâncias químicas na remoção do biofilme em próteses totais. Revista de Odontologia da UNESP, Araraquara, SP, v. 36, n. 1, p. 53-60, 2007.

COSTA, E. H. M.; SAINTRAIN, M. V. L.; VIEIRA, A. P. G. F. Autopercepção da condição de saúde bucal em idosos institucionalizados e não institucionalizados. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, n. 6, p. 2925-2930, 2010.

ROCHA, D. A.; MIRANDA, A. F. Atendimento odontológico domiciliar aos idosos: uma necessidade na prática multidisciplinar em saúde: revisão de literatura. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 16, n.1, p.181-189, 2013.

ROSA, L. B. et al.  Odontogeriatria – a saúde bucal na terceira idade. Revista da Faculdade de Odontologia, RFO, Passo Fundo, RS, v. 13, n. 2, p. 82-86, 2008.

VARGAS, A. M. D.; VASCONCELOS, M.; RIBEIRO, M. T. F. Saúde bucal: atenção ao idoso. Belo Horizonte: Nescon/UFMG, 2011.

Texto: Vitória Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Ana Paula Borngraber Correa, Camila Hofstetter Camini, Pâmela de Souza Kargwanski, Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631 e Otávio Pereira D’Avila – CRO RS: 17387

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Será que é fome ou sede?

Por que é importante beber água regularmente?

A água é essencial para a vida. É possível sobreviver algumas semanas sem alimento, mas sem água, sobreviveríamos poucos dias. Nosso corpo, em média, é constituído por 60% de água, podendo variar de acordo com o sexo e ciclo da vida.

Quanto beber?

Cada pessoa tem uma necessidade hídrica que varia de acordo com diversos fatores. Entre os quais estão: a idade, o peso, a prática de atividade física e o clima e a temperatura do ambiente onde vive. Uma ingestão diária de água de 3,7 l para homens adultos e 2,7 l para mulheres adultas atende às necessidades da grande maioria das pessoas. Essa quantidade deve vir predominantemente do consumo de água pura e da água contida nos alimentos e preparações culinárias. Os alimentos in natura e minimamente processados, como por exemplo, o leite e a maior parte das frutas contêm entre 80% e 90% de água e um prato de feijão com arroz é constituído de dois terços de água. Os alimentos ultraprocessados, como por exemplo, um salgadinho de pacote ou bolachas recheadas possuem menos de 5% de água. Outras bebidas como refrigerante, refrescos, possuem água, mas não boas opções pela alta quantidade de açúcar e aditivos.

Dessa forma, uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados pode fornecer aproximadamente metade da água necessária diariamente. Divida a quantidade restante entre 7 a 9 copos de 200 ml, por exemplo, a cada duas ou três horas, ao longo do dia.

As mudanças fisiológicas que ocorrem durante a gestação e lactação fazem com que as necessidades de consumo de água aumentem. Os idosos também são mais suscetíveis à desidratação e devem receber atenção especial. Para praticantes de atividade física, também deve haver recomendações específicas e individualizadas para hidratação.

Vale lembrar que tanto a água para beber quanto para cozinhar deve ser potável. A água fornecida pela rede pública de abastecimento deve atender a esses critérios, mas, na dúvida, filtrá-la e fervê-la antes do consumo garante sua qualidade.

Quais sinais e sintomas da desidratação?

A sede é o primeiro sinal de desidratação. Entretanto, outros sinais e sintomas também podem ser indicativos de desidratação, como por exemplo: boca seca, fadiga, tontura e turgor frouxo (ao beliscar a pele, ela demora para retornar ao normal). A coloração da urina também pode refletir a hidratação corporal. Urina mais escura em pessoas saudáveis, pode significar pouca água para diluir as toxinas e impurezas a serem eliminadas. A falta de água no organismo também pode resultar em pele e cabelos ressecados, intestino preso e cálculo renal.

Fome ou sede?

A sede e a fome interagem entre si. Como muitos alimentos contêm água, comer pode ajudar a satisfazer a sede, assim como muitos líquidos fornecem calorias e podem saciar a fome. Dessa forma, pode haver confusão ao identificar se estamos sentindo fome ou sede. Preste atenção aos sinais que seu corpo dá quando está com fome. A fome normalmente surge após umas horas depois da última refeição. Além disso, não espere sentir sede para beber água.

Como aumentar a ingestão de água?

Algumas pessoas têm dificuldade de beber água in natura. Existem estratégias que podem auxiliar a atingir a recomendação diária:                                                                  

  • Deixar uma garrafinha com água próximo pode ajudar a lembrá-lo de beber água.
  • Se preferir, pode acrescentar na água rodelas de limão ou folhas de hortelã, por exemplo.
  • Chás de ervas sem cafeína, como hortelã e cidreira, sem açúcar, também são opções.
  • Evitar café, chá preto e chimarrão em excesso, pois são diuréticos (diuréticos promovem a excreção renal de água e eletrólitos)
  • Sucos podem servir para a hidratação, mas é preciso ter cuidado, pois geralmente são bastante calóricos, prefira sempre a fruta na sua forma íntegra, que além de ser menos calórica, proporciona maior saciedade.
  • Existem aplicativos para smartphones que podem programar seu celular para não esquecer de tomar água.

Referências:

ARANCETA-BARTRINA, J. et al. Conclusions of the II International and IV Spanish Hydration Congress. Toledo, Spain, 2nd-4th December, 2015. Nutrición Hospitalaria, Madrid, v. 33, n. 3, p. 308, 2016.

BENELAM, B.; WYNESS, L. Hydration and health: a review. Nutrition Bulletin, London, v. 35, p. 3-25, 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição: material de apoio para profissionais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

CHANG, T. Inadequate hydration, BMI, and obesity among US adults: NHANES 2009–2012. Annals of Family Medicine, Leawood, KS, v. 14, n. 4, p. 320-324, 2016.

COE FL, EVAN A, WORCESTER E. Kidney stone disease. J Clin Invest. 2005;115:2598-608.

DENNETT, C. Hunger vs. thirst: Are you eating when you should be drinking? [Internet]. The Seattle Times, Seattle, WA, February 28, 2017.Disponível em: http://www.seattletimes.com/life/wellness/hunger-vs-thirst-are-you-eating-when-you-should-be-drinking/>. Acesso em: 3 out. 2017.

EL-SHARKAWY, A.M.; SAHOTA, O.; LOBO, D. N. Acute and chronic effects of hydration status on health. Nutrition Reviews, Washington, D. C., v. 73, Suppl 2, p. 97-109, 2015.

HEILBERG IP. Update on dietary recommendations and medical treatment of renal stone disease. Nephrol Dial Transplant. 2000;15:117-23.

HÖNOW R, LAUBE N, SCHNEIDER A, KESSLER T, HESSE A. Influence of grapefruit-, orange- and apple-juice consumption on urinary variables and risk of crystallization. Br J Nutr. 2003;90:295-300.

IOM. Institute of Medicine (USA). Guidelines for drinking-water quality Institute of Medicine (IOM) 2004.

JÉQUIER, E.; CONSTANT, F. Water as an essential nutrient: the physiological basis of hydration. European Journal of Clinical Nutrition, London, v. 64, n. 2, p. 115-123, 2010.

GIL, A. Hydration and health. Nutrición Hospitalaria, Madrid, v. 32, p. 1-58, 2015.

MCKIERNAN, F.; HOUCHINS, J. A.; MATTES, R. D. Relationships between human thirst, hunger, drinking, and feeding. Physiology and Behavior, Oxford, v. 94, n. 5, p. 700-708, 2008.

OTTEN, J. J.; HELLWIG, J. P.; MEYERS, L. D. IOM: Dietary Reference Intakes for Water. In: OTTEN, J. et al. Dietary reference intakes: essential guide nutrient requirements. Washington DC: National Academic Press, 2006. p.156 – 176.

PINHEIRO, A., LACERDA, E., BENZECRY, E., GOMES, M., COSTA, V. Tabela para avaliação de consumo alimentar em medidas caseiras. 4ª ed, Atheneu, 2001.

POPKIN, B. M.; D’ANCI, K. E.; ROSENBERG, I. H. Water, hydration, and health. Nutrition Reviews, Washington, D. C., v. 68, n. 8, p. 439-458, 2010.

SAWKA, M. N.; CHEUVRONT, S. N.; CARTER, R. Human Water Needs. Nutrition Reviews, Washington, D. C., v. 63, Suppl. 1, p. S30-S39, 2005.

Tabela brasileira de composição de alimentos / NEPA – UNICAMP.- 4. ed. rev. e ampl.. — Campinas: NEPA- UNICAMP, 2011. 161 p.

Médicos da Atenção Básica/Atenção Primária do Rio Grande do Sul que tiverem dúvidas sobre diagnóstico e manejo de doenças podem solicitar uma teleconsultoria pelo 0800 644 6543. Outros profissionais de saúde do Estado e  deste nível de atenção podem solicitar teleconsultoria pela Plataforma de Telessaúde/MS. Saiba mais!

Texto: Andreza Vasconcelos

Revisão: Rosely Andrade,  Camila Hofstetter Camini, Sabrina Dalbosco Gadenz – CRN: 8594D e Carlos André Aita Schmitz – CRM RS: 25631

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Medicamentos genéricos, similares e de referência

Os medicamentos genéricos foram regulamentados no Brasil no final dos anos 90 com o objetivo de promover a regulação do mercado farmacêutico nacional e permitir à população acesso ampliado a medicamentos de qualidade, seguros e eficazes. Com essa legislação foi possível disponibilizar medicamentos a preços mais acessíveis, pois os genéricos devem ser disponibilizados, no mínimo, 35% mais baratos em relação aos medicamentos de referência.

Cerca de duas décadas após a aprovação da legislação que instituiu a Política de Medicamentos Genéricos no país, ainda existem dúvidas referentes às diferenças entre medicamentos de referência, similar e genérico. Com base nisso, resumimos, a seguir, algumas das principais características dos três tipos de fármacos:

  • Medicamento de referência é aquele inovador e que possui testes e certificação de qualidade, eficácia e segurança. Esse tipo de medicamento possui um nome comercial, ou seja, uma marca reconhecida.
  • Medicamento similar é aquele que possui o mesmo ou os mesmos princípios ativos do medicamento de referência, apresenta a mesma forma farmacêutica, mesma concentração, administrado pela mesma via, com a mesma posologia e indicação terapêutica, podendo variar apenas no tamanho e no formato, nas embalagens, nas rotulagens, no veículo (o meio líquido onde o princípio ativo está disperso) e no excipiente (substância inerte incorporadas como veículo). Deve estar sempre identificada por nome comercial ou marca.
  • Medicamento genérico deve ser igual ao medicamento de referência. Ele se diferencia do medicamento similar pois não possui marca comercial e é nominado pelo DCB (Denominação Comum Brasileira) ou, na sua ausência, pela DCI (Denominação Comum Internacional). Portanto é identificado pelo fármaco ou princípio farmacologicamente ativo presente no medicamento.

Em todas as modalidades de medicamentos, é necessário o reconhecimento pelo órgão federal responsável e compatibilidade nos efeitos terapêuticos, uma vez que as fórmulas devem ser idênticas.

O medicamento genérico foi criado com o intuito de ser intercambiável com o medicamento de referência, ou seja, este pode ser substituído pelo seu genérico de forma segura e sem alterações nos efeitos e eficácia. Desde 2014, alguns medicamentos similares também podem ser intercambiáveis. Para isso, é necessário comprovar eficácia e segurança junto à ANVISA e constar na lista disponibilizada pela instituição. Entretanto, o medicamento similar não pode ser intercambiável com outro similar ou com um genérico e vice versa, uma vez que os estudos são aplicados em relação ao medicamento de referência, como mostra o gráfico a seguir:

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É necessário destacar que, de acordo com a RDC 16/07 da ANVISA, a intercambialidade dos medicamentos pode ser feita pelo farmacêutico na aquisição do medicamento, a não ser que o profissional prescritor restrinja a substituição do medicamento de referência. Caso não houver restrições, a escolha entre o medicamento de referência e o similar ou genérico deve ser feita pelo paciente.

 

Referências:

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA [Internet]. Brasília: Anvisa, 2017. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br>. Acesso em: 3 out. 2017.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução – RDC nº 16, de 2 de março de 2007. Aprova regulamento técnico para medicamentos genéricos. Diário Oficial da União, Brasília, 5 março de 2007, Seção 1 [republicada no DOU de 21 de agosto de 2006].

BRASIL. Lei n. 9.787. Altera a Lei n. 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, Seção 1, p. 1, 11 fev. 1999. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/legis/leis/9787.htm>. Acesso em: 29 set. 2017.

DIAS, C. R. C.; ROMANO-LIEBER, N. S. Processo da implantação da política de medicamentos genéricos no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 22, n. 8, p. 1661-669, ago.  2006. Disponível em:

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2006000800014&lng=en&nrm=iso>. Acesso em:  3 out. 2017.

 

Médicos da Atenção Básica/Atenção Primária do Rio Grande do Sul que tiverem dúvidas sobre diagnóstico e manejo de doenças podem solicitar uma teleconsultoria pelo 0800 644 6543. Outros profissionais de saúde do Estado e  deste nível de atenção podem solicitar teleconsultoria pela Plataforma de Telessaúde/MS. Saiba mais!

 

Texto: Vitória Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Ana Paula Borngraber Correa, Camila Hofstetter Camini e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

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Doação de medula óssea

Há casos em que pacientes necessitam de transplante de órgãos para alcançar a cura. No caso da medula óssea, a doação pode ser feita em vida e por qualquer indivíduo com boas condições de saúde que tenham entre 18 à 55 anos.

A medula óssea é um tecido esponjoso, conhecido popularmente como tutano. Esse tecido é responsável pelo desenvolvimento dos componentes sanguíneos como os leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas. O transplante de medula óssea é indicado em diversas doenças e por isso há grande necessidade de doadores.

Para ser doador é necessário se cadastrar nos hemocentros dos estados e se enquadrar nos seguintes requisitos:

  • ter entre 18 e 55 anos*;
  • estar em boas condições de saúde;
  • não ter doenças infecciosas ou incapacitantes.

A doação pode ser feita de duas formas. A primeira, mais comum, é realizada em centro cirúrgico, sob anestesia, e exige a internação do doador por, no mínimo, 24 horas. Neste caso, o procedimento é feito por meio de punções e leva, em média, entre 60 minutos a 90 minutos. O outro método é feito através da coleta por aférese. Antes de realizar a doação, o doador deve, durante cinco dias, fazer uso de uma medicação que estimula o aumento de células-tronco circulantes no sangue. Neste caso, não há necessidade de internação nem de anestesia. A decisão sobre a técnica a ser utilizada na doação é definida pela equipe médica do hospital a partir da análise de cada caso.

* Menores de 18 anos podem doar apenas com o consentimento de ambos os pais e com autorização judicial.

Referências

PORTAL BRASIL. Saiba quais órgãos podem ser doados ainda em vida [Internet]. Brasília: Governo Federal, 2016. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/saude/2016/10/saiba-quais-orgaos-podem-ser-doados-ainda-em-vida>. Acesso em: 18 set. 2017.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Informações sobre a doação de medula óssea: passo a passo para se tornar um doador [Internet]. Rio de Janeiro: INCA, 2017.  Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/orientacoes/site/home/informacoes_sobre_doacao_de_medula_ossea>. Acesso em: 18 set. 2017.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea: conheça o REDOME. [Internet]. Rio de Janeiro: INCA, 2017.  Disponível em: <http://redome.inca.gov.br/o-redome/conheca-o-redome/>. Acesso em: 18 set. 2017.

 

Texto: Vitória Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Ana Paula Borngraber Correa, Camila Hofstetter Camini e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

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A doação de órgãos pode ser feita também em vida!

Há casos em que pacientes necessitam de transplante de órgãos para alcançar a cura.

Hoje, dia 27 de setembro, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e o TelessaúdeRS-UFRGS relembra a importância da doação. Além dos órgãos doados por pessoas diagnosticadas com morte encefálica, alguns tecidos podem ser doados em vida, como no caso da medula óssea, do rim e de partes do fígado e do pulmão. Entretanto, diferentemente da medula óssea, os outros transplantes só podem ser feitos em vida quando, além de possuir compatibilidade, doador e receptor possuírem parentesco em até quarto grau. Para doações que não envolvam parentesco é exigida uma autorização judicial.

A maioria dos transplantes ainda é realizada com órgãos de doadores falecidos. Se você quer se declarar um possível doador, é extremamente necessário informar familiares e amigos sobre seu desejo. Muitos órgãos não são doados devido à negativa familiar para a doação. Conforme dados divulgados pela ABTO, relativos a 2016, a taxa de não autorização familiar chegou a 43% no ano.

Fonte Ministério da Saúde e Associação Brasileira de Transplante de órgãos.

 

Referências:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS. Dimensionamento dos transplantes no Brasil e em cada estado (2009-2016) [Internet]. RTB, Registro Brasileiro de Transplantes, São Paulo, n. 4, 2016. Disponível em:

<http://www.abto.org.br/abtov03/Upload/file/RBT/2016/RBT2016-leitura.pdf>. Acesso em: 18 set. 2017.

PORTAL BRASIL. Saiba quais órgãos podem ser doados ainda em vida [Internet]. Brasília: Governo Federal, 2016. Disponível em:

<http://www.brasil.gov.br/saude/2016/10/saiba-quais-orgaos-podem-ser-doados-ainda-em-vida>. Acesso em: 18 set. 2017.

Texto: Vitória Pacheco

Revisão: Rosely Andrade, Ana Paula Borngraber Correa, Camila Hofstetter Camini e Carlos André Aita Schmitz  – CRM RS: 25631

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Síndrome do olho seco e nutrição

As lágrimas são constituídas por lipídeos, água, muco e diversas proteínas que mantêm a superfície do olho protegida do meio externo (BISHOP, 2017). Elas são essenciais para a saúde e conforto dos nossos olhos. Cada vez que você pisca, uma camada de lágrimas, chamada de filme lacrimal, se espalha sobre o olho (BOYD, 2017).

O filme lacrimal possui três camadas (BOYD, 2017):

Oleosa: é a parte externa e evita que as lágrimas se evaporem com muita rapidez.

Aquosa: é a camada intermediária e nutre a córnea e a conjuntiva, mucosa que cobre toda a frente do olho e o interior das pálpebras.

Mucosa: é a camada mais interna e une a água da camada aquosa para garantir que o olho permaneça molhado.

Quando há diminuição da produção de lágrimas, ou aumento da evaporação, ou ainda desequilíbrio na sua composição, pode ocorrer o que chamamos de síndrome do olho seco.  Os sintomas mais comuns são sensações de ferroadas ou queimação; sensação de areia ou de que o olho está arranhado. Além disso pode haver vermelhidão e ardência, dor ao utilizar lentes de contato e sensibilidade à luz (BISHOP, 2017; BOYD, 2017). O olho seco também prejudica a acuidade visual.

Alguns fatores podem aumentar o risco de ter olho seco, como por exemplo: uso de alguns medicamentos, idade avançada, lúpus, artrite reumatoide, diabetes, distúrbios da tireoide, deficiência de vitamina A, lugares secos, alergias sazonais, períodos prolongados de leitura ou uso de aparelhos eletrônicos, tabagismo ou exposição à fumaça do cigarro e dietas pobres em ácidos graxos essenciais (BISHOP, 2017; VIMONT, 2016). O diagnóstico da síndrome deve ser feito pelo médico oftalmologista, através de exames específicos (YANOFF e DUKER, 2014).

Além do uso de colírios lubrificantes, algumas estratégias podem ser utilizadas para a redução de sintomas (BISHOP, 2017):

  • redução no período de uso de eletrônicos ou adoção de pequenas pausas, com
  • o fechamento dos olhos por alguns minutos ou piscando repetidamente por alguns segundos.
  • uso de óculos de sol em ambientes externos.
  • cessação do tabagismo e a limitação da exposição ao fumo passivo.
  • mudança de hábitos alimentares.

Como a nutrição pode auxiliar na redução dos sintomas?

Alguns estudos sugerem que o consumo de ácidos graxos ômega-3 pode proporcionar alívio dos sintomas do olho seco ao auxiliar na melhora da função das glândulas que produzem a camada oleosa das lágrimas (BISHOP, 2017; VIMONT, 2016, BHARGAVA, 2013, DEINEMA, 2017).

As principais fontes dietéticas de ômega-3 são peixes – especialmente os de origem marinha, como sardinha e salmão. Outras boas fontes são soja, canola, nozes e sementes de linhaça (MARTIN, 2006).  Para garantir a presença do ômega 3 é importante que o alimento não seja preparado em temperaturas muito altas. Asse ou grelhe o peixe em vez de fritá-lo. A sardinha enlatada tem um bom custo-benefício, pode ser utilizada como parte ou acompanhamento de preparações culinárias (BRASIL, 2014).

A suplementação com ômega-3 pode ser uma alternativa para amenizar os sintomas do olho seco, entretanto, é importante que seja recomendada por um médico ou um nutricionista.

É importante lembrar que uma alimentação saudável é essencial para a prevenção de diversas doenças crônicas. Consuma alimentos in natura e minimamente processados, evite alimentos industrializados e adote hábitos de vida saudáveis (BRASIL, 2014).

REFERÊNCIAS

BHARGAVA, R. et al.. A randomized controlled trial of omega-3 fatty acids in dry eye syndrome. International Journal of Ophthalmology, Xi’an, China, v. 6, n. 6, p. 811-816, 2013.

BISHOP, R. F. About Dry Eye [Internet]. Bethesda, MD: National Eye Institute, jul. 2017. Disponível em: <https://nei.nih.gov/health/dryeye/dryeye>

BOYD, K. What Is Dry Eye? [Internet]. San Francisco: American Academy of Ophthalmology, 2017. Disponível em: <https://www.aao.org/eye-health/diseases/what-is-dry-eye>. Acesso em; 15 set. 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

DEINEMA, L. A. et al. A Randomized, double-masked, placebo-controlled clinical trial of two forms of omega-3 supplements for treating dry eye disease. Ophthalmology, Rochester, v. 124, n. 1, p. 43-52, 2017.

VIMONT, C.. Can Fish Oil Help Dry Eye?. American Academy of Ophthalmology, San Francisco, CA: AAO, 2016. Disponível em: <https://www.aao.org/eye-health/tips-prevention/does-fish-oil-help-dry-eye>

YANOFF, M.; DUKER, J. S. Ophthalmology. 4. ed. . Philadelphia: Elsevier Health Sciences, 2014.

MARTIN, C. A. et al. Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos. Revista de Nutrição, Campinas, v. 19, n. 6, p. 761-770, 2006.

Médicos da Atenção Básica/Atenção Primária do Rio Grande do Sul podem contar com o telediagnóstico em oftalmologia do TelessaúdeRS-UFRGS. Através de solicitação, o paciente será avaliado e o laudo enviado pelo oftalmologista ao médico solicitante com orientações de conduta. Saiba mais!

 

Texto: Andreza Vasconcelos

Revisão: Rosely Andrade, Ana Paula Borngraber Correa,  Camila Hofstetter Camini, Aline Lutz de Araujo.

Responsável técnica: Sabrina Dalbosco Gadenz – CRN: 8594D e Aline Lutz de Araujo – CRM RS: 29001
CRM – RS

 

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Benefícios e cuidados no consumo do Chimarrão

Com a chegada do dia 20 de setembro as tradições gaúchas são ainda mais celebradas e o chimarrão, nossa bebida típica feita a partir da infusão de erva-mate, é mais consumido. Confira os benefícios e cuidados que se deve ter com o consumo do chimarrão diariamente:

 

Benefícios
  1. Promove interação social. Isso porque o chimarrão é uma bebida compartilhada.
  2. Possui ação antioxidante. As substâncias antioxidantes são capazes de impedir danos causados pela oxidação resultante da ação dos radicais livres. O que auxilia na prevenção do envelhecimento precoce e na prevenção de disfunção celular e aparecimento de diversas doenças.
  3. Pode auxiliar na melhora do perfil lipídico. Alguns estudos têm relacionado a erva-mate com a redução do colesterol LDL (o colesterol ruim) e aumento do HDL (colesterol bom).
  4. Possui propriedades diuréticas que auxiliam na diminuição da retenção de líquidos.
  5. É um ótimo estimulante por ser fonte de cafeína.
Cuidados
  1. Ingerir a bebidas ou alimentos acima de 60°C pode potencializar os riscos de câncer no esôfago isso porque, líquidos em temperatura elevada podem causar lesões térmicas na mucosa esofágica de forma repetida. Cuide a temperatura do seu mate!
  2. Verifique a procedência da erva-mate e de preferência para as orgânicas.
  3. Observe o prazo de validade e armazene adequadamente.
  4. Erva-mate pode causar insônia, isso porque entre seus princípios ativos está a cafeína que, ao ser consumida em excesso ou a noite, pode ocasionar problemas no sono.
  5. Por ser diurético, não promove a hidratação. Ou seja, não deve substituir a ingestão de água ao longo do dia.
  6. Deve ser consumido com moderação, em especial por pessoas com hipertensão ou gastrite e por gestantes e lactantes.

 

Referências:

BARROS, S. G. S. et al. Mate (chimarrão) é consumido em alta temperatura por população sob risco para o carcinoma epidermóide de esôfago Arquivos de Gastroenterologia, São Paulo, v. 37,  n. 1, p.25-30, 2000. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0004-28032000000100006>. Acesso em: 18 set. 2017.

BASTOS, D. H. M.; TORRES, E. A. F. S. Bebidas à base de erva-mate (Ilex paraguariensis) e saúde pública. Nutrire, São Paulo, v. 26, p. 77-89, dez., 2003.

BASTOS, D. H. M. et al. Yerba maté: Pharmacological Properties, Research and Biotechnology. Medicinal and Aromatic Plant Science and Biotechnology, [S.l], v. 1, n. 1, p. 37-46, 2007.

BASTOS, D. H. M. et al.  Phenolic Antioxidants Identified by ESI-MS from Yerba Maté.  Molecules, Basel, v. 12, n. 3, p. 423-432, 2012.

BIXBY, M. et al. Ilex paraguariensis extracts are potent inhibitors of nitrosative stress: a comparative study with green tea and wines using a protein nitration model and mammalian cell cytotoxicity. Life Sciences, Oxford, v. 77, n. 3, p. 345-58, 2005.

CARDOZO JR,  E. L.; MORAND, C. Interest of mate (Ilex paraguariensis A. St.-Hil.) as a new natural functional food to preserve human cardiovascular health—A review. Journal of Functional Foods, [S.l.], v. 21, p. 440-454, 2016.

HECK C. I.; DE MEJIA, E. G. Yerba Mate Tea (Ilex paraguariensis): a comprehensive review on chemistry, health implications, and technological considerations. Journal of Food Science, Champaign, v. 79, n. 9, p.R138-R151, 2007.

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Cuidados e orientações com carnes

Confira algumas dicas que devem ser levadas em conta na hora da compra e no armazenamento de carnes vermelhas e brancas:

No momento da compra, você deve OBSERVAR:

a) Presença do selo de inspeção:

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  • Inspeção Federal.
  • Inspeção Estadual.
  • Inspeção Municipal.

b) Embalagem: Carne embalada: deve ter logomarca do serviço de inspeção, com o número de identificação do estabelecimento onde a carne foi processada, datas de processamento e validade do produto e orientações sobre a temperatura de conservação, entre outras informações.

c) Grandes peças de carne: deve ter carimbo de inspeção (de cor azul ou roxa) com o número de identificação do estabelecimento produtor. Caso não tenha essa identificação, exigir a nota fiscal de compra do produto. Observar:

  • Se o produto provém de estabelecimento registrado;
  • Prazo de validade;
  • Embalagem não está danificada;
  • Está devidamente refrigerado.

d) No supermercado: a carne embalada deve estar no balcão ou câmara frigorífica.

e) Na feira ou no açougue: o vendedor deve usar luvas descartáveis, uniforme e cabelos presos ou touca, observar a refrigeração dos produtos e se há registro de órgãos competentes.

f) Condições do estabelecimento:

  • poças de água;
  • embalagens transpiradas;
  • placas de gelo sobre a superfície.

O interior do balcão deve apresentar uma “nuvem de frio”, isso indica temperatura certa de conservação.

Outras características que podem ser avaliadas:

  • Consistência: firme e compacta.
  • Cor: carne vermelha deve estar vermelho clara, carne de aves rosada.
  • Gordura: branca ou amarelo pálido e firme.
  • Aspecto visual: deterioração em carne vermelha é indicada por partes escurecidas ou secas e em aves por manchas esverdeadas ou azuladas.
  • Textura: lisa, nunca pegajosa.
  • Odor: sem mau cheiro.
  • Carne moída: Solicitar moer na sua frente ou se embalada ter selo e data de validade.
  • Dica: Procure deixar os produtos congelados ou refrigerados para o final de suas compras.

Cuidados no armazenamento em casa:

  • Temperatura: Somente deixar na geladeira o que for utilizar no mesmo dia. Caso contrário, devem ser congeladas. Não congele carnes novamente se já tiver descongelado. Após o cozimento pode ser conservada por até 3 meses no congelador.
  • Descongelamento: deve ser na geladeira, ou em microondas se consumo imediato. Nunca descongele o produto em temperatura ambiente.

 

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Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada, RDC nº 52, de 29 de setembro de 2014. Altera a Resolução  RDC  nº  216,  de  15  de setembro  de  2004,  que  dispõe  sobre  o  Regulamento  Técnico  de  Boas  Práticas  para os  Serviços  de  Alimentação. Diário Oficial da União, Brasília, nº 89, seção 1, p. 51. Disponível em:<http://sintse.tse.jus.br/documentos/2014/Out/1/resolucao-nb0-52-de-29-de-setembro-de-2014-altera>. Acesso em em: 24 mar. 2017.

GOVERNO DO RIO DE JANEIRO. PROCON-RJ. Cuidados na compra de alimentos [Internet]. Rio de Janeiro: PROCON, 2012. Disponível em:  <http://www.procon.rj.gov.br/index.php/publicacao/detalhar/31>. Acesso em: 23 mar. 2017.

INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Operação Carne Fraca: Idec cobra providências do Ministério da Agricultura [Internet]. São Paulo: IDEC, 2017. Disponível em: <http://www.idec.org.br/em-acao/em-foco/operaco-carne-fraca-idec-cobra-providencias-do-ministerio-da-agricultura>. Acesso em: 23 mar. 2017.

MINISTÉRIO PÚBLICO DE SANTA CATARINA. Segurança alimentar de produtos de origem animal: Programa de Proteção Jurídico-Sanitária dos Consumidores de Produtos de Origem Animal (POA). Florianópolis: [s.d], MPSC.

RECINE, E.; RADAELLI, P. Cuidados com os alimentos [Internet]. Brasília: UNB, 2002. Disponível em: <http://www.turminha.mpf.mp.br/sei-comprar/para-o-professor/publicacoes/Cuidados-com-os-alimentos.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2017.

SERVIÇO DE INFORMAÇÕES DA CARNE. Inspeção [Internet]. São Paulo: SIC, 2014. Disponível em:  <http://www.sic.org.br/producao-de-carne/inspecao>. Acesso em: 23 mar. 2017.

PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE/SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ABASTECIMENTO. Higiene, armazenamento e conservação de alimentos. Programa de Mobilização e Educação para o consumo Alimentar. Belo Horizonte, 2010. Disponível em: <http://www.pbh.gov.br/smaab/cartilhas/Cartilha_Higiene_e_Conservacao_dos_Alimentos.pdf>. Acesso em: 24 mar. 2017.

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Leishmaniose Visceral: sintomas e cuidados

A Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa grave, não contagiosa, causada pelo parasita do gênero Leishmania. Tem como agente transmissor o inseto conhecido popularmente como mosquito-palha. Ela atinge principalmente cães, mas humanos também podem ser contaminados através da picada do inseto. Não há vacina para Leishmaniose Visceral que possa ser aplicada em humanos. Quando não é tratada, a doença pode ser fatal em 95% dos casos.

Na pessoa infectada, a doença provoca febre prolongada, aumento do baço e do fígado. Pode ocasionar, ainda, palidez e perda de peso. Ao apresentar esses sintomas, o paciente deve ser levado à Unidade de Saúde mais próxima da sua residência para acompanhamento. A medicação é distribuída pelo poder público após a confirmação da doença.

Cuidados e prevenção:            

  • cuidar da limpeza da residência e do quintal;
  • usar telas ou mosquiteiros de 1mm;
  • usar repelente;
  • evitar acúmulo do lixo, restos de alimentos, frutas, folhagens e fezes de animais.

Transmissor da doença

O mosquito-palha é muito pequeno e tem cor palha ou castanho claro. Vive nas proximidade das residências, preferencialmente em locais úmidos, escuros e com acúmulo de material orgânico, por isso a doença ocorre principalmente em zonas periurbanas.

A Leishmaniose Visceral Canina

Nos cães, entre outros sintomas, a doença leva ao emagrecimento progressivo do animal, surgimento de feridas e descamação da pele, queda anormal de pelos, aparecimento de ínguas, crescimento anormal das unhas, inchaço das pernas e sangramento de nariz. Caso o animal apresente algum desses sintomas, é necessário procurar um serviço veterinário. Se houver confirmação da doença, a Secretaria Municipal do município deve ser informada

Cuidado do animal (principalmente animais que tenham acesso a matas nativas, ou  locais em que há casos confirmados da doença):

  • evitar circulação do animal na rua, em especial no início da manhã e no fim da tarde;
  • consultar um médico veterinário para avaliar a necessidade de vacinação contra a doença;
  • se possível, recomenda-se o uso de coleiras repelentes.
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Dicas sobre o teste rápido de HIV para profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde

Dicas sobre o teste rápido de HIV para profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde

Os testes rápidos são cada vez mais utilizados para rastrear doenças infeciosas. O método possui diversas vantagens, entre elas a rapidez do resultado e a leitura do mesmo a olho nu.

O TelessaúdeRS-UFRGS preparou algumas dicas para os profissionais de saúde sobre como realizar o teste rápido de HIV.

  1. Primeiramente é necessário fazer um aconselhamento do paciente. Esta prática tem como objetivo estabelecer vínculo, mapear situações de vulnerabilidade e orientar sobre o teste. O profissional de saúde deve estar preparado e proporcionar um ambiente acolhedor e favorável ao diálogo.

Para realizar o teste, é necessário seguir os seguintes passos:

  1. Coletar algumas gotas de sangue do paciente com a pipeta descartável
  2. Depositar o sangue na área da amostra
  3. Adicionar as substâncias necessárias na área indicada
  4. Aguardar o resultado. Ele sai em menos de 1h
  5. Se o resultado for positivo, duas barras vermelhas aparecerão no recipiente, uma ao lado da letra C (controle) e outra ao lado da letra T (teste).
  6. Se o resultado for negativo, uma barra vermelha aparecerá no recipiente, ao lado da letra C.
  7. Após a realização do teste, o profissional deverá aconselhar o paciente de acordo com o resultado do exame. É necessário garantir o sigilo do indivíduo, explicar o resultado e orientá-lo sobre seu significado. Caso seja negativo, reforçar as orientações sobre prevenção, com o objetivo de evitar futuras exposições de risco. Se for positivo, é indispensável que o profissional de saúde ofereça apoio emocional, além de fornecer informações sobre o resultado, formas de tratamento, encaminhamentos necessários e orientações de prevenção.

Os médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde de todo o Brasil com dúvidas a respeito do tema, podem ligar para o 0800 644 6543.  A ligação é gratuita e as dúvidas são respondidas em tempo real por médicos e enfermeiros.

 

OBS: essas dicas são para exemplificar a facilidade do processo de testagem na Unidade de Saúde. A realização do teste deve ser realizada apenas pelos profissionais capacitados e obedecer as normas de coleta, tampão e tempo de avaliação específica de cada teste.

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Mutirão de Limpeza Comunitária contra o Aedes – Orientações

O mutirão de limpeza comunitária visa o recolhimento de resíduos recicláveis e/ou orgânicos para o controle e eliminação de focos do mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Esta ação deve ser realizada pelo morador e os resíduos (lixo) devem ser recolhidos pelo município ou outra instituição.

Material da campanha RS Contra Aedes

Baixe aqui o material em PDF

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Guia sobre o Mosquito Aedes aegypti

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Guia Mosquito Institucional

Guia Mosquito Institucional em Preto e Branco

Guia Mosquito com Espaço para Logo de Apoio

Guia Mosquito com Espaço para Logo de Apoio em Preto e Branco

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Guia Mosquito Institucional

Guia Mosquito Institucional em Preto e Branco

Guia Mosquito para Logo de Apoio

Guia Mosquito para Logo de Apoio em Preto e Branco

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Guia de Doenças Transmitidas pelo Mosquito Aedes

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Guia Doenças com Espaço para Logo de Apoio

Guia Doenças com Espaço para Logo de Apoio em Preto e Branco

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Guia Doenças Institucional

Guia Doenças Institucional em Preto e Branco

Guia Doenças Institucional para Logo de Apoio

Guia Doenças Institucional para Logo de Apoio em Preto e Branco

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Guia Inseticidas

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Guia Geral com Espaço para Logo de Apoio

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Guia Geral com Espaço para Logo de Apoio

Guia Geral com Espaço para Logo de Apoio em Preto e Branco

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Cartão Aedes Aegypti

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Cartão sobre Aedes Aegypti Institucional

Cartão sobre Aedes Aegypti Institucional em Preto e Branco

Cartão sobre Aedes Aegypti com Espaço para Logo de Apoio

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Cartão sobre Aedes Aegypti Institucional

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Cartão sobre Aedes Aegypti com Espaço para Logo de Apoio

Cartão sobre Aedes Aegypti com Espaço para Logo de Apoio em Preto e Branco

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Calendário Nacional de Vacinação TelessaúdeRS-UFRGS

Atualizado em outubro de 2018.

Revisado em outubro de  2018.

Clique aqui para baixar o pdf

 

Seguem abaixo recomendações gerais do calendário de vacinação 2018:

 

  • BCG – Crianças que foram vacinadas com a vacina BCG e que não apresentem cicatriz vacinal após 6 meses, devem ser revacinadas apenas mais uma vez, mesmo que não apresentem cicatriz novamente. Acesse a Pergunta da Semana sobre BCG e saiba mais.
  • Febre amarela – Indicada às pessoas residentes ou viajantes para as áreas com recomendação de vacinação. Atentar às precauções e contraindicações para vacinação. Esta vacina está indicada para todos os povos indígenas independente da Área com Recomendação para Vacinação (ACRV). Acesse a Pergunta da Semana e saiba mais.
  • HPV – A vacina HPV também está disponível para as mulheres e homens de nove a 26 anos de idade vivendo com HIV/AIDS, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos, sendo o esquema vacinal de três doses (0, 2 e 6 meses).
  • Hepatite A – Para crianças entre 2 e 4 anos (4 anos 11 meses e 29 dias), que tenham perdido a oportunidade de se vacinar anteriormente, administrar uma dose da vacina hepatite A.
  • Sarampo – A vacina tríplice viral, que previne o sarampo, a caxumba e a rubéola, e a vacina tetra viral, que contém os componentes sarampo, caxumba, rubéola e varicela, são ofertadas pela rede pública e estão presentes na rotina do Calendário Nacional de Imunizações. Acesse a Pergunta da Semana sobre o tema e saiba mais.
  • Varicela – Maiores de 5 anos até 7 anos de idade incompletos, sem história prévia de vacinação, devem receber duas doses de varicela monovalente, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

 

Clique aqui e veja os calendários vacinais de acordo com o público-alvo disponibilizado pelo Ministério da Saúde. Orientações e informes importantes referentes à algumas vacinas podem ser acessados aqui. Considerando que vacinas apresentam especificidades nas diversas regiões do Brasil, sugere-se que seja feito contato o núcleo de imunizações de cada estado para possíveis orientações não contempladas nos materiais disponibilizados.

 

 

1 – Brasil. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação 2018. Disponível em http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/julho/11/Calendario-de-Vacinacao-2018.pdf. Acesso em 24/09/2018.

2 – Brasil. Ministério da Saúde. Vacinação. Entenda porque a vacinação evita doenças e salva vidas. Disponível em http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/vacine-se#calendario. Acesso em 24/09/2018.

3 – Brasil. Ministério da Saúde. Vacinação. Orientações sobre Vacinação. Disponível em http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/orientacoes-sobre-vacinacao. Acesso em 24/09/2018.

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Cuidados com os pés diabeticos

Cartilha sobre cuidados com os pés e recomendações nutricionais para diabéticos

Hábitos de vida saudáveis são fundamentais no tratamento do diabetes. Veja algumas orientações para manter uma alimentação saudável e cuidados que portadores de Diabetes Mellitus devem ter para prevenir e tratar lesões nos pés.

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Insulina em Diabéticos espacador.fw

Folder Infográfico sobre espaçador para crianças e adultos

Material que mostra uma forma prática de fazer espaçadores para crianças e adultos portadores de asma.

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Meningite Bacteriana_002-01 Currículo Baseado em Competências Vigitel Brasil 2014 Alimentos Regionais Brasileiros Esquistossomose Mansoni tabela-tabagismo Chikungunya Febre de Chikungunya Chikungunya Preparação e Resposta à Introdução do Vírus Chikungunya no Brasil Plano de Contingência Nacional para a Febre Chikungunya Dengue manejo paciente Política Estadual da Saúde da Pessoa Idosa Política Nacional da Pessoa Idosa Envelhecimento Ativo Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa

Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa

Cadernos de Atenção Básica – n.º 19
Brasília – DF
2006

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Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave Guia de Referência Rápida - depressão Guia de Referência Rápida - Ansiedade Exposição Sexual ao HIV Protocolo HIV/AIDS Guia de referência rápida pré-natal gestantes Guia de Referência Rápida - doenças sexualmente transmissíveis Assistência Farmacêutica na Atenção Básica Guia de referência rápida - diabetes melitus Guia de Referência Rápida - Hipertensão Guia de Referência Rápida - cardiovascular Manual de Telessaúde - telerregulação a teleconsultorias Manual de telessaude - solicitação teleconsultoria Manual de Telessaúde - Teleconsultorias Cartilha para apresentação de propostas ao ministério da saúde Passo a passo do cadastramento de utilizadores Manual do Digitador Manual para preenchimento de fichas Ficha de atendimento individual odontológico e-SUS

Ficha de atendimento individual odontológico e-SUS

Ficha de cadastro do atendimento individual odontológico para o e-SUS.

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Ficha de Procedimentos e-SUS Ficha de Cadastro Domiciliar e-SUS Ficha de Atividade Coletiva Ficha de Atendimento Individual e-SUS Cartilhas sobre Hidatidose Instrução Normativa Vacinação Reforma da APS RJ Protocolo de Regulação em Estomatologia Saúde Bucal do Escolar

Avaliação da Saúde Bucal do Escolar

Material para auxiliar a identificar as necessidades de saúde bucal dos
escolares, possibilitando o planejamento das ações a serem desenvolvidas.

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Apresentação Deixando de Fumar Câncer de cabeça e de pescoço Guia Prático sobre Autismo Cadernos de Atenção Básica Diretrizes para Controles de Epidemia Dengue

Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue

O Ministério da Saúde, em estreita cooperação com o Conass e o Conasems, apresenta as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue, que possibilitarão aos gestores adequar seus planos estaduais, regionais, metropolitanos ou locais, tornando-se imperioso que o conjunto das atividades que vêm sendo realizadas e outras a serem implantadas sejam intensificadas, permitindo um melhor enfrentamento do problema e a redução do impacto da dengue sobre a saúde da população brasileira.

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Cartilha do Agente Comunitário da Saúde no Controle da Dengue Jogo de Memória sobre Dengue Guia de Vigilância Epidemiológica

Guia de Vigilância Epidemiológica

Todo sistema de vigilância epidemiológica, para ser efetivo, deve ser permanentemente atualizado, incorporando as inovações científicas e tecnológicas que reconhecidamente são capazes de imprimir melhorias à sua abrangência e qualidade, especialmente aquelas que elevam o impacto epidemiológico de suas ações. Na perspectiva de atender a esses objetivos, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) vem realizando revisões periódicas em seus Manuais, Guias e outras publicações de interesse para a Saúde Pública, produzidas por esta instituição.

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Guia Básico de Dengue Tratamento de Feridas

Tratamento clínico das feridas – curativos

O tratamento das feridas inclui métodos clínicos e cirúrgicos, entre os clínicos, o curativo é o mais frequentemente utilizado. Um vasto arsenal terapêutico, composto por curativos passivos, os com princípios ativos, inteligentes, biológicos e terapia por pressão negativa é capaz de auxiliar no reparo do tegumento em várias situações. Os curativos são utilizados para melhorar as condições do leito da ferida podendo ser, em algumas ocasiões, o próprio tratamento definitivo. Em muitas situações é apenas a etapa intermediária para o tratamento cirúrgico. A opção do tipo de curativo a ser utilizado deve ser baseada no conhecimento das bases fisiopatológicas da reparação tecidual sem nunca esquecer o quadro sistêmico do paciente.

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Efeitos do Cigarro no Corpo

Efeitos do Cigarro no Corpo

De 8 em 8 segundos morre uma pessoa devido ao tabagismo. As pesquisas indicam que as pessoas que começam a fumar na adolescência (como ocorre em mais de 70% dos casos) e continuam fumando por duas décadas ou mais morrem 20 a 25 anos mais cedo do que aquelas que nunca acenderam um cigarro. Não é somente o câncer de pulmão ou uma doença do coração que causa graves problemas de saúde e morte. Aqui estão alguns dos efeitos menos divulgados do uso do fumo – da cabeça aos pés.

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Folder sobre Taturanas Vacina Inativada Poliomelite

Informe Técnico da Introdução da Vacina Inativada Poliomelite (VIP)

Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Vigilância Epidemiológica Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações.

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Tabagismo Passivo e Promoção de Ambientes

Tabagismo Passivo e Promoção de Ambientes 100% Livres de Tabaco

Tabagismo passivo é a inalação da fumaça de derivados do tabaco produtores de fumaça, por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados (OMS, 2001).

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Palestra sobre Dengue Cartaz sobre Taturana Cartaz intervalo de vacinas 071_material_saude_cartaz_conservacao_imunobiologicos 072_material_saude_cartaz_animais_peconhentos 073_material_saude_apresentacao_dengue_escolares

Caderno de Atividades sobre Dengue para Escolares

Dengue é um dos mais graves problemas de saúde pública da atualidade enfrentado por diversos países. Somente com a efetiva participação da população, adotando medidas no seu dia a dia de controle dos criadouros do mosquito transmissor da dengue, será possível minimizar o agravamento da situação. Desta forma, uma mudança de atitude das pessoas voltadas a evitar a criação de larvas do mosquito da dengue em seu ambiente, além de adoção de condutas saudáveis possibilitará uma melhor qualidade de vida.

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Avaliação comparativa do uso de hidroalginato com prata e o curativo convencional em queimaduras de segundo grau

O tratamento do paciente queimado sempre foi um desafio para o profissional que busca melhores resultados no que diz respeito a maior velocidade de restauração tecidual, redução da dor e da infecção, além de melhor aspecto estético final da ferida. Entre as novas tecnologias em curativos, destaca-se a cobertura de hidroalginato associado à prata.

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077_material_saude_artigo_cicatrizacao_conceitos_recursos

Cicatrização: conceitos atuais e recursos auxiliares – Parte II

Na Parte I deste artigo, publicada na edição anterior dos Anais Brasileiros de Dermatologia, foram revisados os conceitos de cicatrização e foi ressaltada a importância da atuação multidisciplinar na abordagem das feridas, compreendendo-se o paciente como um todo. Nesta Parte II são apresentados os recursos que podem auxiliar o processo de cicatrização, bem como os diversos tipos de curativos disponíveis e a sua respectiva indicação. Palavras-chave: bandagens; cicatrização de feridas; curativos oclusivos; mecanismos defensivos e curativos.

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Bases para abordagem do fumante

Bases para abordagem do fumante

Ministério da Saúde – MS
Instituto Nacional de Câncer – INCA
Coordenação de Prevenção e Vigilância – Conprev
Divisão de Programas de Controle do Tabagismo
e outros Fatores de Risco de Câncer

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Plataforma de Telessaúde

Solicitação de telediagnóstico pela Plataforma de Telessaúde

A Plataforma Telessaúde – Ministério da Saúde foi desenvolvida pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por meio do Núcleo Técnico-Científico de Telessaúde do Rio Grande do Sul (TelessaúdeRS/UFRGS), sediado no Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia (PPGEpi) da Faculdade de Medicina (FAMED) da UFRGS.

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