Febre amarela – informações sobre a doença

Publicado em 26/01/2017

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Com o recente aumento de casos de febre amarela em estados do sudeste e nordeste brasileiro, muitas pessoas vem procurando entender mais sobre a doença. Os casos confirmados se concentram na Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, em geral em áreas de mata. Desde julho de 2017, houve 470 casos suspeitos no Brasil, 35 confirmados, 20 mortes e 145 ainda em investigação.

Por conta do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar o estado de São Paulo como área de risco e recomendou a vacinação para todos os viajantes internacionais que passarem pelo estado. Quanto aos outros estados, a OMS está monitorando e considera estender o alerta caso surjam novos casos.

Em função das constantes notícias veiculadas na mídia sobre casos de febre amarela, a procura por imunização cresce. No Rio Grande do Sul, de acordo com a Secretaria de Saúde, não há motivos para pânico, já que não se registram casos da doença há pelo menos nove anos no Estado e cerca de 70% dos gaúchos já está vacinada. Mesmo assim, após o surto, a vacinação foi ampliada para todos os municípios do Rio Grande do Sul.

Por conta disso, o TelessaúdeRS-UFRGS apresenta nesta semana uma série textos explicativos sobre a febre amarela.

Como a doença é transmitida?

A febre amarela é uma doença febril aguda, transmitida aos seres humanos através da picada de insetos. No Brasil, o mosquito Aedes aegypti – o mesmo que transmite Dengue, Zika e Chikungunya – é o principal vetor nas áreas urbanas, que não apresentam casos desde 1942. Já em zonas rurais ou de mata, caso do surto recente, a doença é conhecida como febre amarela silvestre e quem a transmite a doença são os mosquitos Haemagogus e Sabethes

Quais são os sintomas da febre amarela?

A pessoa com Febre Amarela apresenta um quadro de febre, de aproximadamente três dias, acompanhada de sintomas inespecíficos, como dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar e enjoos. É um quadro viral, parecido com todos os outros.

Após um período de aparente melhora, no máximo um ou dois dias, o paciente volta a ter febre, vômitos e diarreia. Em muitos casos, a pele pode ficar amarelada, o que origina o nome da doença. Também pode haver sangramento de gengivas, nariz e ouvidos. Vômitos, fezes e urina com sangue podem acontecer. O paciente costuma também sentir um mal-estar geral intenso. Por isso, sempre que uma pessoa apresentar esses sintomas da doença deve procurar atendimento em uma Unidade de Saúde.

Quais são as formas de prevenção?

Diferente das outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti – Dengue, Chikungunya e Zika – a Febre Amarela tem como melhor forma de prevenção a vacina. Todas as pessoas que receberam a vacina estão protegidas. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS avaliam que a medida mais importante para prevenir a febre amarela é a imunização. Quem vive ou se desloca para as áreas de risco deve estar com as vacinas em dia e se proteger de picadas de mosquitos.

O Ministério da Saúde prevê, desde 1999, a vacinação contra a febre amarela no calendário nacional de imunização, de maneira gratuita, entre pessoas de nove meses até 60 anos incompletos. Conforme o Ministério, entre fevereiro e março de 2018, haverá uma campanha de vacinação com doses fracionadas. O objetivo do fracionamento é conseguir atender a um número maior de pessoas.

Confira o guia de orientações para profissionais de saúde sobre a Febre Amarela

Referências:

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos. Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção [internet]. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2018. Disponível em: <https://www.bio.fiocruz.br/index.php/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao>. Acesso em: 24 jan. 2018.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICIANA DA SAÚDE; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Banco de Notícias. OMS atualiza informações sobre febre amarela no Brasil em comunicado para outros países [Internet]. Brasília: OPAS, 2018. Disponível em:<http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5583:oms-atualiza-informacoes-sobre-febre-amarela-no-brasil-em-comunicado-para-outros-paises&Itemid=820>. Acesso em: 24 jan. 2018.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICIANA DA SAÚDE; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Banco de Notícias. OMS passa a considerar todo o estado de São Paulo como área de risco para febre amarela [Internet]. Brasília: OPAS, 2018. Disponível em:<http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5580:oms-passa-a-considerar-todo-o-estado-de-sao-paulo-como-area-de-risco-para-febre-amarela&Itemid=820>. Acesso em: 24 jan. 2018.

RIO GRANDE DO SUL. RS amplia vacinação contra a febre amarela para a região do Litoral [Internet]. Porto Alegre: Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 2018. Disponível em:<http://www.rs.gov.br/conteudo/272582/rs-amplia-vacinacao-contra-a-febre-amarela-para-a-regiao-do-litoral >. Acesso em: 24 jan. 2018.

TELESSAÚDERS-UFRGS. Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Coisas que você precisa saber sobre a febre amarela [Internet]. Porto Alegre: TelessaúdeRS-UFRGS, 2017. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/telessauders/noticias/coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-febre-amarela/>. Acesso em: 24 jan. 2018.

VASCONCELOS, P. F. C. Febre amarela. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, MG, v. 36, n. 2, p. 275-293, 2003. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0037-86822003000200012>. Acesso em: 24 jan. 2018.

Texto: Luiz Gustavo Ruwer

Revisão: Rosely Andrade,  Camila Hofstetter Camini e Cynthia Goulart Molina-Bastos – CRM RS: 34008

 

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