{"id":2083,"date":"2016-06-16T03:00:00","date_gmt":"2016-06-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/adriana-paola-paredes-penafiel-defende-sua-tese-desenhos-relacoes-e-desenvolvimento-conflitos-em-torno-da-mineracao-na-regiao-andina-de-cajamarca-peru-sob-orientacao-do-prof-dr\/"},"modified":"2016-06-16T03:00:00","modified_gmt":"2016-06-16T03:00:00","slug":"adriana-paola-paredes-penafiel-defende-sua-tese-desenhos-relacoes-e-desenvolvimento-conflitos-em-torno-da-mineracao-na-regiao-andina-de-cajamarca-peru-sob-orientacao-do-prof-dr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/adriana-paola-paredes-penafiel-defende-sua-tese-desenhos-relacoes-e-desenvolvimento-conflitos-em-torno-da-mineracao-na-regiao-andina-de-cajamarca-peru-sob-orientacao-do-prof-dr\/","title":{"rendered":"Adriana Paola Paredes Pe\u00f1afiel defende sua tese \u201cDesenhos, Rela\u00e7\u00f5es e Desenvolvimento: Conflitos em torno da Minera\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o Andina de Cajamarca, Peru\u201d, sob orienta\u00e7\u00e3o do prof. Dr. Jalcione Almeida"},"content":{"rendered":"<p>A doutoranda <b>Adriana Paola Paredes Pe\u00f1afiel<\/b> defende sua tese intitulada \u201cDesenhos, Rela\u00e7\u00f5es e Desenvolvimento: Conflitos em torno da Minera\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o Andina de Cajamarca, Peru\u201d, sob orienta\u00e7\u00e3o do prof. Dr. Jalcione Almeida. A banca examinadora ser\u00e1 composta pela Prof.\u00aa Indira Nahomi Viana Caballero (UFMG), Prof. Jos\u00e9 Carlos Gomes dos Anjos (UFRGS) e Dr. Pablo T. Quintero Mansilla (PNPD\/UFRGS).<\/p>\n<p><b>Data<\/b>: 24\/06\/2016<br \/> <b>Hor\u00e1rio<\/b>: 09h30min<br \/> <b>Local<\/b>: Sala dos Professores FCE &#8211; Av. Jo\u00e3o Pessoa, 52, UFRGS <\/p>\n<p><b>Resumo<\/b>: Este trabalho de tese trata das din\u00e2micas da minera\u00e7\u00e3o a c\u00e9u aberto e seus efeitos na \u00e1gua da regi\u00e3o andina de Cajamarca, ao norte do Peru. Seu objetivo consiste em analisar \u201cdesenhos locais\u201d que entram em conflito com os desenhos propostos \u2013 e alguns j\u00e1 instalados \u2013 pela minera\u00e7\u00e3o moderna que come\u00e7am a proliferar no Peru a partir de 1990 como um caminho inquestion\u00e1vel de desenvolvimento. Por meio de pesquisa de abordagem etnogr\u00e1fica, realizada entre 2013 e 2014, analisam-se dois casos. No primeiro, examinam-se as diferen\u00e7as ontol\u00f3gicas mobilizadas pelas pessoas como resultado de a\u00e7\u00f5es causadas pelo projeto de minera\u00e7\u00e3o Conga, que \u201csacrificar\u00e1\u201d importantes lagoas na regi\u00e3o de Cajamarca, Peru. Nesse contexto, campesinos e ronderos do centro poblado El Tambo t\u00eam se organizado para vigiar a lagoa Mamacocha. Observa-se que a relacionalidade dos campesinos com Mamacocha \u00e9 ativada pela realidade da experi\u00eancia vivida com a \u00e1gua, que come\u00e7ou a desaparecer a partir dos projetos de minera\u00e7\u00e3o, mas que \u00e9 coproduzida em \u201cencontros\u201d com outras concep\u00e7\u00f5es ontol\u00f3gicas. Tais encontros dinamizam hist\u00f3rias orais da mem\u00f3ria local. Para al\u00e9m de uma representa\u00e7\u00e3o essencialista do conhecimento ind\u00edgena versus o cient\u00edfico, s\u00e3o os diferentes regimes de rela\u00e7\u00e3o com a \u00e1gua que intensificam colabora\u00e7\u00f5es entre os coletivos. O efeito \u00e9 a emerg\u00eancia de \u201cMamacocha estendida\u201d, sinalizada nas manifesta\u00e7\u00f5es como \u201cobra de Deus\u201d, \u201c\u00e1gua que alimenta\u201d, e \u201caqu\u00edferos\u201d, a depender das rela\u00e7\u00f5es e dos grupos, e, por sua vez, os campesinos como \u201cguardi\u00f5es das lagoas\u201d. Em um segundo caso, analisa-se como o desenho de uma mina a c\u00e9u aberto na cidade de Hualgayoc, regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 anterior, influencia as pessoas que inicialmente desenhavam na terra, os velhos mineiros de socav\u00e3o. Embora os mineiros articulem a hist\u00f3ria de um passado mineiro, o seu esfor\u00e7o por negociar as suas rela\u00e7\u00f5es com a empresa mineira oscilam entre um antagonismo e expectativas por uma ocupa\u00e7\u00e3o neste mercado de trabalho. Muitos deles s\u00e3o ignorados pelas grandes empresas por n\u00e3o serem os mineiros modernos que hoje manipulam maquinarias sofisticadas, apesar de terem trabalhado por muito tempo no socav\u00e3o. Quando o centro urbano de Hualgayoc se tornou uma AID (\u00c1rea de Influ\u00eancia Direta da minera\u00e7\u00e3o a c\u00e9u aberto), seus habitantes foram categorizados em classifica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que os reprimem. Al\u00e9m disso, o que mostra o caso de Hualgayoc \u00e9 que o projeto mineiro somente oferece trabalho pelas falhas que ele mesmo causa ao ser implementado. Esta perda \u00e9 vista como uma oportunidade de trabalho para contratar pessoas que possam trazer \u00e1gua de outros lugares. Os efeitos na paisagem e nas pessoas s\u00e3o reais, e, principalmente, os efeitos nas \u00e1guas andam em paralelo com os projetos de vida de muitas pessoas que resistem ao projeto mineiro. Estes dois casos na regi\u00e3o emblem\u00e1tica de Cajamarca ilustram os conflitos em torno de desenhos, rela\u00e7\u00f5es e desenvolvimento.<\/p>\n<p><b>Palavras-chave<\/b>: Desenhos, Minera\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento, Conflito, Relacionalidade, Peru.<\/p>\n<p> <span class=\"fifth center\" style=\"float: left;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/adriana_defesa_1.jpg\" class=\"img-thumbnail img-responsive\"><\/span> <span class=\"fifth center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/adriana_defesa_2.jpg\" class=\"img-thumbnail img-responsive fifth center\"><\/span> <br \/> <span class=\"text-muted small\">Foto: Gitana Nebel<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A doutoranda Adriana Paola Paredes Pe\u00f1afiel defende sua tese intitulada \u201cDesenhos, Rela\u00e7\u00f5es e Desenvolvimento: Conflitos em torno da Minera\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o Andina de Cajamarca, Peru\u201d, sob orienta\u00e7\u00e3o do prof. 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