{"id":2110,"date":"2014-07-15T03:00:00","date_gmt":"2014-07-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/defesa-de-tese\/"},"modified":"2014-07-15T03:00:00","modified_gmt":"2014-07-15T03:00:00","slug":"defesa-de-tese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/defesa-de-tese\/","title":{"rendered":"Defesa de Tese"},"content":{"rendered":"<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> COLONIALIDADE E DESENVOLVIMENTO: A RESSIGNIFICA\u00c7\u00c3O DO LUGAR EM \u201cZONAS MARGINALIZADAS\u201d NO SUL DO RIO GRANDE DO SUL.<\/p>\n<p><strong>Autor:<\/strong> M\u00e1rcio Zamboni Neske<\/p>\n<p><strong>Data:<\/strong> 31\/07\/2014 (quinta-feira) <\/p>\n<p><strong>Hora:<\/strong> 14h30 <\/p>\n<p><strong>Local:<\/strong> PGDR\/UFRGS (Av. Jo\u00e3o Pessoa, 31)<\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Esse estudo tem como objetivo analisar a configura\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio do sistema-mundial colonial\/moderno, evidenciando como se reproduz a colonialidade e emergem processos decoloniais que reconfiguram hist\u00f3rias locais das chamadas \u201czonas marginais\u201d, tendo por base emp\u00edrica a regi\u00e3o denominada Alto Camaqu\u00e3, localizada no sul do Rio Grande do Sul. No processo hist\u00f3rico de coloniza\u00e7\u00e3o do Alto Camaqu\u00e3, o qual seguiu os rastros do \u201cdescobrimento\u201d do Brasil e da Am\u00e9rica Latina, instaurou-se um padr\u00e3o de poder vinculado \u00e0 inferioriza\u00e7\u00e3o do outro que moldou a estrutura da narrativa moderna. Assim, a domina\u00e7\u00e3o colonial pressup\u00f4s a produ\u00e7\u00e3o de um conhecimento sobre o colonizado que foi, simultaneamente, a produ\u00e7\u00e3o de desconhecimento, uma vez que, o car\u00e1ter violento como o colonialismo se imp\u00f4s, silenciou o sujeito colonial subalterno (\u00edndios, negros, camponeses) no curso da sua hist\u00f3ria colonial, perpetuando na hist\u00f3ria \u201cp\u00f3s-colonial\u201d. Forjou-se, de tal modo, no curso da forma\u00e7\u00e3o do sistema-mundo moderno\/colonial, uma subjetividade de inferioridade n\u00e3o apenas de sujeitos, mas tamb\u00e9m do lugar, ou seja, o Alto Camaqu\u00e3 como uma regi\u00e3o pobre, atrasada, subdesenvolvida e sem compet\u00eancias para sustentar um modelo de desenvolvimento ancorado nos padr\u00f5es da modernidade. Procurando reescrever a hist\u00f3ria colonial desde baixo, foi poss\u00edvel identificar no contexto emp\u00edrico de estudo a exist\u00eancia de outros l\u00f3cus de enuncia\u00e7\u00e3o que operam nas margens da modernidade\/colonialidade. Esses l\u00f3cus enunciativos demarcam outras posi\u00e7\u00f5es dos sujeitos subalternos, que s\u00e3o, eles pr\u00f3prios, l\u00f3cus enunciativoscontra-hegem\u00f4nico \u00e0 verdade imputada pela modernidade euroc\u00eantrica. O que se verificou foi a exist\u00eancia enuncia\u00e7\u00f5es que envolvem a constru\u00e7\u00e3o positiva de si mesmo, naquilo que historicamente tem sido negado e colocado a uma condi\u00e7\u00e3o de inferioridade e fracasso, e que preservam experi\u00eancias de mundo que tem mudado o curso dos acontecimentos, criando alternativas ao \u201cmundo desenvolvido\u201d. <\/p>\n<p><strong>Banca Examinadora:<\/strong><br \/> Prof. Jalcione Almeida (Orientador PGDR\/UFRGS) <br \/> Prof. Guilherme Radomsky (PGDR\/UFRGS) <br \/> Profa. Claudia Job Schmitt (UFRRJ\/CPDA) <br \/> Profa. TaniceAndreatta (UFSM) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo: COLONIALIDADE E DESENVOLVIMENTO: A RESSIGNIFICA\u00c7\u00c3O DO LUGAR EM \u201cZONAS MARGINALIZADAS\u201d NO SUL DO RIO GRANDE DO SUL. Autor: M\u00e1rcio Zamboni Neske Data: 31\/07\/2014 (quinta-feira) Hora: 14h30 Local: PGDR\/UFRGS (Av.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2110"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2110\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/temas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}