A Cara da Rua

Professora Coordenadora:
Daniela Cidade
Estudantes:
Fabiano Ávila
Laura Izquierdo

O presente trabalho pretende refletir sobre a vida na cidade a partir do olhar de moradores em situação de rua em busca de aproximações entre olhares e corpos, entre ética e poética. A linguagem fotográfica é o meio que desencadeará essa reflexão associada ao conceito de ética segundo a hospitalidade de Jacques Derrida. As imagens dessa reflexão foram realizadas durante a oficina de fotografia A Cara da Rua por um grupo de alunos da Escola Porto Alegre, entre eles  moradores em situação de rua. Dar lugar ao outro e a alteridade acima de tudo tornam-se princípios para a compreensão e concepção do espaço. Derrida com a hospitalidade apresenta uma obra que nos transmite uma esperança contra totalitarismos. Ele interroga a amizade e propõe repensar a hospitalidade: para ser hospitaleiro deve-se partir da existência de uma morada assegurada. Ou seria
tão somente a partir do deslocamento daquele desprovido de abrigo, de morada que pode se abrir a autenticidade da hospitalidade? Para Derrida, talvez só aquele que sofre a experiência da privação de uma casa é que pode oferecer hospitalidade. No contexto urbano quem é o personagem hostil? A fotografia surge para estabelecer uma função de ir além do caráter documentário de uma cidade e ir
em busca de uma alteridade. Ao propor um percurso pela cidade através da imagem, procuramos abrir as possibilidades de apropriação simbólica da fotografia como ferramenta de conhecimento do outro. As imagens resultantes nos encaminham para uma leitura do conhecimento, da descoberta e do movimento, que passa a discutir a dialética da ausência, do vazio, e de sua possibilidade ética de recuperação através da imagem.

 

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