Vasco Prado

Uruguaiana/ RS,1914 – Porto Alegre/RS,1998

Formação:
1936 Colégio Militar de Porto Alegre
1940 Instituto de Belas-Artes (IA/UFRGS)
1941 Autodidata
1947–1948 Bolsa de estudos na França (Paris)
1960 Professor no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre
1968/69 Estágio como professor convidado em diversos países europeus
[19??] Professor na Universidade de Caxias do Sul (UCS) e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS)

Trajetória:
Escultor, ceramista, desenhista e gravador.
Vasco Prado iniciou seus estudos no Instituto de Belas-Artes (atual Instituto de Artes, UFRGS) mas logo abandonou o curso e começou a carreira artística como autodidata em seu atelier. No final dos anos quarenta passou um período em Paris e lá frequentou os ateliers de Etiénne Hajdu (1907–1996) e Fernand Léger (1881–1955), e cursos na Escola de Belas Artes. Junto com Carlos Scliar (1920–2001), no início dos anos cinquenta, foi membro fundador do Clube de Gravura. Na década seguinte ministrou aulas de escultura e desenho em seu atelier e no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Vasco Prado também atuou como docente na Universidade de Caxias do Sul e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), no qual foi diretor em conjunto com Carlos Scarinci e Míriam Avruch (1987–1991). Realizou estágio como artista convidado em vários países da Europa (Polônia, Espanha, Alemanha, Itália e Portugal) e participou de Bienais nacionais e internacionais.

Não compreendo como se possa fazer arte […] sem atentar para o que ganha sentido mais agudo na realidade histórica. As minhas motivações nascem do mundo que, a cada dia, não é o mesmo de sempre. Por isso é preciso vê-lo de novo, procurar nele o gesto intenso da vida. Busco este resultado no meu trabalho de artista. Assim, se sou levado forçosamente à pesquisa da forma, não é gratuitamente, por uma obsessão experimentalista. Acho que na minha obra são os temas vivos da minha experiência que comandam as exigências formais. […] Recebi nos meus começos, influências diversas que foram sendo superadas através dos anos de trabalho. Criei, assim, a minha própria linguagem (VASCO PRADO, 1984, p.9)

Obras:
Tiradentes
Epopéia Farroupilha
Égua bebendo água