Ciência e Tecnologia

O Facebook e a privacidade

Mark Zuckerberg, o criador do Facebook

O Facebook, a rede social mais popular do mundo, tem mais de 600 milhões de usuários. Metade dessas pessoas usam o serviço todos os dias, de acordo com a companhia, e passam mais de 500 bilhões de minutos no site todo o mês. Mas como o site lida com toda essa quantidade de informação que seus usuários postam todos os dias?

No início do ano passado, o Facebook remodelou sua política de privacidade para que os usuários tenham que optar se quiserem manter suas informações privadas. Explicando: antes, no momento em que você criava sua conta na rede social, todas as suas informações ficavam automaticamente visíveis apenas aos seus amigos. Agora, elas ficam automaticamente visíveis a todos. Alguns dados pessoais até são compartilhados com sites externos ao Facebook.

Como resultado disso, Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, se viu diante de uma revolta que envolvia tanto o governo americano como os próprios usuários; segundo eles, as novas configurações não são apenas uma afronta a privacidade, mas também extremamente difíceis de se entender e usar.

Os usuários que queiram tornar suas informações privadas podem se preparar para passar muito tempo apertando botões. Se você quiser “descompartilhar” todos os seus dados, é necessário clicar em mais de 50 botões de privacidade, que então requerem uma escolha entre um total de mais de 170 opções. É preciso decidir se você quer que só os seus amigos, os amigos dos seus amigos, todo mundo no Facebook, ou apenas uma lista customizada de pessoas vejam coisas como seu aniversário ou suas fotos.

Uma das maiores reclamações que surgiram nessa época era que o Facebook fornecia suas informações pessois para anunciantes, de modo que eles pudessem colocar propagandas personalizadas na página de cada usuário. Hoje, no menu “Anúncios do Facebook” há uma explicação detalhada sobre o processo e a mensagem:

Seguidamente, alertas sobre as confusas configurações do facebook circulam pelos “murais” dos usuários. Uma das últimas reclamações foi que o site não estava mais usando a conexão segura “https” como padrão. Mais uma vez, o usuário tem que ir até as configurações de conta e selecionar a opção.

Numa entrevista dada ao site TechCrunch em Janeiro de 2010, Zuckerberg disse que “a era da privacidade chegou ao fim”, e que as mudanças no Facebook apenas refletiam as mudanças na sociedade. É claro que temos que levar em conta que grande parte da renda da rede social vem dos anúncios, mas será que mesmo que seus 600 milhões de usuários querem ou estão cientes disso?

Estas questões de privacidade já se tornaram um problema ético na sociedade, especialmente nos Estados Unidos, onde até o governo já tentou intervir que soube da ameaça de venda das informações privadas dos usuários. Com todo o espaço que a rede social está ganhando na mídia, especialmente após o lançamento do filme que conta a história de sua criação, o Facebook talvez precise “curtir” mais seu usuários e menos os seus anunciantes.

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1 comentário

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