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Um controle para o apelo à sustentabilidade

Sustentabilidade além da propaganda: O que de fato as empresas estão fazendo pelo nosso planeta?

Cada vez mais a sociedade se mostra preocupada com as questões ambientais. Não só as iniciativas individuais em relação a isso estão cada vez mais evidentes, como o comércio e a indústria também já perceberam essa tendência e passaram a investir em alternativas de produção menos agressivas ao meio ambiente – e escancarar nas propagandas, por exemplo, que estimulam a reciclagem e dão desconto para quem não utilizar as sacolinhas plásticas.
O uso do termo “sustentabilidade” difundiu-se rapidamente, incorporando-se ao vocabulário politicamente correto das empresas e dos meios de comunicação de massa, a ponto de se tornar quase uma unanimidade global. Mas convenhamos, as ideias do desenvolvimento sustentável são tão “bonitas” que provavelmente ninguém terá coragem de levantar sua bandeira contra.
O problema é esse senso comum ao se falar em sustentabilidade nos anúncios e nos princípios organizacionais. Já repararam na quantidade incrível de mensagens publicitárias que coloca as marcas sob a perspectiva de “salvar o planeta e a humanidade”? O que de fato é verdade e o que é apenas um jogo de marketing para ganhar a simpatia do consumidor? Porque, afinal de contas, a propaganda está presente numa enorme parte da nossa vida e do nosso tempo. E se ela ocupa tanto espaço, é evidente que ela também altera atitudes e visões de mundo. Nesse sentido, quanto mais a empresa estiver ligada às causas sociais, mais irá chamar a nossa atenção positivamente. Difícil saber o que de fato algumas empresas estão fazendo além da propaganda, já que muitas vezes são usadas estatísticas e frases completamente genéricas.

Considerando essa utilização desenfreada dos termos “verdes”, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) aprovou no dia 7 de junho de 2011 novas normas éticas para apelos de sustentabilidade na publicidade:
Art. 36 – Parágrafo Único:
Considerando a crescente utilização de informações e indicativos ambientais na publicidade institucional e de produtos e serviços, serão atendidos os seguintes princípios:
1. veracidade – as informações ambientais devem ser verdadeiras e passíveis de verificação e comprovação;
2. exatidão – as informações ambientais devem ser exatas e precisas, não cabendo informações genéricas e vagas;
3. pertinência – as informações ambientais veiculadas devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados;
4. relevância – o benefício ambiental salientado deverá ser significativo em termos do impacto total do produto e do serviço sobre o meio ambiente, em todo seu ciclo de vida, ou seja, na sua produção, uso e descarte.

A íntegra das novas normas pode ser acessada no site do CONAR.

Essa nova regulamentação veio em boa hora, e espero que haja efetivamente um controle sobre números e ações exatas – o que de fato a organização está fazendo pelo nosso planeta? – pois levantar a bandeira verde é muito fácil, mas mais fácil ainda é se contradizer em ações totalmente “insustentáveis”.

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