Comunicação / Relações Públicas

Só a Internet não basta

A revolução causada pela internet, e mais recentemente, pelas ferramentas da web 2.0, tomou todo mundo de surpresa. Empresas, instituições, públicos, todos querem entender as promessas de inovação que estas redes trazem para a comunicação. Muitas já entraram na “nova era” da Internet, enquanto outras ainda tentam aprender a linguagem das chamadas mídias sociais. Mas é ai que vem o problema: a Internet não tem uma linguagem própria.

Hoje parece que todos se designam “analistas de mídias sociais”, sem nem ao mesmo saber o que isso significa. É difícil mensurar resultados na Internet, e esse é o principal desafio quando se usa as mídias sociais como estratégia de comunicação: saber de que forma o público apropriou-se das mensagens.
Apesar de estar sendo alardeada como a grande salvação para o marketing e para a publicidade em geral, a comunicação na Internet ainda precisa ser cautelosa. É claro que existem grandes vantagens: a velocidade de transmissão de informação é a principal delas. No Twitter, por exemplo, uma nova promoção pode ser posta em contato com milhões de pessoas em segundos. Mas com toda essa agilidade, também vem grandes responsabilidades. O consumidor é cada vez mais informado e impelido a dar sua opinião.

Para extrair valor das mídias sociais, é preciso monitorar o que ali se fala, as marcas, estabelecer relacionamentos de mão dupla – e, consequentemente, estar preparado para responder a situações negativas, pois a rede é imprevisível.

A solução para esse desafio da apropriação da Internet talvez esteja em mesclar as interações online com as offline. O melhor jeito de se fidelizar um público ainda é entrar em contato diretamente com ele, com idéias criativas que reflitam o interesse destes consumidores pela marca. Não basta apenas um perfil com mil amigos numa rede social; ainda é mais válida uma aproximação real, mesmo que seja com poucas pessoas.
O que está ocorrendo é uma supervalorização das mídias sociais. Estas são importantes para a comunicação, mas apenas estratégias digitais não salvarão empresa nenhuma. A chave do relacionamento com o cliente ainda está em duas premissas básicas: inovação e simplicidade.

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