Política

Falar ou não sobre racismo?

Afrodescendente

Imagem: divulgação

Em função do dia da consciência negra, dia 20 de novembro, li algumas matérias sobre discutir ou não o racismo no Brasil, e fiquei realmente em dúvida do meu posicionamento.

Eu não gosto de tratar as pessoas especiais como se elas tivessem algum problema, não olho com pena para quem tem dificuldade, e tampouco reajo de forma diferente quando vejo um negro ocupando um cargo de alto nível. Isso porque acredito que essas pessoas deveriam ser tradas como todas as outras, ter as mesmas oportunidades, as mesmas dificuldades e desafios.

Eu não sei, mas acredito que deva ser mais gratificante para uma pessoa nessas situações o que ela vem conquistando na vida, do que o que a diferencia da maioria. Como o exemplo do relator do mensalão Joaquim Barbosa, que foi eleito presidente do Supremo Tribunal Federal. As manchetes afirmam que “Relator do mensalão será o primeiro negro a presidir a Suprema Corte”, mas ele é muito mais do que isso, ele é o filho de um pedreiro, de uma dona de casa que se esforçou e lutou muito para crescer na vida e conquistar o que conquistou. O fato dele ser negro não tem nada a ver com o assunto, e na minha opinião não deveria nem ser levado em consideração.

Mas por outro lado, tem muita gente preconceituosa e mesquinha, onde o diálogo e a conscientização deveria ser melhor trabalhada, e acredito que esse, infelizmente, ainda seja o caso do Brasil.

Nos Estados Unidos, num programa chamado “60 minutos”, Morgan Freeman falou sobre racismo em 2005, provocando o debate: o racismo deve ser discutido? Freeman afirma que a melhor forma de combater o racismo é não falando sobre ele, e eu concordo plenamente. Mas essa questão vem de berço, é a educação que recebemos em casa, e falar sobre negros nunca foi um mito ou motivo de piadas na minha casa, mas e no Brasil? Parece que há uma redoma envolvendo o assunto.

Novamente citando os Estados Unidos, lá foi feita grande discussão sobre o tema, criaram leis, programas sociais e debates, o que minimizou o problema. Pode-se dizer que o assunto atualmente pode ser deixado de lado.

No Brasil, leis e programas sociais foram impostos aos cidadãos, sem discussão, sem debates e esclarecimentos, por isso acredito que o racismo ainda esteja tão presente ainda nos dias de hoje.

Ainda deve ser feito um grande trabalho junto à população para conscientizá-los de que as diferenças de etnias entre nós é apenas um detalhe, e só isso.

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