Viés

A explicação para o fiasco brasileiro na Libertadores

O Brasil fez fiasco esta semana na Copa Libertadores da América.

O Grêmio tinha o apoio da torcida, mas foi derrotado em casa pelo Universidad Católica. O Internacional tinha encaminhado a classificação no Uruguai, porém foi surpreendido em casa pelo Peñarol. O Fluminense estava em ascensão, na competição, só que caiu diante do Libertad. O Cruzeiro havia massacrado todo mundo na primeira fase, contudo foi batido pelo modesto Once Caldas.

O uniforme dos jogadores do Libertad remete exatamente ao que ocorreu. ZEBRA

Essa overdose de eliminações tem que ser motivo de reflexão. Todos os brasileiros acreditam que o Brasil tem o melhor futebol do mundo. Durante todo o ano de 2011, em todas as mesas em que se debate futebol, houve soberba em relação ao futebol brasileiro. Tanto nas mesas redondas dos programas esportivos, como nas mesas de bar.

“A Libertadores tá uma várzea, só os clubes brasileiros que prestam”. “A primeira fase da Libertadores é uma barbada, a coisa só fica quente quando os brasileiros se cruzam”. “Esse ano, sem Boca e River, a Libertadores tá no papo para os brasileiros”. Foram frases ouvidas à exaustão. E não se confirmaram.

Os times brasileiros, à exceção do Santos, foram espancados por equipes do “submundo” do futebol. Universidad Católica, Peñarol, Libertad e Once Caldas são clubes que não recebem 10% dos investimentos dos grandes clubes brasileiros. Os seus jogadores são, em sua maioria, ou desconhecidos, ou conhecidos pela ruindade. O futebol chileno, uruguaio, paraguaio e colombiano não faz cócegas no poderio econômico e na tradição do futebol brasileiro. Mas pisoteram a bandeira do Brasil na competição continental.

Por quê? Simplesmente porque o futebol brasileiro perdeu o planejamento, o critério, a organização e o equilíbrio. Virou política e esculhambação.

Os clubes brasileiros operam todos no vermelho e, mesmo assim, desembolsam quantias astronômicas para contratar atletas muito mais produtivos para o departamento de marketing do que para o futebol. O sucesso imediato de uma contratação de impacto se sobrepõe à fórmula mais correta de um planejamento a longo prazo.

As direções preocupam-se muito mais com política do que com o trabalho. As ações tomadas nos clubes são feitas muito mais para projetar indivíduos que conduzem dos clubes do que para contribuir com o clube em si. Os jogadores, a comissão técnica e os bilhões de reais movimentados pela bola são profissionais, mas os dirigentes são todos amadores.

Os ideais de planejamento, organização, e trabalho à longo-prazo são rasgados.

E o terceiro mundo da bola faz a festa na Libertadores.

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1 comentário

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