Cinema / Viés

Adorados por uns, odiados por outros: filmes biográficos

Cena do filme “O Discurso do Rei”. Fonte: pipocamoderna.virgula.uol.com.br

Como diz um certo ditado, não é possível agradar a todos. Há aqueles que gostam, adoram filmes biográficos, mas tem aqueles que, simplesmente, não suportam, detestam. E, muitas vezes, com razão. Não sou cineasta (ainda), mas basta conhecer um pouco sobre cinema pra perceber que fazer um filme não é fácil. Para que um filme dê certo, é preciso muito trabalho, boas ideias, muita produção, muito, mas muito dinheiro, e bons atores. Isso vale pra qualquer gênero, seja drama, ficção científica ou terror. Mas quando se refere a filmes biográficos, existe uma linha tênue entre dar muito certo e dar muito errado, ficar chato ou ser um fracasso de bilheteria.

La Vie En Rose

Cena do filme “Piaf – Um Hino ao Amor”. Fonte: 50anosdefilmes.com.br

Poderia fazer uma lista de filmes do gênero que não agradaram a crítica e o público. Por outro lado, poderia fazer uma lista maior ainda de filmes elogiados pelos críticos e sucessos de bilheteria. Todo mundo adora um top 10 de filmes, então resolvi fazer um top 12 (porque não consegui abrir mão de dois) que estão entre as melhores cinebiografias e que estão entre meus filmes preferidos.

Com vocês, 12 cinebiografias que você deve ver antes de morrer o quanto antes.

 

12 – Contos Proibidos do Marquês de Sade (Quills, 2000) – Direção: Philip Kaufman

Vivendo em um asilo ao término de sua vida, o Marquês de Sade (Geoffrey Rush) troca confidências com o diretor do asilo, Abbe Coulmier (Joaquin Phoenix), a respeito do interesse de ambos pela lavadeira do asilo, Madeleine (Kate Winslet). A amizade de ambos cresce cada vez mais, até que Napoleão Bonaparte envia ao asilo um médico renomado (Michael Caine), para curar o Marquês de sua suposta loucura. No entanto, a vinda do médico apenas faz com que a rebeldia do Marquês fique mais forte.

 

11 – A Rainha (The Queen, 2006) – Direção: Stephen Frears

A notícia da morte da princesa Diana se espalha rapidamente pelo mundo. Incapaz de compreender a reação emocional do povo britânico, a rainha Elizabeth II (Helen Mirren) se isola com a família real no palácio Balmoral. Tony Blair (Michael Sheen), o recém-apontado Primeiro-Ministro britânico, percebe que os líderes do país precisam tomar medidas para reverter a insatisfação da população e para isso ele procura a rainha.

 

10 – Maria Antonieta (Marie Antoinette, 2007) – Direção: Sofia Coppola

A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os dois países. Na corte de Versalles, ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, disputas familiares e fofocas, mundo no qual nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Enquanto isso, do lado de fora do palácio, a revolução a revolução está prestes a explodir.

 

9 – Lincoln (Idem, 2012) – Direção: Steven Spielberg

O drama conta a vida do presidente americano Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis). O filme está centrado na condução do Norte à vitória na Guerra da Secessão. A trama, roteirizada pelo dramaturgo Tony Kushner, se baseia na biografia Team of Rivais: The Genius of Abraham Lincoln.

 

8 – A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011) – Direção: Phyllida Lloyd

O filme conta a história da Primeira-Ministra da Inglaterra Margareth Thatcher (Meryl Streep), desde sua infância até o período mais complicado do seu governo, em 1982, quando ela tentava salvar sua carreira nos 17 dias que antecederam a Guerra das Malvinas. O conflito armado, que durou dois meses e meio, foi uma reviravolta para Thatcher, que, após a vitória na guerra, conseguiu se reeleger para um segundo mandato.

 

7 – O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon, 2007) – Direção: Julian Schnabel

Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric), editor da revista Elle, subitamente, tem um derrame cerebral, aos 43 anos. Acorda vinte dias depois, ainda lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases, parágrafos inteiros. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

 

6 – Minha Amada Imortal (Immortal Beloved, 1994) – Direção: Bernard Rose

Viena, 1827. Morre Ludwig Von Beethoven (Gary Oldman). Um grande amigo do compositor, Anton Felix Schindler (Jeroen Krabbé), decide cumprir o último desejo do maestro, que deixava em testamento tudo para a “Amada Imortal”, sem especificar o nome desta mulher. Assim, assume a missão de encontrá-la, descobrindo um Beethoven que ele não conhecia. O filme é baseado em uma carta de amor escrita por Beethoven, encontrada pelo seu assistente, Anton Schindler, entre os pertences do compositor. Somente o dia e o mês estão registrados na carta. O local em que foi escrita e o nome da destinatária, identificada na carta como “Amada Imortal”, não aparecem.

 

5 – Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013) – Direção: Jean-Marc Vallée

O filme conta a história de Ron Woodroof (Matthew McConaughey), um eletricista heterossexual de Dallas diagnosticado com AIDS em 1986, durante uma das épocas mais obscuras da doença. Embora os médicos tenham lhe dado apenas um mês de vida, Woodroof se recusou a aceitar o prognóstico e criou uma operação de tráfico de remédios alternativos, na época ilegais.

 

4 – Milk – A Voz da Igualdade (Milk, 2009) – Direção: Gus Van Sant

O drama é uma cinebiografia de Harvey Milk (Sean Penn), político gay norte-americano que assumiu sua sexualidade publicamente nos anos 70, sendo o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos.

 

3 – Hitchcock (Idem, 2012) – Direção: Sacha Gervasi

A trama, ambientada em 1960, em Los Angeles, conta a história do icônico diretor Alfred Hitchcock (Anthony Hopkins) durante as filmagens do clássico Psicose (Psycho, 1960) e a relação com sua esposa e parceira Alma Reville (Helen Mirren).

 

2 – Piaf – Um Hino ao Amor (La Môme, 2007) – Direção: Olivier Dahan

A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard) foi cheia de batalhas. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Ficou cega dos 3 aos 7 anos de idade, até se recuperar milagrosamente. Após viver com o pai alcoólatra, aos 15 anos começa a cantar  nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta pelo dono de uma casa noturna, gravando neste mesmo ano seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também as doenças e a constante vigilância da opinião pública.

 

1 – O Discurso do Rei (The King’s Speech, 2010) – Direção: Tom Hooper

O drama conta a história do homem que se tornou o rei George VI (Colin Firth), pai da rainha Elizabeth II. Após a abdicação de seu irmão, George (“Bertie”) relutantemente assume o trono. Atormentado por uma gagueira terrível, considerada imprópria para ser rei, Bertie consegue a ajuda de um terapeuta da fala, Lionel Logue (Geoffrey Rush). Através de um conjunto de técnicas inesperadas, Bertie é capaz de encontrar sua voz e corajosamente levar o país à guerra.

 

Então, fala aí qual seu preferido, ou qual você acha que não poderia faltar nessa lista (aceito sugestões de filmes).

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