Jornalismo / Viés

Alfa Homem: Um novo jeito de fazer revista masculina

Edição de setembro de 2011Ela tem tudo – ou quase tudo – que um homem pode querer. Não, não me refiro à Fernanda Lima, nem à Luiza Brunet. Falo da revista Alfa Homem, que, agora em setembro, completou um ano nas ruas. E está, cada vez mais, no cotidiano dos brasileiros.

Revolucionária, a publicação mensal da Editora Abril tem um novo conceito de revista masculina. Digo isso porque ela aborda diversos temas na mesma edição (e de maneira diferenciada). Geralmente, revistas femininas trazem a figura da mulher como um exemplo a ser seguido – de mãe, profissional e musa. As masculinas também retratam a mulher, mas, nesse caso, como uma deusa, sonhada e desejada por todos.

Alfa não segue nenhum dos padrões. Trata de saúde sem ser chata, esporte sem ser vazia e estilo sem ser blasé. Aborda carros, viagens e cerveja com nenhum clichê e, claro, tem belas mulheres em ensaios sensuais. Consegue – que milagre! – falar de sexo sem ser metida a moderninha. O projeto gráfico definido, as pautas bem pensadas, os textos ciosamente construídos e a edição minuciosa guiam o leitor ao ponto onde ele quer chegar.

Perfis, mas sem idolatria

Na última edição, de setembro, Alfa traçou perfis de 45 homens que fazem a diferença. Eles não são idolatrados, como Nova e Criativa fazem com as mulheres. Também não são representados como fenômenos, donos dos mais sarados abdomens e objetos de cobiça de 10 entre 10 garotas, como em Men’sHealth.  Porém, em cada um desses 45 homens, há lições a serem tiradas.

Nas mais de 150 páginas, muita propaganda. Um problema? Claro que não. Planejadas para publicações do gênero, elas são grandes, bonitas e estão em perfeita harmonia com os ensaios fotográficos, as crônicas e as reportagens.

Quem busca ensaios mais picantes, não abandona a Playboy e a Sexy. Para se aprofundar em carros e esportes, Quatro Rodas e Placar ainda são as melhores opções. Mas quem quer uma diversidade de assuntos e muita novidade, Alfa é uma boa pedida.  Ela tem tudo – ou quase tudo – que um homem pode querer.

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