Ciência e Tecnologia / Viés

O ontem, o pulo, o amanhã

Ontem, fomos a Lua. Hoje, estamos em Marte.

Ontem, pulamos de 102.000 pés. Hoje, já estamos em 120.000.

Nos últimos anos, avançamos (e muito) cientificamente. Novas vacinas foram criadas. Plantas e animais foram descobertos. Formas diferentes de se relacionar surgiram. Distintas formas de produção de energia elétrica estão sendo utilizadas.

E, tudo isso, simbolizado através de um pulo.

Ainda assim, nada disso aconteceria sem a ajuda de variadas pessoas. O chefe da equipe de Felix Baumgartner (esse cara aí em cima, ser humano como nós) era o mesmo que, momentos antes, detinha o recorde da maior altura saltada.

Andamos nos ombros de gigantes.

Felix Baumgartner se preparando para pular. (Foto: Divulgação)

Não avançamos sem o auxílio daqueles que nos precedem. É lento o caminhar em direção ao futuro, mas, certamente, não é desconsiderando o que já foi feito até agora que chegaremos mais rápido onde-quer-que-seja.

É dessa forma que podemos interpretar o que foi falado antes do pulo:

“Sometimes you have to get really high to see how small you are”

Algumas vezes, temos de nos distanciar muito para vermos o quão pequenos nós somos. Cursamos o ensino fundamental. Passamos pelo ensino médio. Formamo-nos em uma faculdade. Especializamo-nos. Fazemos mestrados, doutorados, pós-doutorados para que, no final das contas, agreguemos algo à História.

Mas somos pequenos. Nossas contribuições são pequenas.

Mas nem todas. Junte o suficiente número de grãos de areia e terás uma praia. Ou, até, um suficiente número de átomos e terás… qualquer coisa.

Hoje, quebramos recordes. Amanhã, quebraremos outros tantos mais.

(Foto: Divulgação)

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