Cultura / Viés

Kony 2012, o que sabemos realmente?

Cartaz utilizado para divulgação

http://www.mediafire.com/imageview.php?quickkey=84ne79yv88b4isb

No começo de março de 2012, um documentário de trinta minutos tomou conta da internet, obtendo mais de 700 mi de visualizações em menos de um mês. Seu objetivo é tornar as atrocidades que Joseph Kony – guerrilheiro, criminoso, chefe da Lord’s Resistance Army (LRA) – cometeu públicas. Seus crimes foram cometidos com milhares de crianças, e segundo algumas fontes ainda comete, em Uganda, país do leste da África.

Kony está em primeiro lugar na lista dos mais procurados da Corte Penal Internacional, por sequestrar e obrigar em média 66 mil crianças para lutar por ele, desde que a sua revolta começou em 1986. Só para constar, o LRA afirma que espíritos foram enviados para comunicar esta missão diretamente à Kony.

A campanha foi produzida por Jason Russel, o fundador da ONG Invisible Children, que está gerando desconfiança entre as pessoas que acompanham o caso. Há 2 semana o cineasta teve um surto psicótico e saiu pelas ruas de San Diego, nos Estados Unidos, pelado, se masturbando e “correndo do diabo” . Além disso, há boatos de que o dinheiro arrecadado pela ONG não tem sido utilizado para os devidos fins.

Com tantas informações correndo na mídia, não temos certeza do que é verdade ou boato, só sabemos o que outras pessoas estão dizendo.

Independente de qualquer coisa, o objetivo do documentário feito por Russel foi atingido, tornar Kony conhecido mundialmente. Embora Uganda tenha se manifestado informando que o guerrilheiro não está mais no país, forças armadas foram enviadas para buscá-lo e apreendê-lo, mas até agora nada.

Apoio totalmente o projeto, independente se houve dinheiro desviado ou não, se o tal de Russel pirou de vez, não importa. Acredito que se pelo menos uma criança for salva, toda campanha, todo esforço valeu a pena.

 

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1 comentário

  1. Patricia Valente says:

    Concordo plenamente contigo. Acho que independente dos fatos por trás do documentário, a ideia de Russel é louvável. Quem já assistiu o filme Hotel Ruanda, vizinha de Uganda, sabe as atrocidades que ocorrem por lá. Os dois países tem sérios problemas com a criminalidade – incluindo a infantil- e com grupos armados, assim como toda a África. Então, a finalidade não está em discutir a loucura do cineasta, o que interessa mesmo é que a campanha continue em prol da vida das crianças.

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