Política / Viés

O outro lado da lei seca

Há alguns dias, o colega Tchukamira escreveu a respeito da sua visão da Lei Seca em um post, onde ele se mostra contrário à lei atual que proíbe a ingestão de álcool para quem for dirigir. Apesar de entender seu ponto de vista, não concordo que deva haver um mínimo permitido por lei. Infelizmente, por mais que se diga que há um certo limite que não altera os sentidos do motorista, sabemos muito bem que este limite é variável de acordo com o organismo de cada pessoa. Assim como há pessoas que podem tomar dois copos de cerveja e não sofrerem qualquer alteração motora, conheço casos de pessoas que basta apenas um copo para que se perceba mudanças, e aí entra a dúvida, até que ponto esta pequena alteração é algo não-perigoso, mesmo sendo tão pequena?

Sabemos muito bem que não há uma grande facilidade em se impor limites ao ser humano. Sabe-se bem que antes da Lei Seca os mesmos motoristas que saiam embriagados, mesmo que levemente, não tinham tanto medo de blitz quanto se tem hoje. Será que não foi o fato de terem imposto um limite extremo, que fez com que criássemos esta responsabilidade no trânsito? Eu sei que ainda não dá para percebermos uma grande diferença nas estatísticas, a Lei Seca se mostrou muito mais eficiente nos primeiros meses do que aparenta hoje, porém também sabemos que a fiscalização diminuiu neste meio tempo, e o pavor inicial dos motoristas que bebiam antes de pegar no volante já passou. Me recordo bem, de quando a lei entrou em vigor, de amigos que iam para a balada e bebiam tendo que cuidar, tiveram que cortar o álcool pois sabiam que ao voltar dirigindo poderiam ser pegos em blitz, e assim a “repsonsabilidade” deles acabou aumentando.

O Jornal Nacional noticiou em julho a respeito da lei seca japonesa e sua rigorosidade. Lá, além do limite extremo, qualquer motorista pego embriagado sabe que a punição é rigorosa. E não são só os motoristas, os passageiros que estiverem junto também vão presos. Ao entrar em um restaurante, antes de servir a bebida, o gerente tem que perguntar ao motorista se ele vai dirigir. Caso beba e seja pego, o gerente pode ir preso por até três anos. São várias medidadas que foram tomadas após um acidente grave onde um motorista bêbado matou três crianças. E graças a estas medidas, hoje o Japão possui estatísticas inusitadas. O risco de alguem morrer na banheira é quase o triplo do que em um carro, as  bicicletas provocam o dobro de acidentes com mortes do que de motoristas bêbados. São medidas extremas, mas que surtem efeito, que acabam educando a população na marra, gerando um benefício para a população: o da vida.

Fonte: Blog Instituto IOB

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2 comentários

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