Literatura / Viés

PAIXÃO NÃO É AMOR

Vamos direto ao ponto.

Nós estamos lá, amando alguém pra caramba, vivendo alguns dos melhores momentos da nossa vida ao lado uma das pessoas mais especiais que existe – O AMOR DA NOSSA VIDA! – quando de repente, à medida com que o relacionamento vai se desenvolvendo, as coisas começam a degringolar.

  •  As diferenças incomodam
  • As discussões começam – e parecem nunca terminar
  • Começamos a ficar magoados um com o outro e a achar que não tem mais jeito
  • Pensamos várias vezes em terminar o namoro ou noivado ou até mesmo em nos divorciarmos – se é que já não passamos por isso

Mas, pera aí. Cadê aqueles momentos felizes, agradáveis, que nos uniram? Todo carinho, cuidado, atenção, palavras doces e gestos gentis que nos faziam sentir tão bem. Toda aquela paixão?  Pois é, chega num ponto que o que só conseguimos lembrar é dos desastres, das brigas, das mágoas, pois vira uma realidade diária.

PAIXÃO, PAIXÃO, PAIXÃO. É  este um dos primeiros assuntos do livro “ As cinco linguagens do Amor”, do autor americano Gary Chapman, publicado no Brasil pela editora Mundo Cristão . Gary Chapman estuda e trabalha os relacionamentos entre casais há mais de trinta anos, e acredita que o amor não acaba – mas sim a paixão. E eu, concordo totalmente com ele e já digo o porquê.

Citando o livro (p.36): “ Se a paixão não é amor, então o que é? Segundo Dr. Peck, ‘é um componente instintivo e geneticamente determinado do comportamento de acasalamento. Em outras palavras, um colapso temporário das reservas do ego que constituem o apaixonar-se; é uma reação estereotipada do ser humano a uma configuração de tendências sexuais internas e estimulações sexuais externas, as quais se designam ao crescimento da probabilidade da união e elo sexual, tendo em vista a perpetuação da espécie’.”

Para mim, essas palavras são muito técnicas, mas a essência é totalmente verdadeira.Eu entendo que a paixão é um ímpeto instintivo que temos de perpetuação da espécie. Por isso tanta “pegação”, tanta “ficada”. E por isso também que todo mundo tem esse desejo de encontrar “sua metade”, aquela pessoa que te completa, que tu quer casar – e normalmente casa por esse motivo: a conclusão de que “é ele” ou “é ela” .

Só que na prática, como mostra o terceiro capítulo do livro, há muitas diferenças entre os casais. É como se cada um falasse uma língua diferente, que o outro não entende. E daí o autor vai desdobrando, falando dos tipos de linguagem que cada um usa pra expressar seu amor, que consequentemente é aquela pela qual cada um entende ser amado também.

Mas, concluindo por enquanto este assunto, pra mim (e para o Gary ), o amor é uma escolha. É quando realmente decidimos amar alguém sabe. Quando a gente acorda de que ninguém é perfeito, incluindo a gente; e que é assim, uma hora a gente escolhe perdoar algo que O AMOR DA NOSSA VIDA nos magoou, outra hora é ele(a) que nos perdoa, por exemplo. Relacionamento estável, duradouro, feliz, pra mim é possível – e não é de graça, sem sacrifício.

Já escutamos com certeza a histórias como a que meu pai me contou hoje, que em gerações anteriores não se jogava as coisas fora, se consertava o que estava quebrado. Pra mim, isso é amar: é escolher estar com alguém mesmo quando nem tudo na pessoa e no relacionamento é tão perfeito assim: mas porque há um propósito em comum, um desejo de tornar um a outro feliz, ajudar no crescimento pessoal e de todas as áreas da vida do nosso amor, mesmo que de vez em quando tenham coisas a serem consertadas.

Tags: , , , , , , , , , , ,

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*