Cinema / Viés

Porque gay não se resume a plumas

Quando ouvimos alguém falar sobre personagens gays no cinema, a primeira imagem que vem na nossa cabeça, muitas vezes, é aquela criatura escandalosa, multicolorida e cheia de plumas. Sim, essa é uma visão estereotipada, eu sei. Mas será que cada um de nós nunca pensou assim, nem por um segundo? Não pretendo aqui generalizar, mas é de senso comum que os homossexuais, tanto na vida real quanto no cinema, são muitas vezes reduzidos a homens afeminados, extrovertidos, que se vestem com roupas chamativas e fazem shows (com plumas, é claro). Mas na realidade não é bem assim.

Cena do filme “Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar”. Fonte: www.fanpop.com

De forma alguma pretendo criticar narrativas com essa perspectiva, até porque essas personagens também são reais. Ao contrário, filmes como Priscilla, a Rainha do Deserto (The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert, 1994)  e Para Wong Foo, Obrigada Por Tudo! Julie Newmar (To Wong Foo Thanks for Everything, Julie Newmar, 1995), com gays montadas, coloridas e performáticas estão na lista dos meus preferidos, não apenas pelas histórias engraçadas e pelos figurinos, mas pela qualidade estética e de direção e roteiro. São filmes incríveis, com grandes histórias de vida, que todos deveriam assistir.

Cena do filme “Priscilla, a Rainha do Deserto”. Fonte: derekwinnert.com

Mas essa é apenas parte de um mundo extremamente complexo e em constante mutação. Quando falamos “gay”, podemos nos referir a uma diversidade de sexos, gêneros e orientações sexuais, pessoas com características e comportamentos que não devem ser enquadrados em “tipos” específicos. Pensando nisso, fiz uma pequena lista (e quem adora o cinema adora mais ainda listas de filmes) de algumas obras recentes do cinema gay que gostei e que me chamaram a atenção, seja pela história ou pela abordagem do tema, além de questões estéticas.

Cena de “Direito de Amar”. Fonte: cinemadejunkie.blogspot.com.br

Para evitar de estragar alguma surpresa, dessa vez vou deixar que os trailers falem por mim, e quem assistir vai entender por que os escolhi. Pegue papel e caneta e comece sua lista de filmes para ver nessas férias (pra quem estuda, ao menos).

 

Milk – A Voz da Igualdade (Milk, 2008)

 

Direito de Amar (A Single Man, 2009)

 

O Primeiro Que Disse (Mine Vaganti, 2010)

 

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids are All right, 2010)

 

Tomboy (idem, 2011)

 

Versos de um Crime (Kill Your Darlings, 2013)

 

Além desses seis longas, recomendo ainda os filmes do Xavier Dolan (confira meu post sobre o diretor), e Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014), que você pode conferir no post do Henrique Dellazeri.

E aí, qual deles você vai ver primeiro?

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