{"id":945,"date":"2023-06-19T10:18:18","date_gmt":"2023-06-19T13:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/?p=945"},"modified":"2023-06-19T10:27:59","modified_gmt":"2023-06-19T13:27:59","slug":"subida-ao-morro-santana-trote-consciente-da-biologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/subida-ao-morro-santana-trote-consciente-da-biologia\/","title":{"rendered":"Subida ao Morro Santana &#8211; Trote Consciente da Biologia"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"461\" height=\"526\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-946\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image.png 461w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-263x300.png 263w\" sizes=\"(max-width: 461px) 100vw, 461px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Breve hist\u00f3rico da atividade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A subida ao Morro Santana iniciou em 2004, a partir da iniciativa de alguns estudantes que perceberam a desconex\u00e3o da Biologia \u2013 UFRGS com o Morro. Estes estudantes, entre eles o bot\u00e2nico Martin Grings, ap\u00f3s subidas propostas pelo Prof. Dr. Valdely F. Kinupp, deram in\u00edcio \u00e0 tradicional atividade.<br><br>Contrapondo-se aos trotes depreciativos e opressores, a subida ao Morro Santana tem como objetivo proporcionar uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o dos novos estudantes com a beleza e o potencial de estudo do Santana.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1.png\"><img decoding=\"async\" width=\"677\" height=\"553\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-947\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1.png 677w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1-300x245.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-1-619x506.png 619w\" sizes=\"(max-width: 677px) 100vw, 677px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Morro Santana no contexto dos morros de Porto Alegre<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os morros ocupam 12.307 ha (23% da \u00e1rea do munic\u00edpio) e podem ser isolados, como os distribu\u00eddos na zona sul, ou agrupados em cristas. O  onjunto de morros de Porto Alegre, de modo geral, apresenta orienta\u00e7\u00e3o nordeste\/sudoeste, com altitudes predominantes entre 210 a 240 m, sendo que o ponto mais elevado localiza-se no Morro Santana, o maior dos 44 morros do munic\u00edpio, com 311 m acima do n\u00edvel do mar. Al\u00e9m da import\u00e2ncia biol\u00f3gica, o morro tem grande relev\u00e2ncia hist\u00f3rica por ter abrigado, em meados de 1740, a propriedade de Jer\u00f4nimo de Ornelas, considerado o fundador da cidade de Porto Alegre. Ainda serve como fonte de recursos para a manuten\u00e7\u00e3o da cultura de comunidades ind\u00edgenas do entorno, historicamente conectadas ao local antes mesmo da chegada de Jer\u00f4nimo.<br>A preserva\u00e7\u00e3o deste morro tamb\u00e9m \u00e9 de alta relev\u00e2ncia para a manuten\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1guas de tr\u00eas bacias hidrogr\u00e1ficas \u2013 do Arroio Dil\u00favio, do Arroio Passo das Pedras e do Arroio Feij\u00f3 \u2013 pois o Morro Santana abriga suas nascentes. Atualmente, rodeado por grandes avenidas, como a Av. Ant\u00f4nio de Carvalho (leste), Av. Bento Gon\u00e7alves (sul) e a Av. Prot\u00e1sio Alves (norte), o Morro Santana sofre uma s\u00e9rie de amea\u00e7as: mineradoras, saibreiras (ocasionando crateras na face noroeste), supress\u00e3o indevida de vegeta\u00e7\u00e3o, inc\u00eandios ocasionais e induzidos, ocupa\u00e7\u00e3o irregular, especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras, pr\u00e1tica de motocross (ocasionado a forma\u00e7\u00e3o de vo\u00e7orocas), al\u00e9m da falta de seguran\u00e7a para pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2.png\"><img decoding=\"async\" width=\"532\" height=\"651\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-948\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2.png 532w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-2-245x300.png 245w\" sizes=\"(max-width: 532px) 100vw, 532px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-3.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"609\" height=\"98\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-949\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-3.png 609w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-3-300x48.png 300w\" sizes=\"(max-width: 609px) 100vw, 609px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vegeta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porto alegre consiste em um ec\u00f3tono, ou seja, uma \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o, no encontro e interpenetra\u00e7\u00e3o de diversas forma\u00e7\u00f5es vegetacionais, sendo poss\u00edvel encontrar esp\u00e9cies bot\u00e2nicas das mais diversas regi\u00f5es do estado. Esp\u00e9cies exclusivas do bioma Mata Atl\u00e2ntica podem ser encontradas em \u201cilhas\u201d ou distribu\u00eddas no munic\u00edpio, muitas tendo seu limite sul de distribui\u00e7\u00e3o justamente no paralelo 30, em Porto Alegre. Chama aten\u00e7\u00e3o o fato de que entre as esp\u00e9cies mais frequentes da arboriza\u00e7\u00e3o urbana da capital, nenhuma seja nativa da regi\u00e3o metropolitana, apesar das potencialidades das \u00e1rvores nativas.<br>Os morros de Porto Alegre apresentam vegeta\u00e7\u00e3o natural distribu\u00edda em mosaicos, resultantes da associa\u00e7\u00e3o de dois tipos de vegeta\u00e7\u00e3o: campos e florestas, facilmente diferenciados pelos tons de verde mais claro (at\u00e9 amarelado) e verde mais escuro, respectivamente. De modo geral, o perfil t\u00edpico do Morro Santana, assim como dos demais morros do munic\u00edpio, \u00e9 o seguinte: face norte constitu\u00edda por campos, com esp\u00e9cies herb\u00e1ceas e arbustivas, e face sul constitu\u00edda por florestas, dominada pelas formas arb\u00f3reas. Isto ocorre porque h\u00e1 alta incid\u00eancia solar ao norte, sendo a parte sul menos iluminada e mais \u00famida.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-951\" width=\"576\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-5.png 589w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-5-300x216.png 300w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>\u00c0 medida que subimos em dire\u00e7\u00e3o ao topo do Morro, a vegeta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea pode ser dividida, grosso modo, em tr\u00eas grupos: mata, vassoural (ou capoeira) e campo. A rocha formadora do Morro \u00e9 o granito, e a vegeta\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0s caracter\u00edsticas do solo e varia conforme as condi\u00e7\u00f5es ambientais: no topo, o solo \u00e9 mais seco, raso e pobre em nutrientes, tornando-se mais \u00famido, profundo e f\u00e9rtil com o decl\u00ednio da altitude. Isto ocorre porque, com o tempo, os componentes do solo v\u00e3o escorrendo das partes mais altas para as mais baixas do morro por a\u00e7\u00e3o da chuva.<br>No p\u00e9 do morro, as condi\u00e7\u00f5es ambientais permitem a exist\u00eancia de uma mata de maior porte \u2013 higr\u00f3fila ou alta \u2013 com presen\u00e7a de muitas plantas ep\u00edfitas. Subindo, ocorre a transi\u00e7\u00e3o para mata mes\u00f3fila ou baixa, caracterizada pela ocorr\u00eancia de esp\u00e9cies da fam\u00edlia Myrtaceae, grupo a que pertence a pitangueira (<em>Eugenia uniflora<\/em>) e v\u00e1rias outras frut\u00edferas do Rio Grande do Sul. A transi\u00e7\u00e3o da mata para o campo pode ser abrupta ou n\u00e3o, sendo majoritariamente marcada pela presen\u00e7a da vegeta\u00e7\u00e3o conhecida como vassoural, importante componente da din\u00e2mica sucessional no processo de expans\u00e3o das florestas sobre o campo. As plantas conhecidas como vassouras sombreiam o solo e promovem o<br>ac\u00famulo de biomassa, provendo o solo dos nutrientes e das condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o estabelecimento de esp\u00e9cies florestais mais exigentes. A partir da\u00ed, iniciam-se as forma\u00e7\u00f5es tipicamente campestres, geralmente encontrados no topo e na encosta norte.<br>A flora campestre \u00e9 ainda mais rica se comparada \u00e0 florestal, abrigando muitas esp\u00e9cies end\u00eamicas, raras e amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul. Nos morros de Porto Alegre, o n\u00famero de esp\u00e9cies campestres \u00e9 duas vezes maior se comparado ao de florestais!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-6.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-6-edited.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-953\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-6-edited.png 753w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-6-edited-300x202.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-6-edited-619x416.png 619w\" sizes=\"(max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><\/a><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o do perfil vegetacional dos morros de Porto Alegre por Prof. Paulo<br>Brack.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Duas esp\u00e9cies que habitam o morro e s\u00e3o de f\u00e1cil reconhecimento s\u00e3o o  <strong>butiazeiro<\/strong>, <em>Butia odorata<\/em>, e a <strong>tuna<\/strong>, <em>Cereus hildmannianus<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"614\" height=\"220\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-950\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-4.png 614w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-4-300x107.png 300w\" sizes=\"(max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fauna<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-8.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"489\" height=\"346\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-955\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-8.png 489w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-8-300x212.png 300w\" sizes=\"(max-width: 489px) 100vw, 489px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andando pelo Campus do Vale, percebemos que n\u00e3o estamos sozinhos, pois outros seres habitam o Morro Santana e seus arredores e podem ser observados se prestarmos aten\u00e7\u00e3o e fizermos sil\u00eancio: o gamb\u00e1-de-orelha-branca (D<em>idelphis albiventris<\/em>), o macaco- prego (<em>Sapajus nigritus<\/em>), o lagarto-tei\u00fa (<em>Salvator merianae<\/em>), o aracu\u00e3 (<em>Ortalis guttata<\/em>), esp\u00e9cies de serpentes e de pequenos roedores, al\u00e9m de animais dom\u00e9sticos que surgem juntamente com a ocupa\u00e7\u00e3o urbana. H\u00e1 relatos recentes de observa\u00e7\u00e3o de bugio-ruivo (<em>Alouatta guariba<\/em>) por moradores das redondezas, mas sem confirma\u00e7\u00e3o.<br>Em um invent\u00e1rio r\u00e1pido realizado em 2007, a ocorr\u00eancia de 15 esp\u00e9cies de mam\u00edferos foi registrada para o Morro Santana, sendo a maioria de roedores, e contando com esp\u00e9cies generalistas. A face sul teve um maior n\u00famero de esp\u00e9cies possivelmente devido \u00e0 fisionomia vegetacional, com predom\u00ednio de cobertura vegetal arb\u00f3rea, conferindo mais abrigo aos animais silvestres.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-7.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"555\" height=\"401\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-954\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-7.png 555w, https:\/\/www.ufrgs.br\/viveiroscomunitarios\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/image-7-300x217.png 300w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas entre as esp\u00e9cies de mam\u00edferos s\u00e3o important\u00edssimas para a conserva\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies, n\u00e3o apenas animais, principalmente em ambientes fragmentados. Gamb\u00e1s, morcegos, primatas, roedores e can\u00eddeos, como o graxaim, desempenham um papel na manuten\u00e7\u00e3o da diversidade de plantas, atrav\u00e9s da dispers\u00e3o e preda\u00e7\u00e3o de sementes. Al\u00e9m dos mam\u00edferos, aves, r\u00e9pteis, anf\u00edbios e invertebrados tamb\u00e9m desempenham pap\u00e9is essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<br>Um exemplo de impacto ocasionado pela a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica no entorno do Morro Santana \u00e9 o anel vi\u00e1rio do Campus do Vale da UFRGS, onde h\u00e1 numerosos registros de atropelamentos de animais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos 1.000 ha do Morro Santana, 600 s\u00e3o pertencentes a UFRGS, o que refor\u00e7a a responsabilidade da Universidade com a sua conserva\u00e7\u00e3o ambiental e com as comunidades vizinhas. Tendo em vista a alta riqueza biol\u00f3gica do Santana, desde 1980 existe o interesse no estabelecimento de uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC) nas terras da universidade, o que garantiria maior prote\u00e7\u00e3o a sua \u00e1rea. Em 2006, foram estabelecidos em lei o limite de 321,12 ha e a categoria de Ref\u00fagio da Vida Silvestre (REVIS). Diversos esfor\u00e7os foram feitos visando \u00e0 efetiva implanta\u00e7\u00e3o da unidade, contudo, ela nunca saiu do papel. Em agosto de 2015, em Assembl\u00e9ia Extraordin\u00e1ria, o Grupo de Trabalho pelo Morro Santana foi criado<br>pelos estudantes, com o objetivo de estudar e propor alternativas para a implementa\u00e7\u00e3o de uma UC do Morro Santana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Autoria: DAIB<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quer saber mais?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/herpetologia\/\">HERPETOLOGIA UFRGS. 2010. Laborat\u00f3rio de Herpetologia da Universidade<br>Federal do Rio Grande do Sul. On line. Vers\u00e3o 1.0, Novembro 2010. <\/a><br><br><a href=\"http:\/\/ecoqua.ecologia.ufrgs.br\/Camposdosul\/Campos_do_Sul.pdf\">Pillar, Val\u00e9rio De Pitta; Lange, Omara (eds.). 2015. Os Campos do Sul. Porto Alegre: Rede Campos Sulinos \u2013 UFRGS.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/petbiologia\/2016\/08\/03\/morro-santana-um-olhar-fotografico-para-conservacao\/\">Aurich, Marco; Baraldo, Jo\u00e3o Pedro; Franceschi, Marceli; Garcia, Kassiane; Jardim, Heitor; Machado, Lu\u00edza. 2016. Morro Santana: um olhar fotogr\u00e1fico para sua conserva\u00e7\u00e3o. PETBio UFRGS.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/320734377_Inventario_rapido_da_fauna_de_mamiferos_do_Morro_Santana_Porto_Alegre_RS\">Penter, Camila ; Ped\u00f3, Ezequiel; Fabi\u00e1n, Marta Elena; Hartz, Sandra Maria.  2008. Invent\u00e1rio R\u00e1pido da Fauna de Mam\u00edferos do Morro Santana, Porto Alegre, RS. Revista Brasileira de Bioci\u00eancias, Porto Alegre, v. 6, n. 1, p. 117-125. <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rambo, Baldu\u00edno. 1956. Flora anal\u00edtica de Porto Alegre. Revista Sellowia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Robberson-Setubal\/publication\/283290124_Campos_dos_Morros_de_Porto_Alegre\/links\/5630c51c08aedf2d42beea8b\/Campos-dos-Morros-de-Porto-Alegre.pdf\">Setubal, Robberson Bernal; Boldrini, Ilsi Iob; Ferreira, Pedro Maria de Abreu (orgs.). 2011. Campos dos morros de Porto Alegre. Porto Alegre: Igr\u00e9 &#8211; Associa\u00e7\u00e3o S\u00f3cio-Ambientalista.<\/a> <br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Breve hist\u00f3rico da atividade A subida ao Morro Santana iniciou em 2004, a partir da iniciativa de alguns estudantes que perceberam a desconex\u00e3o da Biologia \u2013 UFRGS com o Morro. Estes estudantes, entre eles o bot\u00e2nico Martin Grings, ap\u00f3s subidas propostas pelo Prof. Dr. Valdely F. Kinupp, deram in\u00edcio \u00e0 tradicional atividade. 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