Menu

Entrevista com a Tidesat: startup desenvolve sensor para medir o nível de corpos hídricos

Em fevereiro de 2022, o Zenit foi até o Centro de Empreendimento em Informática da UFRGS, no campus do Vale, e conversou com a TideSat. A startup logrou o primeiro lugar na categoria universitária da competição Galileo Masters de 2020, quando foi agraciada com um prêmio de mil euros e o patrocínio de 62 mil euros para aceleração da incubação. Confira a entrevista a seguir:

1)O que faz a TideSat?

A TideSat está desenvolvendo um serviço completo de assinatura para monitoramento do nível da água de rios, mares e represas. A solução permite a medição do nível da água à distância, utilizando satélites em órbita da Terra. O sensor é baseado na tecnologia de “Internet das Coisas”, transmitindo em tempo real para os assinantes os dados medidos pelo sensor em campo. O monitoramento do nível da água é uma importante ferramenta para a mitigação de danos causados por enchentes e secas. O diferencial da TideSat é o fato de não precisar de estrutura física específica para ser mantido, reduzindo em até 90% os custos em relação aos marégrafos convencionais. Com o slogan “monitore o nível da água onde quiser, acesse de onde estiver”, a startup busca facilitar o acesso a essa tecnologia, principalmente em regiões historicamente negligenciadas. Isso é uma inovação em relação ao método tradicional, no qual são necessárias estações de monitoramento, com marégrafos de alto custo, posicionadas em diversos pontos nas zonas costeiras do mundo, com menor espaçamento possível entre si. Nosso dispositivo mede o nível do mar à distância, podendo estar posicionado longe da costa e em local seguro, evitando perdas.

2) Como surgiram as ideias de fazer um sensor para medição do nível de água e de implementar uma startup?

A TideSat é uma filha ou spin-off de um laboratório da UFRGS. O sensor é fruto de anos de pesquisa e desenvolvimento por professores e alunos. Posteriormente, surgiu a ideia de tornar essa tecnologia para monitorar o nível da água mais acessível. O meio mais rápido para popularizar o projeto seria levando para o mercado. Com isso surgiu a TideSat, startup  formada por alunos da UFRGS, doutorandos do Programa de Pós-graduação em Sensoriamento Remoto e graduandos do Instituto de Geociências e do Instituto de Informática.

De pé da esquerda para a direita: Iuri Tinti, Maurício Kenji Yamawaki, Felipe Geremia Nievinski, Vitor Hugo de Almeida Junior, Douglas Bueno Leipelt. Agachados: Leonardo da Motta da Silva e Leonardo Migotto

3) Qual o histórico e estado atual do negócio?

Atualmente a TideSat está concorrendo nos programas Centelha/FAPERGS e Catalisa/CNPq. No ano de 2021, foi finalista do programa Go.GlobalX do SEBRAE, UFRGS e outros parceiros. Foi campeã em 2020 do programa Galileo Masters da Comissão Européia na categoria universitária, quando foi selecionada para incubação com um prêmio de 62 mil euros. Há um ano, então, estamos incubados no Centro de Empreendimento em Informática da UFRGS.

4) Como vem sendo a relação da empresa com o CEI e como estão se sentindo com o suporte da Incubadora? 

O CEI se mostrou uma boa opção para a TideSat desenvolver seu projeto. Aqui temos locais adequados para realizarmos as atividades da startup e sempre contamos com o empenho e prontidão da equipe de apoio. Eles têm nos dado suporte e auxílio principalmente na prestação de contas, em mentorias para evolução do negócio e oportunidade de participação em eventos, além de nos proporcionar alguns contatos com futuros clientes.

Sócios da TideSat

5) Quais as perspectivas ou projetos para o futuro?

As nossas perspectivas são de terminar o desenvolvimento do nosso sensor, tornando-o mais amigável ao usuário e, então, começar o processo de entrada no mercado.

CONHEÇA MAIS SOBRE A EMPRESA:

Site
LinkedIn

CONFIRA O VÍDEO QUE FIZEMOS COM A TIDESAT:

Texto de: Carlos Eduardo da Silva Ribeiro, doutorando em Comunicação UFRGS, mestre em Sociologia UFPEL, bolsista de Desenvolvimento Institucional do Parque Zenit.

Voltar para o menu