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INCUBADAS REINTEC ZENIT – entrevista com a Regenera: Top 1 em Biotecnologia no 100 Top Open Startups 2021

A Regenera Moléculas do Mar, startup incubada na IECbiot (Incubadora Empresarial do Centro de Biotecnologia), foi reconhecida como primeiro lugar na área de Biotecnologia no evento 100 Top Open Startups. É a terceira vez consecutiva que a Regenera recebe essa colocação! Outras empresas do ecossistema da UFRGS também foram premiadas: Sentimonitor, Prosumir e Trashin. A premiação ocorreu no dia 28 de outubro.

A Regenera disponibiliza a biodiversidade química brasileira de origem marinha para as necessidades de inovação da indústria, atendendo diferentes setores da economia, a partir do seu banco de micro-organismos marinhos. Uma plataforma de pesquisa e desenvolvimento dessa natureza é inédita no Brasil. Alinhada com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, a empresa possui infraestrutura própria e uma equipe de pesquisadores capaz de atender tanto os projetos internos, bem como projetos de codesenvolvimento e/ou prestação de serviços tecnológicos avançados.

“Pesquisar para proteger, proteger para descobrir, descobrir para inovar! Esse é o lema: promover inovação a partir do mar estimulando o desenvolvimento sustentável, uma vez que espécies podem ser extintas antes mesmo de serem descritas e pesquisadas quanto às suas propriedades e potencial biotecnológico.” – Mario Frota Jr.

Entrevistamos Mario Frota Jr, Sócio-fundador e Diretor-Presidente da Regenera, sobre a nova premiação da empresa, que pode ser assistida neste link. Confira a entrevista:

1) O que faz a Regenera?

A Regenera Moléculas do Mar desenvolve bioprodutos e bioprocessos a partir de uma plataforma inédita e sustentável de pesquisa e desenvolvimento: o Banco Regenera. Trata-se de uma coleção pioneira de micro-organismos marinhos legalmente disponível para bioprospecção e desenvolvimento tecnológico. Novas moléculas antibióticas, insumos inovadores para cosméticos e micro-organismos inéditos, com alto potencial de aplicação no agronegócio, são exemplos dos projetos desenvolvidos na Regenera.

2) Como foi a relação da empresa com a Incubadora Empresarial do Centro de Biotecnologia da UFRGS?

Quando entendemos que estávamos diante de uma grande oportunidade (transformar conhecimento em negócios), buscamos capacitação empreendedora junto à Maratona de Empreendedorismo da UFRGS, na época um curso de extensão com foco no desenvolvimento de novos negócios. Resumidamente, após meses de aprendizado, fomos contemplados com o Primeiro Lugar no concurso de planos de negócios daquela edição (2010). Sendo assim, o caminho natural foi buscarmos um local para apoiar a implementação da nossa ideia, tendo a Incubadora de Empresas do Centro de Biotecnologia da UFRGS um papel muito importante nessa caminhada que estava apenas começando. O “roteiro” inicial era simples: incubar a empresa e, logo em seguida, graduar e “partir” para o mercado. Contudo, em razão de questões legais atreladas a falta de uma legislação inerente ao nosso “core business” (bioprospecção com foco em desenvolvimento tecnológico e inovação), os três primeiros anos de incubação foram voltados única e exclusivamente ao longo processo burocrático de obtenção da licença para, tão somente, iniciarmos os trabalhos. Na prática, se não estivéssemos dentro de um ecossistema voltado à inovação, dificilmente teríamos êxito nessa questão. Uma vez obtida a primeira e única licença (nos termos da Convenção da Diversidade Biológica e da Lei Brasileira) para disponibilizar o patrimônio genético brasileiro de origem marinha para as necessidades de inovação da indústria, finalmente demos início às atividades de coleta do material biológico e consolidação do Banco, bem como buscamos os primeiros contatos junto aos eventuais interessados no nosso modelo de negócio. Atualmente estamos em processo de avaliação no que diz respeito à graduação da empresa junto ao ecossistema de inovação da Universidade.

3) E a premiação no Top 100 Open Startups? Como é para vocês ficarem no Top 1 mais uma vez?

A plataforma de open innovation da 100 Open Startups é algo fantástico! Além de proporcionar reconhecimento a todos que inovam (startups, corporate e demais players envolvidos), ela oportuniza conexões visando soluções para desafios reais. Costumo falar que a premiação em si não é o objetivo, mas com certeza ela engaja a equipe e dá forças para seguirmos adiante. Em especial, essa premiação tem como característica principal a validação de negócios entre startups e grandes empresas. Ou seja, quem tem mais contratos de inovação aberta com o mercado (quem faz mais negócios), ganha mais pontos para o Ranking. Particularmente, somos Top 1 na categoria Top Biotechs pelo terceiro ano consecutivo, e isso é muito legal! Ao longo da nossa trajetória também recebemos outras premiações, com destaque para o Prêmio Conexão Startup Indústria (ABDI), Prêmio Startups Connected (Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha), Prêmio Pesquisador Gaúcho 2019 – Startup Inovadora (FAPERGS), Prêmio Grow Plus Innovation Awards (Grow+) e, claro, o 1° Lugar na Maratona de Empreendedorismo da UFRGS.

4) A Regenera participou de outros programas do ecossistema de inovação da UFRGS enquanto incubada?

Sempre que possível, buscamos aproximação com os demais players do ecossistema de inovação da Universidade, seja por participação em eventos voltados ao empreendedorismo, seja por estimular o desenvolvimento de novos negócios. Atualmente atuamos como mentores dos participantes da Maratona e de outros mecanismos de apoio ao desenvolvimento startups.

5) Quais as perspectivas ou projetos para o futuro?

O nosso planejamento estratégico contempla não só a graduação da empresa, mas também a manutenção de uma estrutura de PD&I junto ao ecossistema de inovação da UFRGS. Entendemos que podemos (e devemos) seguir contribuindo com tudo o que diz respeito a empreendedorismo e inovação dentro da Universidade. Em termos de negócios, a regra é clara: sempre em frente!

Conheça mais sobre a Regenera

Conheça mais sobre a premiação

Texto de: Carlos Eduardo da Silva Ribeiro, doutorando em Comunicação UFRGS, mestre em Sociologia UFPEL, bolsista de Desenvolvimento Institucional do Parque Zenit.

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