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Sessões
temáticas
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Programação
das comunicações (novo)
Submissão de
textos prorrogada para 01/03/2015
Autorização para uso de imagens
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1. CIDADE
Urbano, urbanista, urbanismo, essas palavras apenas tem um século de
existência mesmo se os problemas aos quais elas remetem dependem das transformações
que sofreram as cidades a partir da era industrial moderna. A construção de um
saber sobre o significado histórico e social das formas urbanas implica
pesquisas sobre os usos sociais, a dramaturgia espacial como também sobre as
palavras e as imagens através das quais os objetos urbanos ganham um
significado imaginário para os atores da vida citadina.
2. LITERATURA
No entrecruzamento da História com a Literatura, há sempre os que exigem
mais representação e aqueles que com ela se aborrecem, reivindicando maior grau
de factualidade. Esquecem-se os dois lados de que a
virtude do entrecruzamento reside, exatamente, na liberdade da construção, uma
espécie de 3ª via que não pode se prender de maneira ortodoxa à matriz
original, sob pena de esvaziar a criatividade e de afrouxar o conhecimento. A
quem se confronta com a História e com a Literatura, no âmbito de pensar o
urbano, cabe avaliar, de modo cauteloso e delicado, o grau de equilíbrio entre
representação e factualidade, porque, a sabedoria
sertaneja de Riobaldo já nos alertou: o real não está
na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.
3. IMAGENS
A temática da cultura visual e do imaginário urbano é uma área muito
dinâmica de produção científica em Ciências Humanas atualmente, muitos
simpósios e publicações tem abordado a questão. Através da pintura, da
litografia, da fotografia e do cinema tem-se pensado a visualidade das cidades
brasileiras. Os embates sociais, identitários e de
gênero na cidade nos séculos XIX, XX e XXI tem constituído um novo imaginário
republicano. A cidade entre a ordem e o caos é o locus
de uma série de lutas, de disputas e de contradições no processo de
modernização da sociedade brasileira. A produção imagética sobre as principais
capitais brasileiras, entre elas o Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, em
cartões postais, em álbuns de vistas, bem como em revistas e jornais, tem
participado de forma ativa na construção de significados sociais e simbólicos
sobre os processos de modernização e os embates políticos e culturais da
sociedade brasileira. Por vezes, há uma tentativa de apresentar as cidades
brasileiras com feições europeias, como na segunda metade do século XIX e
início do XX, em outras, valorizar a modernidade através da produção econômica,
da realização de grandes obras de engenharia e da verticalização (prédio de
apartamentos e escritórios) como ícones da modernidade, finalmente como o local
do combate a desordem, ao crime, ao tráfico, a pobreza e aos desviantes. O
Brasil é um país com uma população de mais de 85 %, nas grandes cidades se
concentram as principais instituições culturais (universidades, museus, centro
culturais, esportivos, a pesquisa de ponta), políticas e econômicas, bem como
as grandes manifestações sociais com as dos anos 1963-68, 1978-84 e 2013.
4. SENSIBILIDADE
Sensibilidades como tradução do sensível da
cidade, como uma forma de conhecimento do mundo - imaginário social,
subjetividade, emoções, sentimentos. Sensibilidades deixadas em marcas
objetivas do mundo sensível, "objetos do sensível",
que podem ser materializados em textos e imagens literários, tais como cartas,
diários e memórias e em objetos concretos (patrimoniais) e artísticos (todas as
expressões artísticas), relacionados ao urbano. O estudo dos indivíduos, das
subjetividades e das trajetórias de vida.
Arte: Daniela Marzola
Fialho & Airton Cattani ©
Webmaster: Cláudio de Sá Machado Júnior ©