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09 a 11 de março de 2015 – PROPUR – UFRGS - Porto Alegre - Brasil

Local: Faculdade de Arquitetura (Rua Sarmento Leite, 320 – Campus Centro)

 

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Sessões temáticas

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Relação de trabalhos aceitos

Programação das comunicações (novo)

 

Normas para publicação

Submissão de textos prorrogada para 01/03/2015

 

Autorização para uso de imagens

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1. CIDADE

Urbano, urbanista, urbanismo, essas palavras apenas tem um século de existência mesmo se os problemas aos quais elas remetem dependem das transformações que sofreram as cidades a partir da era industrial moderna. A construção de um saber sobre o significado histórico e social das formas urbanas implica pesquisas sobre os usos sociais, a dramaturgia espacial como também sobre as palavras e as imagens através das quais os objetos urbanos ganham um significado imaginário para os atores da vida citadina.

 

2. LITERATURA

No entrecruzamento da História com a Literatura, há sempre os que exigem mais representação e aqueles que com ela se aborrecem, reivindicando maior grau de factualidade. Esquecem-se os dois lados de que a virtude do entrecruzamento reside, exatamente, na liberdade da construção, uma espécie de 3ª via que não pode se prender de maneira ortodoxa à matriz original, sob pena de esvaziar a criatividade e de afrouxar o conhecimento. A quem se confronta com a História e com a Literatura, no âmbito de pensar o urbano, cabe avaliar, de modo cauteloso e delicado, o grau de equilíbrio entre representação e factualidade, porque, a sabedoria sertaneja de Riobaldo já nos alertou: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.

 

3. IMAGENS

A temática da cultura visual e do imaginário urbano é uma área muito dinâmica de produção científica em Ciências Humanas atualmente, muitos simpósios e publicações tem abordado a questão. Através da pintura, da litografia, da fotografia e do cinema tem-se pensado a visualidade das cidades brasileiras. Os embates sociais, identitários e de gênero na cidade nos séculos XIX, XX e XXI tem constituído um novo imaginário republicano. A cidade entre a ordem e o caos é o locus de uma série de lutas, de disputas e de contradições no processo de modernização da sociedade brasileira. A produção imagética sobre as principais capitais brasileiras, entre elas o Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, em cartões postais, em álbuns de vistas, bem como em revistas e jornais, tem participado de forma ativa na construção de significados sociais e simbólicos sobre os processos de modernização e os embates políticos e culturais da sociedade brasileira. Por vezes, há uma tentativa de apresentar as cidades brasileiras com feições europeias, como na segunda metade do século XIX e início do XX, em outras, valorizar a modernidade através da produção econômica, da realização de grandes obras de engenharia e da verticalização (prédio de apartamentos e escritórios) como ícones da modernidade, finalmente como o local do combate a desordem, ao crime, ao tráfico, a pobreza e aos desviantes. O Brasil é um país com uma população de mais de 85 %, nas grandes cidades se concentram as principais instituições culturais (universidades, museus, centro culturais, esportivos, a pesquisa de ponta), políticas e econômicas, bem como as grandes manifestações sociais com as dos anos 1963-68, 1978-84 e 2013.

 

4. SENSIBILIDADE

Sensibilidades como tradução do sensível da cidade, como uma forma de conhecimento do mundo - imaginário social, subjetividade, emoções, sentimentos. Sensibilidades deixadas em marcas objetivas do mundo sensível, "objetos do sensível", que podem ser materializados em textos e imagens literários, tais como cartas, diários e memórias e em objetos concretos (patrimoniais) e artísticos (todas as expressões artísticas), relacionados ao urbano. O estudo dos indivíduos, das subjetividades e das trajetórias de vida.

 

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Arte: Daniela Marzola Fialho & Airton Cattani ©

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