Caso
Wetterhanhn
- Proteção ao pesquisador
A química
Karen E. Wetterhahn, do Dartmouth College/USA, era uma pesquisadora de
48 anos que pesquisava sobre os efeitos dos metais pesados sobre moléculas
e células. Durante um experimento, em agosto de 1996, ela acidentamente
foi exposta ao dimetilmercúrio, que é um composto incolor
extremamente tóxico, raramente utilizado. Esta substância
era considerada como padrão de controle nos testes que utilizam
Ressonância Nuclear Magnética para verificar a ligação
entre moléculas.
A Dra. Wetterhahn
era uma pesquisadora experiente e meticulosa. Durante este experimento,
uma pequena quantidade desta substância respingou em sua luva de
látex, quando transferia o material para um equipamento de Ressonância
Nuclear Magnética. Como estava utilizando equipamento de segurança
recomendado, não deu maior importância ao fato. A substância
era permeável aos poros da luva e entrou em contato com a sua pele
em questão de segundos. Ela ficou doente alguns meses após
e faleceu em menos de um ano do ocorrido.
Após a
sua morte, seus colegas iniciaram uma série de testes e verificaram
que o dimetilmercúrio atravessa o látex das luvas descartáveis
em menos de 15 segundos.
Zacks
R. Looking for alternatives. Scientific American 1997;277(3):13.
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