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Por que os bebês nascidos com 8 meses morrem mais do que os com 7?

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Infográfico

Desenvolvedores:

Mentor:

Tradutor:

  • Afonso Spezia
  • Júlia Pivatto
  • Ronaldo Ferreira
  • Cecília Drebes Pedron
  • Anne Marie Weissheimer

Tese

Autor:

Orientador:

  • Cecília Drebes Pedron
  • Ana Lúcia de Lourenzi Bonilha

ou

Resumo
     O nascimento prematuro, antes de completar as 37 semanas de idade gestacional, é um evento de magnitude mundial. Os prematuros tardios, nascidos entre 34 semanas e 36 semanas e seis dias de gestação, representam um número significativo na prematuridade. Entretanto, os prematuros tardios não podem ser considerados apenas como recém-nascidos próximos ao termo, pois apresentam uma imaturidade fisiológica, gerando maiores índices de internações e morbidades. Essas morbidades geram impacto na saúde pública, necessitando uma maior compreensão da forma como esses prematuros tardios estão sendo cuidados. Sendo assim, objetivou-se, neste estudo, analisar o cuidado leigo e profissional prestado ao recém-nascido prematuro tardio nos primeiros seis meses após a alta hospitalar no contexto da Estratégia de Saúde da Família. Trata-se de uma minietnografia, a qual possibilita focalizar uma área restrita e específica de investigação. O estudo ocorreu por meio de um processo sistemático de observação, documentação e análise dos estilos de vida em uma cultura, buscando-se compreender as pessoas em seu contexto. Os informantes do estudo foram 13 mães de prematuros tardios e oito profissionais da saúde que trabalhavam nas unidades de Estratégia de Saúde da Família do Distrito Glória/Cruzeiro/Cristal – Porto Alegre, onde as mães e profissionais foram entrevistadas. A coleta de dados ocorreu no período entre outubro de 2011 e dezembro de 2012. A análise de dados foi do tipo temática de padrões com a categorização de descritores, formulando padrões culturais e temas. A análise gerou dois grandes temas, denominados ‘o contexto de nascimento do prematuro tardio’ e ‘o cuidado leigo e profissional ao prematuro tardio’. No primeiro tema, observou-se a invisibilidade e o crescimento e desenvolvimento dos prematuros tardios, bem como os fatores socioeconômicos do contexto de moradia. No segundo tema, foram descritos a alimentação do prematuro tardio, o cuidado espiritual, a higiene e o conforto, e os cuidados de saúde ao prematuro tardio. Nesse contexto, sendo o sistema de cuidado constituído pelo cuidado leigo e profissional, o cuidado profissional deveria auxiliar e complementar o cuidado leigo tornando-o compartilhado e centrado na família. Entretanto, identificou-se que as mães não referem a prematuridade de seus filhos, mas a reconhecem e buscam auxílio dos profissionais da saúde para este cuidado, contudo, sem a resposta esperada, acabam optando por seguirem as orientações e práticas de cuidados dos familiares. A cultura, crenças e costumes familiar são predominantes no cuidado ao prematuro tardio, devendo ser levadas em consideração pelos profissionais da saúde em suas orientações e condutas. As orientações profissionais desconsideradas pelas cuidadoras leigas podem estar associadas a um cuidado ainda fragmentado e não articulado entre a rede hospitalar e básica, indicando uma reorganização da estrutura de atendimento e valorização da cultura e dos saberes populares, visando um cuidado mais específico e qualificado ao prematuro tardio.

Infográfico

Desenvolvedores:

  • Afonso Spezia
  • Júlia Pivatto
  • Ronaldo Ferreira

Mentor:

  • Cecília Drebes Pedron

Tradutor:

  • Anne Marie Weissheimer

Tese

Autor:

  • Cecília Drebes Pedron

Orientador:

  • Ana Lúcia de Lourenzi Bonilha

ou

Resumo
     O nascimento prematuro, antes de completar as 37 semanas de idade gestacional, é um evento de magnitude mundial. Os prematuros tardios, nascidos entre 34 semanas e 36 semanas e seis dias de gestação, representam um número significativo na prematuridade. Entretanto, os prematuros tardios não podem ser considerados apenas como recém-nascidos próximos ao termo, pois apresentam uma imaturidade fisiológica, gerando maiores índices de internações e morbidades. Essas morbidades geram impacto na saúde pública, necessitando uma maior compreensão da forma como esses prematuros tardios estão sendo cuidados. Sendo assim, objetivou-se, neste estudo, analisar o cuidado leigo e profissional prestado ao recém-nascido prematuro tardio nos primeiros seis meses após a alta hospitalar no contexto da Estratégia de Saúde da Família. Trata-se de uma minietnografia, a qual possibilita focalizar uma área restrita e específica de investigação. O estudo ocorreu por meio de um processo sistemático de observação, documentação e análise dos estilos de vida em uma cultura, buscando-se compreender as pessoas em seu contexto. Os informantes do estudo foram 13 mães de prematuros tardios e oito profissionais da saúde que trabalhavam nas unidades de Estratégia de Saúde da Família do Distrito Glória/Cruzeiro/Cristal – Porto Alegre, onde as mães e profissionais foram entrevistadas. A coleta de dados ocorreu no período entre outubro de 2011 e dezembro de 2012. A análise de dados foi do tipo temática de padrões com a categorização de descritores, formulando padrões culturais e temas. A análise gerou dois grandes temas, denominados ‘o contexto de nascimento do prematuro tardio’ e ‘o cuidado leigo e profissional ao prematuro tardio’. No primeiro tema, observou-se a invisibilidade e o crescimento e desenvolvimento dos prematuros tardios, bem como os fatores socioeconômicos do contexto de moradia. No segundo tema, foram descritos a alimentação do prematuro tardio, o cuidado espiritual, a higiene e o conforto, e os cuidados de saúde ao prematuro tardio. Nesse contexto, sendo o sistema de cuidado constituído pelo cuidado leigo e profissional, o cuidado profissional deveria auxiliar e complementar o cuidado leigo tornando-o compartilhado e centrado na família. Entretanto, identificou-se que as mães não referem a prematuridade de seus filhos, mas a reconhecem e buscam auxílio dos profissionais da saúde para este cuidado, contudo, sem a resposta esperada, acabam optando por seguirem as orientações e práticas de cuidados dos familiares. A cultura, crenças e costumes familiar são predominantes no cuidado ao prematuro tardio, devendo ser levadas em consideração pelos profissionais da saúde em suas orientações e condutas. As orientações profissionais desconsideradas pelas cuidadoras leigas podem estar associadas a um cuidado ainda fragmentado e não articulado entre a rede hospitalar e básica, indicando uma reorganização da estrutura de atendimento e valorização da cultura e dos saberes populares, visando um cuidado mais específico e qualificado ao prematuro tardio.

Porque o bebê de 8 meses morre mais do que o bebê de 7 meses? Esses recém-nascidos mesmo que muitas vezes consigam ir diretamente para o alojamento conjunto com a mãe por possuírem peso na maioria das vezes a cima de 2500g e aparentarem ser iguais aos recém-nascidos de termo, apresentarão uma imaturidade fisiológica. Por isso esses bebês requerem uma orientação especial de alta em relação a: alimentação temperatura sono e vigília imunidade Os profissionais precisam ajudar os pais a entenderem que peso não é igual a desenvolvimento neurológico ou idade gestacional. Lembretes importantes: corrigir a idade gestacional ao orientar e relacionar o desenvolvimento do bebê não orientar que este bebê é igual ao de termo orientar práticas de cuidados de prematuro explicar aos pais com linguagem acessível

18 comentários sobre “Por que os bebês nascidos com 8 meses morrem mais do que os com 7?”

    1. Olá Daniel,
      sim, quanto menor a idade gestacional mais chances de complicações. Entretanto, neste infográfico destacamos que os bebês que nascem próximo ao termo (37 semanas) não recebem o cuidado adequado e poucas vezes são cuidados como prematuros o que facilita a complicação podendo levar até o óbito.
      Grande abraço,
      Cecília Pedron

      1. Olá Jani,
        os bebês que nascem antes do tempo, prematuros, são fortes e sobrevivem sim! O que destacamos aqui é sobre a necessidade de cuidados especiais para os bebês que nascem prematuros. Os bebes de 8 meses, muitas vezes são confundidos com bebês que nascem no termo e não sendo cuidados como prematuros acaba com que não recebem o cuidado específico e podem chegar à óbito. Já os bebês de 7 meses são cuidados como prematuros e respeitando esta particularidade acabam com uma sobrevida melhor. Ou seja, se cuidadormos muito bem dos bebês de 8 meses estes sobrevivem e ficam fortes como foi o teu caso.
        Grande abraço e obrigada pelo comentário!
        Cecília Pedron

          1. Olá Rosicler,
            isto mesmo! Cada caso é um caso. E este trabalho é uma alerta para cuidarem dos prematuros como prematuros e todos ficarem ótimos!

      2. Eu nasci de 8 meses, tenho.imunidade baixíssima. Sempre fui a mais doente na família, até hoje, leucócitos brancos, eosinófilos e bastonetes, sempre abaixo do mínimo.

        1. Olá Marta,
          obrigada pela sua contribuição no alerta às famílias. Peço desculpas pela demora na resposta, mas estávamos impossibilitados de realizar comentários durante o período eleitoral, pois somos da universidade pública de Porto Alegre.
          É importante que cuides tua alimentação, faça exercícios regulares e cuide de sua saúde mental para que sua imunidade possa melhorar.
          Grande abraço,
          Cecília Pedron

    2. Claro que vive até com 6 meses vivem desde que não tenham sequelas estão numa incubadora até conseguirem respirar bem e atingir o seu peso máximo depois vão para o berçário e passados dias se tudo correr bem têm alta

      1. Olá Isabel,
        temos bebês de 22 semanas que sobrevivem tendo ou não comorbidades com o auxílio de aparelhos e com o seu crescimento acabam não precisando mais de aparelhos e vão com suas famílias para suas casas.
        Entretanto, o enfoque deste trabalho é destacar a importância de cuidar dos bebês que nascem quase no termo (prematuros, nascimento antes das 37 semanas de gestação) como prematuros. Pois estes prematuros muitas vezes são cuidados e considerados como a termo (nascimento após as 37 semanas). Quando isto acontece os bebês prematuros tem mais chances de pegarem infecções pelo tipo de cuidado, acabam não conseguindo ter sua amamentação exclusiva por não conseguirem sugar em seio materno por muito tempo, precisam fazer uma manutenção melhor da temperatura corporal entre outros cuidados destacados no infográfico. Este infográfico é uma alerta para cuidarmos melhor dos nossos prematuros.
        Grande abraço
        Cecília Pedron

    1. Mileyde,
      seu bebe tem muita força, é um verdadeiro guerreiro!!
      Ele conta com o seu apoio e de toda equipe que esta acompanhando vocês. Nossa equipe torce para que ele fique bem logo.
      O importante é saber que ele nasceu antes do tempo (prematuro) e que precisará de cuidados especiais de prematuros até os 2 anos de idade.
      Torcemos para que ele junto com você e sua família sejam muito felizes.
      Grande abraço,
      Cecília Pedron e Equipe da Plataforma CARE

    1. Olá Isabel,
      a maioria dos bebês de 8 meses sobrevivem sim!!
      Queremos com este trabalho mostrar que alguns bebês de 8 meses complicam por não serem cuidados adequadamente como prematuros.
      Este infográfico é uma alerta aos pais e profissionais que cuidam de bebês com 8 meses. Queremos destacar a importância de orientar pais e profissionais que os prematuros tardios, assim chamados cientificamente, necessitam de cuidados especiais de prematuros e que não devem ser tratados como bebês que nascem no termo (tempo adequado de gestação).
      Grande abraço e felicidade para sua família,
      Cecília Pedron

    1. Olá Ana Paula,
      parabéns pelo seu filho! E sim, a maioria dos bebês de 8 meses de fato não vão para incubadora e nem precisam de auxílio na adapatação à vida extra-uterina.
      E por isso vão para casa e muitas vezes acabam tendo complicações, pois são cuidados como crianças de termo. E algumas destas crianças podem sim ter complicações devido ao cuidado não especializado ao prematuro.
      Fico muito feliz pelo teu bebê ter tido um excelente cuidado com uma mãe muito especial.
      Grande abraço,
      Cecília Pedron

  1. Boa tarde, sou prematura de 8 meses, tenho 39 anos e fui uma prematura muito complicada sendo que com 24h de nascida tive que fazer transfusão de sangue e mais umas quantas intervenções de urgência, os médicos desenganaram completamente a minha mãe, chegaram a dizer para ela ir para casa e não ter esperança na minha sobrevivência.
    Hoje sou saudável dentro do possível e compreendi perfeitamente o que querem dizer.. em alguns casos como nascemos com um peso ideal , se não apresentarmos nenhum tipo de “problema” somos tratados como bebés de termo completo e as coisas podem sim ficar complicadas para nós.
    Obrigada e um bem haja.
    Marlene Alves

    1. Olá Marlene,
      muito obrigada pelo teu depoimento. Com ele poderemos ajudar muitas outras famílias. É muito importante entendermos que a prematuridade existe e que deve ser cuidada com muito respeito.
      Grande abraço,
      Cecília Pedron

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