Posse de Biden e Invasão ao Capitólio

No dia 20 de janeiro, tomou posse em Washington, o 46º presidente dos Estados Unidos da América, Joseph Biden Jr. Como de costume, a cerimônia de transição ocorreu no Capitólio norte-americano, casa do poder legislativo e local das posses presidenciais.

O ato foi marcado não somente pelos protocolos necessários de distanciamento social em razão da pandemia do Covid-19, mas também pela ausência do ex-presidente Donald Trump, que se negou a participar dos rituais de troca de poder. Vale lembrar que, somente em agosto de 2020 que o Joe Biden foi formalmente indicado como candidato democrata. O período das eleições foi marcado por debates entre ambos candidatos, envolvendo economia, direitos civis, proteção ambiental e a crise do Coronavírus.

Biden pode se eleger ao conquistar uma diferença mínima de votos em Estados importantes para garantir a soma necessária do colégio eleitoral, contando com uma apuração de votos que durou dias e foi seguida pela constante insurreição de Trump sobre a veracidade dos votos. Ao concorrer contra Trump, Biden procurou se distanciar ao máximo das características e ações relacionadas ao então presidente. Politicamente, o democrata trouxe propostas que o aproximassem de leitores jovens e negros, como o apoio ao movimento Black Lives Matter.

A escolha da Senadora Kamala Harris como sua candidata à vice-presidência também estava ligada a isso. Concomitantemente, criticava o presidente Donald Trump por atos que, segundo ele, estavam desunificando e desestruturando os EUA. Agora empossado, Biden terá que lidar com a administração dos Estados Unidos sob os legados do TRUMPISMO, fenômeno que abalou profundamente as bases da política e da sociedade americana.

Por um lado, isso representa o retorno da tradicional atuação dos EUA no âmbito nacional e internacional, dando continuidade aos projetos do Obama. Por outro lado, o país se encontra em um estágio de instabilidade talvez jamais vistos desde a Guerra de Secessão de 1861.

A INVASÃO AO CAPITÓLIO AMERICANO

No dia 06 de janeiro de 2021, ocorreu no Capitólio a contagem oficial do Colégio Eleitoral. Nesse momento acontecia a confirmação da vitória do democrata Joe Biden. Momentos antes da sessão, Donald Trump fez um discurso enfatizando que não aceitaria a derrota e que marcharia junto com seus apoiadores até o Capitólio. Vale ressaltar que, desde as apurações dos votos, o ex-presidente Donald Trump defendeu, sem provas, que as eleições estavam sendo fraudadas.

Devido a sua convicção, pediu recontagem dos votos na Geórgia, em Winsconsin e em Michigan. Porém, sua derrota continuou comprovada. Após a incitação de Donald Trump, milhares de pessoas caminharam em direção ao Capitólio, empossando bandeiras e armas. Em seguida, a multidão invadiu o Congresso reivindicando a vitória de Trump. Os apoiadores vandalizaram o local e roubaram diversos ornamentos.

Enquanto isso acontecia, Joe Biden pediu para que Trump ordenasse a saída de seus apoiadores do Congresso e que defendesse a democracia. O republicano pediu a retirada, mas reforçou a fraude eleitorais. Durante a invasão, ocorreram conflitos que acarretaram em cinco mortes, dentre elas policiais e extremistas.

No mesmo dia, a sessão foi retomada e o Congresso dos Estados Unidos ratificou a vitória de Joe Biden. Nos dias seguintes a invasão, a Câmara aprovou dois pedidos de IMPEACHMENT contra Trump que foram encaminhados para o Senado. O julgamento dos senadores terá uma importância simbólica e poderá tornar Trump INELEGÍVEL nos próximos anos.