Após um ano da descoberta do vírus da Covid-19, o Centro Estudantil de Relações Internacionais discute neste post as consequências da pandemia no mundo todo e principalmente no Brasil com a atuação do presidente Jair Bolsonaro.
A evolução da Covid-19 no mundo
Desde o seu surgimento na China, nos últimos dias de 2019, o novo vírus da Sars-CoV-19 se alastrou rapidamente pelo mundo. Inicialmente, o país mais afetado foi a própria China, causando grandes movimentações dentro do país para controlar os diversos surtos. Posteriormente, o vírus da Covid-19, como ficou conhecido, ultrapassou diversas fronteiras até se espalhar em escala global, atingindo respectivamente países da Ásia, Europa, África e por último, o continente americano.
A situação atual e o número de casos
Atualmente, o número registrado de infectados pelo vírus é de quase 112 milhões em todo o planeta. Desses contaminados, 63 milhões já constam como recuperados, e aproximadamente 3 milhões vieram a falecer. A crise do novo Coronavírus atravessou todo o ano de 2020, e chega ao começo de 2021 em seu momento mais grave em diversos países, mesmo com o início da distribuição das vacinas.
Corrida pela Vacina
Desde o início da pandemia de Coronavírus, os países focaram os seus investimentos na ciência com o objetivo de elaborar rapidamente a primeira vacina para a Covid-19. O pioneirismo significava o controle na taxa de infectados e a drástica diminuição das vítimas fatais, reestruturando a economia e desafogando os hospitais. Porém, é inegável a importância internacional para o país que conseguisse esse feito, já que o status e a venda das vacinas significava um ganho maior durante a crise. Em contrapartida, a corrida gerou a elaboração de mais de dez vacinas ao mesmo tempo, trazendo esperança em meio a maior pandemia do século.
Alianças e Acordos
Durante o auge da pandemia e a corrida pelas vacinas, os países buscaram elaborar alianças e acordos que garantissem os recursos para que todos tivessem acesso igualitário à imunização, como a Covax Facility, uma aliança internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) que possuía esse objetivo. Essas alianças não impediam que os países realizassem acordos bilaterais com empresas farmacêuticas produtoras da vacina contra a covid-19. O foco geral dos países era garantir as vacinas e os insumos assim que fossem aprovados pela OMS, para elaborar uma vacinação em massa em seus países. Contudo, nem todos os países aceitaram participar desses acordos e também das negociações com farmacêuticas, como o Brasil, gerando assim, um atraso na imunização e o aumento no número de vítimas do coronavírus.
Dados da Vacinação em alguns países
Israel 74%
Emirados Árabes Unidos 51%
Inglaterra 23%
EUA 15%
Chile 9%
Brasil 6%
Turquia 4%
A situação no Brasil
No Brasil, em especial, a crise do Covid-19 está em seu momento mais crítico. Junto com o grande número de casos registrados devido às aglomerações de fim de ano e ao feriado de Carnaval, o país se encontra completamente exposto por não possuir políticas públicas de saúde iniciadas pelo Governo Federal. Desse modo, nosso país se encontra em um momento de calamidade pública sem nenhum projeto de administração sanitária e com o agravamento do desincentivo ao seguimento dos protocolos de saúde promovidos pelo Presidente Bolsonaro.
A vacinação no Brasil
A vacinação no Brasil iniciou-se oficialmente no dia 19 de janeiro de 2021 depois de embates políticos entre o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente da república, Jair Bolsonaro. O governador iniciou as negociações com a empresa chinesa produtora dos insumos da CoronaVac no ano de 2020. Após a primeira pessoa vacinada, os Estados brasileiros começaram a receber as vacinas produzidas pelo Instituto Butantan e até o momento 5,9 milhões de brasileiros já foram vacinados.
O impacto do Coronavírus no Brasil
Desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro deslegitimou a periculosidade do vírus e a quarentena rígida no país. Em seus pronunciamentos demonstrava para a população que os cuidados não eram necessários, além de propagar notícias falsas relacionadas ao uso de máscara e ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada. Essas atitudes influenciaram diversos brasileiros a se descuidarem quanto ao vírus. Consequentemente, os casos de infecção aumentaram, assim como as vítimas fatais. É inevitável relacionar as atitudes do governo com a situação que o país se encontra, com números altíssimos de mortes diárias. Com um plano de imunização tardio e um embate político entre governador e presidente, houve um atraso da vacinação, causando cada vez mais perdas irreparáveis ao país.
Fique em casa se puder, cuide-se!.


