DITADURA NUNCA MAIS!

A Ditadura Militar no Brasil foi um regime autoritário iniciado com o golpe militar em 31 de março de 1964 com o objetivo de depor o presidente João Goulart. O regime durou 21 anos (1964-1985) e estabeleceu a censura à imprensa, restrição aos direitos políticos e perseguição policial aos opositores do regime.

Em 1961, o presidente Jânio Quadros renunciou e seu vice, João Goulart, assumiu o cargo sendo rejeitado pelos ministros militares que expediram um veto à sua posse alegando que ele defendia ideias de esquerda. O golpe militar teve como objetivo central evitar o avanço das organizações populares do Governo de João Goulart, que era acusado de comunista. As principais ideias de Jango se enquadravam nas “Reformas de Base” que visavam a reforma agrária, nacionalização das refinarias de petróleo, reforma eleitoral garantindo votos aos analfabetos, reforma universitária entre outras.

O presidente era apoiado por universitários por meio de organizações, como a União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1964, quando resolveu lançar as Reformas de Base, a agitação fez com que os adversários do governo acelerassem o golpe. No dia 31, o presidente foi deposto e aqueles que tentaram resistir ao golpe sofreram dura repressão. 

No entanto, os horrores da Ditadura Militar brasileira não estão presos no passado. Mesmo hoje em dia, há inúmeros grupos na sociedade que possuem uma visão positiva desse triste período da história. Agora, tais setores conservadores da sociedade se sentem mais confortáveis para expor sua voz de admiração ao regime autoritário brasileiro por serem apoiados por partes do governo federal, em especial pelo presidente da República.

Jair Bolsonaro, desde momentos anteriores à corrida eleitoral de 2018 afirmava, sem nenhuma hesitação, ser admirador de ditadura de 64, apoiador da tortura, entusiasta de famosos assasinos como Brilhante Ustra, e favorável a um outro regime militar no Brasil, que impusesse uma guerra civil com 30 mil mortos para reestruturar o país sob a ordem do conservadorismo ultra-direitista, como afirmou em entrevista anteriormente. Desse modo, é preciso que repitamos #DitaduraNuncaMais para garantir os ideais democráticos do país.