Comunicação nos espaços da periferia: os agenciamentos presentes na formação de estigmas e o exemplo da possibilidade de linhas de fuga e desterritorialização (2012)
Autoras: Danielle Miranda e Nísia Martins do Rosário.
Movimentos culturais periféricos representam um modelo de articulação entre circuitos de produção artística e cultural e produções discursivas do campo político, educativo e de conscientização social. Contextualizando sua realidade em um cenário onde os atravessamentos sociais e midiáticos contribuem para a formação de conceitos de identidade marcados por estigmas, este trabalho propõe-se a apresentar os principais resultados obtidos em pesquisa monográfica realizada com o intuito de compreender em que medida estes movimentos vem se apropriando de práticas culturais como meio de construção de novos territórios comunicativos acerca de suas identidades. Verificou-se que estes grupos possuem práticas capazes de movimentar lógicas pré-estabelecidas sobre os atributos da periferia, desabitando antigos territórios estigmatizados e gerando possibilidades de linhas de fuga na sua comunicação.
Palavras-chave: Movimentos culturais periféricos; Territórios comunicacionais; Marcas de estigma; Funk; Apafunk; Linhas de fuga e desterritorialização.
Trabalho apresentado no Intercom Júnior – Área Temática IJ07 Comunicação, Espaço e Cidadania do XIII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul realizado de 31 de maio a 2 de junho de 2012.
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