Essa edição do Encontro Discente do PPGAS/ UFRGS busca explorar olhares teórico-políticos sobre os modos da violência no cotidiano e no ordinário de grupos sociais historicamente subalternizados, a partir de uma pergunta central: como o saber-fazer antropológico pode (re)contar histórias de violências?
Diante da impossibilidade de perpetuar o modelo de sociedade ao qual estamos submetidos, a antropologia deve se voltar para a constituição de um determinado tipo de conhecimento que possa atuar como ferramenta capaz de imaginar futuros possíveis. Ao situar as implicações políticas do saber-fazer antropológico, podemos pensar em estratégias que nos possibilitem habitar um projeto de mundo comum. O enfrentamento das formas de violências que ocorrem com determinados segmentos da população vêm sendo um campo de debate em crescimento na área. Como esses estudos podem ser pensados à luz de seu potencial transformador capaz de projetar outros modos de imaginação política visando um novo mundo por vir? Como elaborar possibilidades de vida em contextos de morte? Como engajar perspectivas de futuridades em cenários onde a violência é cotidiana? E como, junto aos sujeitos, podemos grifar narrativas sobre violência, de modo a recusar um fecho histórico completamente acabado?

