Este artigo, que é um dos trabalhos de conclusão do Curso de Especialização em Educação Inclusiva: Atendimento Educacional Especializado FACED/UFRGS (2024-2025), problematiza os modos pelos quais a formação docente atua na produção de práticas e discursos de in/exclusão de estudantes com deficiência no contexto escolar. A investigação operou por meio da análise de dados oriundos de um questionário on-line, articulada à revisão de literatura sobre o tema. A noção de in/exclusão sustentou a análise dos enunciados das respostas. O cruzamento entre os dados empíricos e os referenciais teóricos indica que a formação docente, embora central, mostra-se insuficiente quando não acompanhada por políticas de investimento em infraestrutura, reconfiguração do trabalho pedagógico, presença de equipes multiprofissionais e reorganização das condições materiais de ensino.
Autora: Elisângela Acosta de Carvalho de Farias.
Orientadora: Graciele Marjana Kraemer.
Disponível on-line em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/297963
O livro “Sobre Metamorfoses e Ondas – Ensaios sobre docência, educação inclusiva e deficiência visual” apresenta uma série de capítulos inéditos sobre o ensino e a aprendizagem de pessoas com Deficiência Visual (cegueira ou baixa visão). A obra é resultado da segunda edição do Curso de Orientação e Mobilidade, Braille e Audiodescrição, realizado em uma ação conjunta das Faculdade de Educação e de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com a União de Cegos do Rio Grande do Sul, e com o financiamento do Ministério da Educação. Os textos são de autoria de professoras/es da rede pública de ensino básico do Rio Grande do Sul. “Sobre Metamorfoses e Ondas” é uma obra original acerca das questões de Orientação e Mobilidade, Braille e Audiodescrição, redigida por aquela/es que atuam diretamente com a educação de crianças com Deficiência Visual.
O artigo analisa o Plano Educacional Individualizado (PEI) e o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) como dispositivos pedagógicos estruturantes da educação inclusiva, deslocando sua compreensão de instrumentos técnico-burocráticos para mediadores curriculares e institucionais da equidade escolar. Fundamentado em revisão bibliográfica e documental sobre políticas educacionais brasileiras e literatura nacional e internacional da educação especial, o estudo investiga em que medida esses planos contribuem para a reorganização do trabalho pedagógico e para a construção de práticas inclusivas. Argumenta-se que, quando elaborados de forma colaborativa e articulados ao projeto político-pedagógico da escola, PEI e PAEE favorecem a mediação entre singularidades dos estudantes e exigências curriculares, tensionando práticas homogeneizadoras e ampliando condições de participação e aprendizagem. O texto discute a inserção desses instrumentos nas políticas inclusivas, analisa suas funções pedagógicas e problematiza desafios institucionais relacionados à formação docente, ao planejamento coletivo e à cultura escolar. Conclui que a potência desses planos reside menos em sua formalização normativa e mais em sua incorporação à organização pedagógica da escola, constituindo elementos centrais para a efetivação do direito à aprendizagem e para o desenvolvimento institucional da escola inclusiva.
Este artigo, escrito por Carolina Silveira Bavaresco e Graciele Marjana Kraemer, apresenta metodologias adaptadas, valorizando a
Este artigo discute, a partir de uma abordagem qualitativa e bibliográfica, a invisibilidade dos estudantes com altas habilidades ou superdotação (AHSD) nas escolas brasileiras. O estudo revisita a evolução do conceito de AHSD, destacando a importância de compreendê-lo a partir de uma perspectiva multidimensional, que considera aspectos como criatividade, liderança e contexto social. A pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa de caráter bibliográfico, complementada por uma revisão narrativa, que permitiu selecionar e analisar de forma flexível diferentes fontes teóricas, possibilitando a construção de uma síntese crítica sobre a identificação e o desenvolvimento de estudantes com AHSD. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é compreender que o ambiente escolar e familiar tem relevância tanto na identificação quanto no desenvolvimento das potencialidades desses sujeitos, além de apresentar possibilidades no processo de identificação pedagógica a partir de estratégias diversificadas de reconhecimento. O texto enfatiza ainda a necessidade de uma formação docente contínua, que instrumentalize os professores para o reconhecimento e atendimento adequados dessa população. Além disso, aponta a importância de políticas públicas que incentivem práticas educativas inclusivas e respeitosas às singularidades dos estudantes com AHSD, promovendo seu desenvolvimento integral e bem-estar.









