A Rede de Estudos em Comunicação, Organizações e Públicos na Perspectiva da Complexidade (Hologramas) foi criada em outubro de 2021, congregando grupos de pesquisa que já mantinham longa parceria acadêmica. Junto do GCCOP, da UFRGS, estão o Grupo de Pesquisa em Instituições, Públicos e Experiências Coletivas (IPÊ), da UFMG; o Grupo de Pesquisa Comunicação no Contexto Organizacional: Aspectos Teóricos e  Conceituais (Dialorg), da PUC Minas; e o Grupo Pólen – Laboratório de Experimentação em Comunicação e Organizações, da Universidade Federal de Viçosa.

À maneira de um caleidoscópio, os grupos se articularam em uma multiplicidade de imagens que, longe do equilíbrio, movem-se em perguntas e investigações sobre comunicação, organizações e complexidade, com os objetivos de refletir, realizar a crítica qualificada e produzir conhecimento sobre esses temas em diferentes interfaces, bem como propor e aprimorar procedimentos metodológicos.

As perspectivas comuns

  • Processo de comunicação como disputa de sentidos;
  • Organizações e públicos como sistemas complexos de interação;
  • Discursos como práticas sociais;
  • Influência dos públicos sobre as organizações: possibilidades e limites;
  • Indissociabilidade entre método e teoria (Morin);
  • Ecologia das ideias/ ecologia da ação (Morin);
  • Relações de poder como inerentes aos processos comunicacionais;
  • Disputas por reconhecimento e legitimidade;
  • Processos de subjetivação, afetação e legitimidade;
  • Relações de trabalho em perspectiva comunicacional.

Pesquisa em rede

Atualmente, a Rede Hologramas desenvolve um projeto coletivo de pesquisa intitulado “Da sustentabilidade ao greenwashing: elementos discursivos da comunicação corporativa nas questões ambientais”, financiado pelo CNPq. O objetivo é investigar a dinâmica contemporânea do greenwashing a partir de sua dimensão institucional e discursiva, diferentemente do foco habitual em produtos. Coordenada por Rudimar Baldissera (UFRGS) e integrada por outros pesquisadores da Rede Hologramas, a proposta busca compreender como organizações utilizam a comunicação para construir uma falsa aparência de sustentabilidade, esvaziando discussões ambientais, ancorando normativas próprias e aumentando a vulnerabilidade dos públicos. Saiba mais