O curso consiste em uma parte teórica básica (incluindo conceitos e terminologia fundamentais, mecanismos físicos e a apresentação de metodologias para identificação), observações em campo e o uso de técnicas e ferramentas computacionais para a identificação de áreas suscetíveis. Destaca-se que o curso foi desenvolvido com o objetivo de capacitar gestores de risco e funcionários públicos que atuam diretamente com as comunidades, com foco em técnicas que auxiliem esses profissionais na redução de riscos de desastres e na construção de ambientes mais seguros.
No 26 de julho de 2024, ocorreu o “Seminário sobre Movimentos de Massa na tragédia de 2024 no RS: Um prognóstico geral baseado em observações locais” no Instituto de Pesquisas Hidráulicas. Nele foram discutidas as distribuições temporais e espaciais das chuvas que ocorreram no RS, experiências adquiridas em campo pela equipe que atuou na avaliação e orientação dos movimentos de massa na região da Serra, assim como as perspectivas dos membros sobre a tragédia. Ademais um tema que teve bastante ênfase durante as palestras e no momento de discussão foi o desenvolvimento do trabalho da universidade em conjunto com a população para a construção de uma sociedade mais resiliente à desastres naturais. A equipe do seminário foi composta pelo Professor Walter Collischonn (IPH), Professor Masato Kobiyama (IPH), Professora Sofia Moraes (Univates), Rossano Michel, Fernando Zambrano, Alessandro Franck, Anne Biehl e Caroline Flores.
Levando em consideração o desastre que ocorreu no final do mês de abril e durante o mês de maio de 2024 no estado do Rio Grande do Sul, os membros do Grupo de Pesquisa em Desastres Naturais realizaram trabalhos de campo na região dos vales e no município de Porto Alegre. Os trabalhos de campo em Porto Alegre resultaram em quatro Notas Técnicas, cujo objetivo foi reconhecer a mancha de inundação do município para compará-la com a gerada pelos modelos computacionais, observando também a influência do mal funcionamento do sistema de proteção contra inundações em alguns bairros. Já os trabalhos de campo na região dos vales resultaram em duas notas técnicas, cujo propósito foi orientar os moradores locais sobre os sinais de ocorrência de movimentos de massa relatados pelas testemunhas na região. Além destas, uma nota técnica complementar foi elaborada para diferenciar os dois tipos de inundações que ocorreram no estado, a brusca e a gradual.
Para além das notas técnicas, foi realizada uma palestra na Universidade do Vale do Taquari, em Lajeado, para a capacitação em monitoramento de movimentos de massa. Para acessar a gravação da palestra, clique aqui.
A partir das avaliações dos movimentos de massa feitas em Venâncio Aires, o jornal Folha de Mate realizou uma reportagem com o professor Masato Kobiyama (GPDEN – IPH) e outros especialistas para que comentassem sobre a tragédia na região. Para acessar o link da reportagem, clique aqui.
Os jornais Zero Hora e Semanário também realizaram entrevistas relacionadas aos desastres ocorridos no estado, onde o professor Masato Kobiyama comentou sobre um prognóstico futuro dos desastres nas regiões da Serra Gaúcha e dos Vales e como lições de outros países podem melhorar planos de contingência contra desastres no estado. Para acessar o link do jornal Zero Hora, clique aqui. Para acessar o link do jornal Semanário, clique aqui.
A partir de uma reunião da Frente Parlamentar realizada no Plenarinho da Assembleia Legislativa do RS, o jornal Correio do Povo elaborou uma reportagem sobre o que foi discutido, dando um enfoque nos planos de prevenção e mitigação diante dos desastres naturais. Para acessar a reportagem da palestra, clique aqui.
O Comitê de Gerenciamento Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá realizou outra reportagem a partir de uma capacitação ministrada com a temática “Monitoramento Hidrológico e Eventos Críticos”, na qual o professor Masato Kobiyama abordou a importância de monitorar, educar e estar preparado, a fim de prevenir e mitigar os desastres. Para acessar a reportagem da palestra, clique aqui.
Considerando o desastre ocorrido na bacia do rio Taquari nos primeiros dias do mês de Setembro de 2023, o GPDEN publica esta nota técnica no intuito de auxiliar o planejamento da realocação de pessoas nos municípios atingidos, trazendo atenção para o fato de que a trata-se de uma região com significativa propensão à ocorrência de movimentos de massa. Assim, as ações de realocação e planejamento da expansão urbana devem buscar regiões que ofereçam menor perigo em relação às inundações, mas também em relação aos movimentos de massa.
No marco da comemoração dos 10 anos do comitê local de gerenciamento da bacia hidrográfica do Rio Mampituba (RS), no dia 23 de novembro, o GPDEN esteve presente na cidade de Torres, lugar em que se realizou uma oficina de formação sobre “Riscos Ambientais e Mudanças Climáticas”. Foram discutidos assuntos como monitoramento hidrológico, mudanças de uso e cobertura do solo e outras reflexões associadas ao gerenciamento da bacia. A equipe esteve composta pelo Professor Masato Kobiyama, Marina Fagundes, Itzayana González e Michele Carvalho.