GPDEN oferece VI Curso de Modelagem Hidrogeomorfológica para Mapeamento de Risco

VI CURSO DE MODELAGEM HIDROGEOMORFOLÓGICA PARA MAPEAMENTO DE RISCO

O curso abordará técnicas e ferramentas de modelagem hidrogeomorfológica com vistas a representar computacionalmente inundações, movimentos de massa e processos associados. A partir disto, será realizada a utilização de tais técnicas e ferramentas na elaboração de mapas de perigo/risco para inundações e movimentos de massa. O curso ainda conta com um dia de campo (já incluso na inscrição), para uma bacia onde recentemente ocorreram movimentos de massa e inundações.

Maiores informações sobre o curso Clique aqui.

SOBRE A INSCRIÇÃO:

As inscrições terão início em junho de 2022.

Atividades do GPDEN no Desastre de Dezembro de 2020 no Alto Vale do Itajaí

Eventos naturais extremos são aspectos recorrentes da variabilidade e dinâmica climática terrestre, mas, frequentemente, atuam a favor da ocorrência de condições de perigo à população. Durante a madrugada, entre os dias 16 e 17 de dezembro, moradores das cidades de Rio do Sul, Ibirama e Presidente Getúlio, na região norte de Santa Catarina, foram surpreendidos por um evento de precipitação extrema. O evento resultou na deflagração de diversos movimentos de massa e provocou inundações bruscas nestes municípios. Dentre os impactos do evento, constam 21 óbitos e a destruição de pelo menos 80 residências, deixando 100 pessoas desalojadas e 172 desabrigados, além de danos em infraestrutura pública.

Entre os dias 22 e 28 de dezembro, uma equipe de pesquisadores do Grupo de Pesquisas em Desastres Naturais (GPDEN), do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), liderados pelos professores Dr. Gean Paulo Michel e Dr. Masato Kobiyama estiveram na região realizando o levantamento do evento. Foram sete dias de trabalho intenso, envolvendo a visitação dos pontos de deflagração para coleta de amostras e execução de ensaios de resistência mecânica in situ e permeabilidade do solo, além do contato e entrevista de entes públicos e moradores que presenciaram ou atuaram no evento e o levantamento da área afetada por drones, com o objetivo de entender e reconstituir o fenômeno que impactou a região.

Em campo, identificou-se que a deflagração dos escorregamentos ocorreu, predominantemente, nas escarpas da formação Serra Mirador, que atua como divisa comum entre os municípios afetados: Rio do Sul à Oeste, Ibirama a Leste e Presidente Getúlio ao Norte. Devido a altitude da formação (com cerca de 810 m em seu ponto mais alto), tais escarpas apresentam elevada declividade, favorecendo o ganho de energia e fluidificação dos escorregamentos. Foi identificada a ocorrência de escorregamentos do tipo translacional, propagados como fluxos de detritos. Em Presidente Getúlio, um único fluxo, dentre os pelo menos dez fluxos de grande porte identificados, resultou na morte de 9 pessoas, tendo seu início há mais de 1 km da primeira residência atingida. Estes movimentos de massa possuem alta capacidade de destruição e, comumente apresentam uma janela de tempo muito curta para a evacuação. Neste evento em particular, o horário de ocorrência, durante a madrugada, potencializou a gravidade do desastre.

De acordo com os relatos de moradores, a chuva teve uma duração curta, mas de elevada intensidade.  Pluviômetros oficiais indicaram uma precipitação de cerca de 123 mm, durante aproximadamente três horas. Contudo, moradores de residências localizadas nas regiões mais intensamente afetadas, que possuíam pluviômetros com marcações até 130 mm, relataram seu transbordamento durante o evento. As evidências apontam, desta forma, que o evento foi bastante regionalizado, incorrendo em elevada precipitação em uma área diminuta, sobre as encostas que deflagraram os escorregamentos.

Algumas percepções eram comuns a maior parte dos relatos: foram surpreendidos pelo evento, por nunca terem presenciado algo dessa magnitude. Alguns moradores do bairro Revólver em Presidente Getúlio – a localidade mais afetada pelo evento – contudo, relataram a ocorrência de um evento semelhante há cerca de 80 à 90 anos. Também foram encontradas evidências do transporte de sedimentos de médio a grande porte, em camadas de solo expostas pela degradação decorrente dos fluxos de detritos, indicando a ocorrência de fluxos de detritos há algumas décadas. Desta forma, apesar de existir recorrência do evento, a percepção de perigo por parte da comunidade tornou-se baixa devido ao elevado tempo de recorrência. O bairro Revólver foi relatado, por grande parte dos moradores, como “o bairro mais seguro da cidade”, dado que não era afetado pelas enchentes, que afetam os municípios da região de maneira recorrente. Essa falsa percepção de segurança também é refletida nos mapeamentos de perigo destes municípios, que tratam a suscetibilidade a movimentos de massa de maneira bastante incipiente.

A partir da análise dos dados levantados em campo, da aplicação de modelos matemáticos e do mapeamento das áreas de suscetibilidade da região, os membros do Grupo de Pesquisa em Desastres Naturais elaboraram o Volume I do Relatório Técnico dos Desastres de Dezembro de 2020 nos Municípios de Presidente Getúlio, Ibirama e Rio Do Sul – SC. O estudo teve como objetivo de caracterizar o evento e prover aos agentes públicos uma maior densidade de informações para a tomada de decisão em planejamento urbano e mitigação de impactos, em caso de novas ocorrências.

Os Membros do Grupo de Pesquisa em Desastres Naturais reafirmam o agradecimento à UFRGS, aos agentes públicos locais e, especialmente aos moradores, que ainda lidando com as consequências do evento, não mediram esforços para ajudar a equipe, no que fosse possível.

GPDEN ofrece V Curso de Capacitación en Mapeo de áreas de riesgo para prevención de desastres hidrológicos con énfasis en modelación hidrogeomorfológica

En la última década, los desastres hidrológicos están ocurriendo con una mayor frecuencia y magnitud en el mundo. Por tal razón, es necesaria la búsqueda por medidas que traten de reducir su ocurrencia y los impactos generados por estos desastres. El mapeo de áreas de riesgo es un tipo de medida preventiva extremamente importante en este proceso, ya que además de tener una elevada eficiencia, presenta un costo comparativamente reducido en relación a medidas estructurales. Así, el Grupo de Investigaciones en Desastres Naturales (GPDEN) de la Universidad Federal del Rio Grande do Sul (UFRGS, Brasil) viene realizando voluntariamente diferentes cursos de capacitación, con el objetivo de contribuir en el avance de instrumentos que orienten a una adecuada gestión del riesgo de desastres, a partir de los conocimientos adquiridos con las diferentes investigaciones realizadas. Hasta el momento, el GPDEN ya ofreció el I, II, III y IV edición del Curso de forma presencial en el Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) de la UFRGS en los años 2014, 2015, 2016 y 2017, con una gran acogida de los participantes. Para este año, el GPDEN realizará la V edición del curso en Octubre de 2020. Sin embargo, dado el momento mundial de la pandemia por COVID-19, la V edición del curso será realizada totalmente de forma virtual. Además, por primera vez el curso de capacitación será ofrecido en español, a fin de obtener un mayor alcance en Latinoamérica. Durante el curso, se celebrará el Día Internacional para la Reducción de Desastres, en 13 de octubre. 

Objetivo: Capacitar técnicos del sector de gestión de desastres naturales y a investigadores sobre los conocimientos necesarios para realización de mapeo de áreas de riesgo de desastres naturales, con énfasis en desastres hidrológicos (inundaciones, deslizamientos y flujo de detritos)

Fecha: 12 a 15 de octubre de 2020.

Local: Plataforma MConf de la UFRGS (virtual)

Carga Horaria: 20 horas (12h de clases virtuales + 8h de actividades tutoriales)

Inversión: curso gratuito

Conferencistas:

  • Ing. M.Sc. Ph.D (c) Fernando Campo Zambrano (GPDEN/IPH/UFRGS) 
  • Ing. M.Sc. Itzayana González Avila (Ph.D. in progress – GPDEN/IPH/UFRGS)
  • Ing. M.Sc. Ph.D (c) Maurício Andrades Paixão (GPDEN/IPH/UFRGS)
  • Jayne Ramos (Estudiante – Ingenería Ambiental) (GPDEN/IPH/UFRGS)

Responsable: Prof. Dr. Masato Kobiyama (GPDEN/IPH/UFRGS)

Apoyo: Universidad Federal del Rio Grande do Sul/ Instituto de Pesquisas Hidráulicas / Programa de Posgrado em Recursos Hídricos y Saneamiento Ambiental

Vacantes: 65 

Programación Preliminar:

Hora Brasil (GMT-3)Lunes (12/10)Martes (13/10)Miércoles (14/10)Jueves (15/10
10:00–13:00
-Apertura
-Conceptos de desastres naturales

– Inundaciones(HEC-HMSyHEC-RAS)-Deslizamientos (SHALSTAB)
– Flujo de detritos(KANAKO-2D)
-Vulnerabilidad y riesgo
– Encerramiento

Inscripciones: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfvCoDRzLtzC0KPWairoz3zxIQdfTCdIPQq1RVV0xxJEEz26w/viewform 

Fecha límite: 30/09/2020

Divulgación de seleccionados: 02/10/2020

**** En caso de dudas, escribir para: capacitacion.gpden@gmail.com ****

Memória IPH & COVID-19 2020 – Divulgação

No dia 14 de agosto, foi realizado o lançamento oficial da coleção de fotografias Memória IPH & Covid-19: 2020 durante um evento online que contou com a presença de estudantes e professores do PPGRHSA/IPH. Nesse dia, foi apresentada à comunidade IPH a inspiração para a criação desse evento de extensão, seus objetivos e os resultados obtidos. A construção dessa coleção busca, principalmente, estimular a interação entre os pesquisadores, reforçar o senso de comunidade, registrar e preservar a memória desse período e mostrar a continuidade da produção científica nos tempos de pandemia, além de motivar futuros pesquisadores. As fotografias enviadas são de autoria dos próprios pesquisadores do PPGRHSA/IPH, incluindo estudantes, egressos e professores, e representam como foi o distanciamento social no período compreendido entre março e início de agosto. A promoção do evento foi uma iniciativa do Núcleo de Estudos em Saneamento Ambiental (NESA) em parceria com o Grupo de Pesquisa em Desastres Naturais (GPDEN).Os pesquisadores do GPDEN contribuíram com o envio de diversos registros desse período. Destaca-se os trabalhos de campo necessários para continuidade do monitoramento das bacias de estudo e, principalmente, o registro da ocorrência de desastres hidrológicos e meteorológicos simultaneamente a pandemia. Todas as fotografias da coleção estão publicadas no site https://www.ufrgs.br/memoriaiph/, bem como outras informações sobre esse evento de extensão.

Visite o site e confira!

“Desastre com inundação em Maquiné – Hannah Uruga Oliveira”