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Capital terá paradas LGBTQIA+ em julho e novembro

Prefeitura de Porto Alegre não divulgou programação para junho, mês internacionalmente dedicado à celebração do orgulho LGBTQIA+.

O mês de junho é marcado em boa parte do mundo por eventos que reivindicam direitos e celebram a população LGBTQIA+. Isso porque 28 é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, em referência à “Revolta de Stonewall”, movimento de resistência e protesto frente à violência policial que teve início nessa data, em 1969, em Nova York (EUA). 

Em Porto Alegre, embora a data de 28 de junho componha o calendário oficial do município desde 2019, a partir da sanção do Projeto de Lei 1.341/17, este ano as “paradas” – como ficaram conhecidas as marchas LGBTQIA+ – acontecem em 2 de julho e 26 de novembro. E são duas mesmo. Por quê? É o que conta esta edição do #ExplicaçãoHumanista.

Até esta segunda-feira (19), a Prefeitura da Capital não havia divulgado em seus canais oficiais nenhuma programação para o Mês do Orgulho LGBTQIA+. A coordenadoria dos Direitos de Diversidade Sexual e Gênero da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social admitiu que ainda não foi feita divulgação em relação ao Mês do Orgulho, mas afirmou que há previsão de realização de eventos.

Diversidade    

Tradicionalmente, a capital é palco para dois grandes eventos voltados para a comunidade LGBTQIA+: a Parada de Luta e a Parada Livre. O ato mais próximo é a Parada de Luta LGBTI, que está prevista para o domingo de 2 de julho. A lista de apresentações será divulgada nas redes sociais do evento. Ela terá início no Parque da Redenção, ao meio-dia, e de lá parte em caminhada até o Gasômetro.

“Teremos diversos artistas locais com representatividade entre a comunidade, como a banda Os Eller’s”, adianta o advogado Roberto Seitenfus, membro do Grupo Desobedeça LGBT. Também participam da organização da Parada de Luta os coletivos Conexão Diversidade, Aliança Nacional LGBTI+ e grupos de ativistas de Paradas do interior do Rio Grande do Sul.

Os frequentadores da Parada Livre, realizada desde 1997 em Porto Alegre, terão de aguardar mais pelas celebrações: a previsão é que o evento seja realizado no dia 26 de novembro. 

Apoio da prefeitura

Em 2022, no retorno das Paradas ao formato presencial após dois anos de pandemia, a Prefeitura forneceu apoio logístico para a realização dos eventos. As Secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde também promoveram ações de conscientização durante os eventos.  A Parada Livre recebeu, no último ano, apoio para a montagem das estruturas de palco e para os serviços de fiscalização de trânsito, com a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), e de limpeza, com o DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana). 

Na última edição, parte do financiamento da Parada Livre partiu da multa determinada pelo Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público do estado e o Banco Santander, devido ao fechamento da exposição Queermuseu, em 2017, em Porto Alegre.  

“Até o momento, não temos confirmação da Prefeitura sobre apoio ao evento [deste ano], mas já solicitamos uma reunião com a responsável pela pauta no município e estamos aguardando”, explica Caio Klein, diretor-executivo da ONG Somos, uma das organizações que participa do planejamento da Parada Livre. 

Já a Parada de Luta LGBTI, de acordo com a organização, conta com a destinação de verbas públicas estaduais para a estrutura do evento, além da parceria com a Prefeitura para fornecimento dos serviços de trânsito, limpeza pública e segurança. Para Roberto Seitenfus, as mobilizações têm importância política fundamental na garantia da cidadania e continuidade das lutas da comunidade LGBTQIA+. “O simples fato de mostrar que existimos é político, mostrar que existimos 365 dias por ano e exigimos direitos iguais”, destaca. 

Programação estadual

A Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e a Secretaria de Cultura do Estado lançaram, no início do mês, a programação oficial para o Mês da Diversidade. 

A lista de atividades conta com capacitações e palestras para servidores e alunos da rede pública, além do Baile Multifeira da Diversidade, que promove atividades artísticas na Praça Brigadeiro Sampaio, em Porto Alegre, no dia 1º de julho. 

A Casa de Cultura Mário Quintana, o Museu Júlio de Castilhos e o Instituto Estadual do Livro receberão oficinas e lançamentos de exposições com a temática LGBTQIA+. Está prevista também a 3ª edição da Feira de Visibilidade Trans, evento com apresentações culturais e comercialização de obras de artistas independentes trans, travestis e não bináries. 

Mais
Clique aqui e confira a programação 
completa da Secretaria da Cultura. 

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